sexta-feira, 10 de agosto de 2012

VISUAIS - ANGOLANO MOSTRA 23 OBRAS - 18 DE ABRIL DE 2000


JORNAL A TARDE, TERÇA-FEIRA, 18 DE ABRIL DE  2000.



                                 

                     ANGOLANO MOSTRA 23 OBRAS

O artista plástico angolano Antônio Ole apresenta 23 dos seus mais recentes trabalhos, na Casa de Angola na Bahia, até o dia 24 deste mês, nos quais mostra uma grande versatilidade, marca em seus mais de 30 anos de carreira. A exposição é a primeira realizada por ele na Bahia e reúne pinturas sobre tela e aquarelas sobre papel que em boa parte, mostram as raízes de sua terra natal. O rupestre e máscaras estilizadas são presença marcante em parte de suas obras. Natural de Luanda, capital angolana, Ole diz não ter “limites nem balizas” em sua criação. Porém, boa parte de seus trabalhos tem suporte acadêmico. Interessa-se profundamente por pigmentos naturais, bastante usados pelos antigos. A ritualidade africana é presença constante em suas obras, largamente inspiradas, tanto pela abstração como pela figuração. Dentro da programação, será exibido o filme O Ritmo do N’gola Ritmos (com data a ser definida), realizado por ele em 1978. ( Bernardo Menezes).

                                          CARTÕES TELEFÔNICOS
Quadros da pintora Luiza Costa ilustram cartões telefônicos da Telemar, numa iniciativa voltada a marcar a passagem do Dia Internacional da Mulher (8 de março). A artista é professora de pintura da oficina de Arte Waldo Robatto. Seus trabalhos já foram apresentados em exposições individuais na Câmara Federal, em Brasília; Museu de Arte Moderna e sede do Tribunal Regional do Trabalho, em Salvador, além de ter participado de exposições coletivas em vários estados.


                             KIRIMYRÉ

Há cinco anos que Jorge Pimentel, conhecido por Kirimyré, vem focando seu olhar para a ilha de Itaparica, seus costumes, a flora e a fauna. Não sei por que ele adotou este nome Kirimyré, pois o conhecia , há algumas décadas por Jorge. Agora, o cidadão está envidando esforços para lançar um livro com o título Kirimyré, a Magia do Mar, com contos e histórias que vem recolhendo dos pescadores. Kirimyré é uma espécie de Bispo Rosário daqui. Ele pinta peixes com muitos detalhes, com canetas esferográficas ou hidrocor, e utiliza qualquer tipo de papel e seus contos têm ilustrações especiais. Isso, podemos verificar não apenas nas cores e formas, mas também na construção das frases de seus textos. Não é preciso a gente exigir dele um conto com começo, meio e fim e até lógica nas frases construídas. As idéias surgem, borbulhando, e Kirimyré vai colocando no papel. O importante é que ele deixa transparecer, com sensibilidade, uma atmosfera poética diferente.