sexta-feira, 10 de agosto de 2012

VISUAIS - ALMANDRADE FAZ RETROSPECTIVA - 4 DE ABRIL DE 2000

JORNAL A TARDE, TERÇA-FEIRA, 4 DE ABRIL DE 2000.

                                         
            ALMANDRADE FAZ RETROSPECTIVA

Quando vejo Almandrade, lembro-me daquela música de Chico Buarque que diz mais ou menos assim num dos versos: “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta”. Por quê? Porque, ao me encontrar, ele vai logo dizendo que não gosto dele. Confesso que não sei de onde ele tirou esta afirmação, mas isso não importa. Esta manifestação deixa transparecer um pouco de Almandrade, este artista criativo, que vê à frente do seu tempo e, por isso, tem direito a estas viagens, que, às vezes, me deixam desconcertado. Gosto do conjunto da obra de Almandrade. Evidentemente que nem tudo que ele faz, ou qualquer outro artista, me sensibiliza. Arte é, antes de tudo, sentimento, aquela coisa que bate e volta. Que tem uma boa resposta no seu interior e você expressa simplesmente dizendo que gostou ou não gostou. Mas, na realidade, quer dizer muito mais. Portanto, convido vocês a visitarem a exposição de Almandrade – Ilustrando as Virtudes da Leveza – pinturas, esculturas, objetos, desenhos, instalações e poemas, na capela do Museu de Arte Moderna da Bahia, onde permanece até o próximo 7 de maio.
 Foto de escultura de 1998,sem título , feita de ferro policromado.

                   LEONARDO ALENCAR COMEMORA 40 ANOS

É com uma exposição individual no Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal, que o artista plástico sergipano Leonardo Alencar comemora 40 anos de dedicação à carreira artística. A mostra, intitulada Equinócio, é formada por 30 telas recentes em acrílica, tendo como tema peixes, paisagens, pierrôs e arlequins. A exposição será inaugurada às 19 horas do dia 7 próximo – data em que o artista também estará completando 60 anos de idade – e poderá ser visitada até 17 de maio vindouro, sempre de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 horas. O Conjunto Cultural fica na Rua Carlos Gomes, 57, Centro, telefone: 322-0219. Alencar explica que o título desta exposição é uma metáfora: baseia-se na referência do ponto da órbita da Terra onde se registra igual duração do dia e da noite e remete ao equinócio do artista, ao completar 40 anos de arte. Natural de Estância, nos anos 60, cursou as escolas de Belas Artes e Teatro da Ufba, aonde veio a ensinar posteriormente. Desde muito cedo, o artista já desenhava profissionalmente, para trabalhos gráficos, publicidade e ilustrações.