sexta-feira, 12 de julho de 2013

HUMBERTO DA COSTA EXPÕE NA O CAVALETE

JORNAL A TARDE, SALVADOR,  SÁBADO, 18 DE MAIO DE 1974



O pintor Humberto da Costa, carioca da Penha, inaugurou sua exposição no último dia 17 na Galeria O Cavalete, localizada no bairro do Rio Vermelho. Em 1968 o artista frequentou o Curso de Pintura ministrado por Aloísio Carvão, no Museu de Arte Moderna do Rio, terminando por abandonar as paisagens que até então fazia e entra na fase figurativa.
Seus personagens como diz bem Walmir Ayala trazem a marca do caboclo brasileiro. Ele capta um tom semelhante ao da terra, fonte onde o caboclo busca sua sobrevivência. Sem dúvida sua pintura figurativa tem força e o sofrimento é retratado em poucas e definitivas pinceladas. Olhando a primeira vista suas figuras lembramos dos ex-votos que servem de inspiração a grandes artistas, inclusive a alguns baianos.
Humberto da Costa já participou de várias exposições no sul do País e agora faz sua excursão por Salvador. Embora jovem o artista realiza um trabalho amadurecido e enriquecido por composições de flores, folhas e troncos de árvores como que ligando as figuras caboclas a terra. Realmente quando pensamos em caboclos surge a idéia de terra. A idéia da estreita relação e influência que o homem caboclo exerce sobre ela e também dos condicionamentos que este sofre do seu ambiente, do seu universo. Assim Humberto da Costa captando e jogando nas telas a cor ocre da terra, as folhas, flores e troncos e principalmente a figura do caboclo está recriando a natureza dentro de sua concepção artística.

BAUHAUS SACUDIU

Um grande privilégio para Salvador em conhecer o movimento Bauhaus que provocou em 1919 uma reviravolta na arte. O que está sendo mostrado no Museu do Unhão é uma arte livre, fora de academicismo exagerado, que limita  e condiciona o artista A exposição permanecerá até o próximo dia 06 de junho e em seguida será transferida para a Guanabara e São Paulo. Sua importância é tal que já foram formulados convites para que a mesma seja apresentada em vários países europeus.
Quem nos proporcionou a vinda da exposição foi o Professor Detlef Noack, um incansável estudioso e interessado pelo movimento artístico. Atualmente ele mistura um curso para Professores de Arte e Arquitetura da Universidade Federal da Bahia.
Voltarei a falar sobre o movimento Bauhaus com mais detalhes.

DON CREAGER


O Diplomata norte-americano Don Creager (foto) e atual Adido Cultural dos Estados Unidos, em São Paulo, está nos apresentando alguns trabalhos na Galeria da Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, ao Largo do Pelourinho. Nascido em Wisconsin, estudou Arte e História da Arte e logo depois concluiu o curso de pós-graduação. Estudou ainda pintura na Academia Grande Chaumiere, de Paris, escultura em Valência e fez especialização em História da Arte na Universidade de Bordeau, França.