sexta-feira, 10 de agosto de 2012

VISUAIS - MANDALAS DE OUTUNO - 11 DE JUNHO DE 2002

JORNAL A TARDE SALVADOR, TERÇA-FEIRA, 11 DE JUNHO DE 2002
                                          
                       MANDALAS DE OUTONO
Mandalas de Outono é o título da exposição que a mineira Maria Luedy apresenta na Galeria Arcos, do Conjunto Cultural da Caixa Econômica, até 10 de julho próximo. Ao todo, são 26 obras em papel artesanal, feito com plantas e fibras vegetais, com forma circular e dimensões que variam de 13cm a 150 cm. A instalação vida-morte-vida a artista colocou como ponto central, compondo o corpo ambiental da exposição. A partir desta mostra, o Conjunto Cultural passa a funcionar também nos fins de semana, abrindo de terça a sábado, das 10 às 17 horas, e domingo, das 13 às 17 horas. Mestra em Artes pela Ufba, Maria Luedy vem-se dedicando à pesquisa com papel artesanal desde 1983 e, como bolsista da CNPq, entre os anos de 87 e 90, realizou os projetos Novas Fibras, Novos Papéis, Fiarpa e Papel Tridi. Mística, ela fala do porquê do tema desta exposição: “Mandala é uma palavra em sânscrito que significa círculo mágico. O outono simboliza todo o processo de fabricação das mandalas, bem como a idéia de entrega e transformação sugerida pela estação”. Ela também conta que o número de obras (26) tem a sua razão de ser: “Simboliza a duplicação do dia 13, a carta do tarô que significa morte, transformação”.
                                                        QUATRO MULHERES
Quatro mulheres e quatro técnicas, porém uma mesma linguagem: o mundo urbano, o ser humano, os afetos.Adriana Hitomi, Andréa May, Beatriz Franco e Rebeca Matta, nomes presentes em diversas áreas artísticas, estão reunidas numa exposição. Quatro artistas multifacetadas que mergulham fundo no universo feminino e têm na multiplicidade de linguagens e formas de expressão o elo entre suas integrantes. Adriana Hitomi apresenta um vídeo, resultante de uma performance realizada pela cantora rebeca Matta, que vestia, literalmente, uma obra de sua autoria, um figurino em látex de formas híbridas. Andréa May, com desenhos digitados que passam, Por inúmeros processos, desde o desenho inicial, feito a mão livre, até a plotagem. Beatriz Franco, que primeira vez mostra sua produção fotográfica, expõe retratos em P&B. Rebeca Matta apresenta uma série de cinco esculturas, realizadas a partir de intervenções em bonecas.

                                         ENTRE O CÉU E O MAR
Reúne 20 marinhas, criadas com a utilização da técnica do óleo sobre tela, pelo artista plástico Glaucius, que realiza a primeira exposição individual.
Entre o Céu e o Mar revela o olhar romântico ainda presente no homem urbano e estabelece um diálogo poético e onírico com o espectador sensível que, assim como o artista, permite-se a liberdade de sonhar. Glaucius nasceu no bairro do Farol, em Maceió.
Com o apoio de Eliene Bina, diretora do Museu Eugênio Teixeira Leal, que o convidou para revitalizar aquele espaço de exposições temporárias. O objetivo da atual direção do museu é apoiar novos talentos e artistas veteranos que se encontram à margem do mercado cultural. Está sendo possível a Glaucios realizar a sua primeira mostra individual num espaço nobre e digno de receber qualquer um dos grandes nomes das artes plásticas.