sexta-feira, 10 de agosto de 2012

VISUAIS - PINTURA BAHIA 2002 - 17 DE SETEMBRO DE- 2002 - feita


JORNAL A TARDE SALVADOR, TERÇA-FEIRA, 17 DE SETEMBRO DE 2002
                       
                               PINTURA BAHIA 2002


Composta com obras em grandes formatos, de 15 artistas baianos, esta exposição traz ao público um painel da arte produzida na Bahia. São trabalhos de Almandrade, Ângela Cunha, Ayrson Heráclito, Beth Souza, Caetano Dias, Chico Macedo, Florival Oliveira, Gaio, Iuri Sarmento, Leonel Mattos, Paulo Pereira, Sérgio Rabinovitz, Vauluíso Bezerra, Zau Pimentel e Zivé Giudice, artistas que se vêm destacando com uma produção diferenciada em criatividade e qualidade técnica. São artistas antenados com o seu tempo, com as coisas que estão acontecendo ao seu redor. Utilizando o suporte tradicional ou ampliando suas possibilidades de uso, reinventam as relações entre materiais, técnicas e conteúdos, apropriando-se com maestria da linguagem contemporânea na expressão dos signos do cotidiano. Esta é uma arte fundamentada e simbolicamente transposta do diário da vida, tem marcas profundas de universalidade e plasticidade que permite ser apreendida além do contexto da sua produção.
Reprodução da obra de Ayrson Heráclito que está no Mam-Ba.

                             SCHAEPPI EM GENEBRA

O artista baiano Fred Schaeppi vai expor algumas telas, de hoje a 13 de outubro, na Galerie Chausse-coq, em Genebra, na Suíça. Fred é um dos artistas que participaram do movimento Geração 70, que reuniu o que existia de mais significativo na jovem arte baiana da época. Recolhido em casa, no Farol de Itapuã, o artista vem, pacientemente, criando seu mundo pictórico e aos poucos deixando de lado a figuração para criar composições mais soltas. Ele criou um painel num mosteiro de frades próximo à cidade de Mundo Novo, que é uma referência significativa da sua capacidade criativa. Agora, para alegria dos apreciadores de sua arte e dos amigos, ele vai expor mais uma vez fora do Brasil, levando um pouco da Bahia para os suíços.
Reprodução da tela de Fred Schaeppi que ilustra o catálogo-convite da mostra.

                     PRELÚDIO DE GIL MACIEL
Composta de 14 telas abstratas em técnica mista e acrílica sobre tela e dois desenhos em papel, em várias dimensões, a mostra do artista Gilson Maciel, que está expondo na Aliança Francesa. Ele procura como símbolos o osso e a mão buscando o “elo de energia, de vida e morte, numa vaidade antropocêntrica do ser humano, no qual o caminho seguido vai desaguar no ômega ao pó da terra”, diz Gilson. Diz ainda que suas “pinturas procuram refletir um sentimento intrínseco do pensamento com uma visão plástica da abstração, no qual a textura, cores e pinceladas soltas regem os quadros em mensagens subjetivas.
Reprodução de obra em técnica mista demonstra a busca de sentimentos de Gilson Maciel.