domingo, 12 de agosto de 2012

VISUAIS - TRÊS BAIANOS EM CURITIBA - 16 DE JANEIRO DE - 2001


 JORNAL A TARDE , SALVADOR, 16 DE JANEIRO DE 2001.

               TRÊS BAIANOS EM CURITIBA

Algumas obras que integraram a Coleção Brasil 500 Anos, cujo grandioso trabalho foi feito pelo Instituto Itaú Cultural, agora estão expostas na cidade de Curitiba na XI Mostra da Gravura. Entre os artistas homenageados estão os baianos Calasans Neto, Emanoel Araújo e o saudoso Hansen, que adotou a Bahia como sua terra, inclusive usando o nome artístico Hansen Bahia. Todas as peças pertencem à Fundação Cultural de Curitiba, mantenedora do Museu da Gravura, no Solar do Barão do Serro Azul, e do Museu Metropolitano de Arte - Muma.
A primeira parte da exposição contempla a coleção Brasil 500 Anos, destinada a testemunhar às futuras gerações a expressão contemporânea em gravura e escultura. Ou seja, o que é atual em nosso país e no resto do planeta para os curadores Eliane Prolik e Bernadette Panek. Evidentemente, que essa visão, mesmo sendo ampla e técnica, tem uma dose de preferência. Reprodução de detalhe da obra O Ladrão, de Oswaldo Goeldi.
Se fosse organizada por outros curadores certamente alguns nomes estariam dentro ou fora da mostra. O que considero perfeitamente natural.
O que nos toca diretamente é a presença de Calasans Neto, Emanoel Araújo e Hansen Bahia.Considero inclusive que Hansen Bahia é um dos maiores talentos da gravura neste século que findou.Não tem merecido, especialmente nos grandes centros, reconhecimento à altura do seu talento, que já deveria ter uma presença mais firme e mais reconhecida até mesmo no exterior.
Esse alemão, que terminou seus dias entre São Félix e Cachoeira, tem um traço inconfundível. A temática popular – a exemplo dos álbuns Freqüentadores do Mercado de São Miguel, Pelourinho e sua insuperável Via Crucis – é tema de suas obras, que podem e devem figurar em qualquer seleção da gravura mundial.
Ao mesmo tempo, temos a simplicidade de Calasans Neto e Emanoel Araújo, dois grandes talentos que enriquecem a gravura em nosso estado.
Estão expostas 39 obras de Calasans e várias peças de Emanoel, que hoje é um nome muito respeitado como artista e promotor cultural, por ter feito um belo trabalho à frente da Pinacoteca do Estado de São Paulo.


VIGA GORDILHO

Depois de apresentar-se em São Paulo com a exposição Cantos, Contos e Contas, a pesquisadora e artista plástica Viga Gordilho está com o seu trabalho no espaço do Museu de Arqueologia e Etnologia da Ufba, no Terreiro de Jesus, desde o último dia 12. Ela continua fazendo doutorado em Artes Plásticas na Escola de Comunicação e Artes da USP, tendo como linha de pesquisas Poéticas Visuais, com o projeto Cantos, Contos e Contas. Vem experimentando ceras, metais, contas, pigmentos, corantes, terra e fibras naturais brasileiras, criando formas harmoniosas e espaços bi e tridimensionais.
Reprodução da capa do convite da mostra de Viga Gordilho.