quarta-feira, 10 de julho de 2013

PINTOR MINEIRO CASTAÑO

JORNAL A TARDE, SALVADOR,  BAHIA, 29 DE JUNHO DE 1974

Obra do mineiro José Orlando Castaño
 Dentro de sua programação cultural a Alliance Française está apresentando na Galeria Cañizares e pintor mineiro José Orlando  Castaño cuja vernissage ocorreu no último dia 20.
Castaño está mostrando 30 trabalhos sendo 15 desenhos e 15 pinturas, a maioria concebida na Bahia em princípio deste ano. É a primeira vez que o pintor mineiro expõe em Salvador, e segundo afirmou é grande sua satisfação expor aqui, "porque a Bahia  sempre foi um dos centros culturais mais importantes do País e é muito bom para um pintor a oportunidade de mostrar seu trabalho aos baianos."
O artista já participou da Bienal de São Paulo ,em 1969 juntamente com mais dois colegas mineiros. Ele não gosta de falar de seu trabalho. Sempre que é solicitado Castaño volta-se e fala da Bahia e de seus artistas. Pretende ir à Europa, para fazer um curso de restauração em Madri e em seguida para a França onde fará uma exposição.

Em suas três décadas de carreira, Orlando Castaño tem trabalhado com o desenho, a gravura e, sobretudo, a pintura como veículos de sua expressão artística. Uma seleta amostra dessa produção, representando a sua trajetória desde os anos 1970, está reunida no livro "Castaño - Situação da Pintura". O volume apresenta uma porção significativa da obra de Castaño, cuja organização é delineada e orientada pelo texto de Stéphane Huchet, professor de arte da Escola de Arquitetura da UFMG.
Mineiro de Mutum, Castaño estudou belas artes em Madri e Stuttgart e é conhecido por traçar um percurso próprio, mantendo, ao mesmo tempo, uma relação dialógica com o desenvolvimento da linguagem da pintura, especialmente. A abordagem escolhida por Huchet para discorrer sobre a obra de Castaño parte, segundo o professor, da fidelidade ao suporte da pintura, mantida pelo artista desde o início de sua carreira 

                               LAR DOS ARTISTAS
 Um antigo setor de Nova Iorque denominado Soho, onde as principais atividades ali desenvolvidas eram ligadas às indústrias de armazenamento e iluminação, constitui-se hoje, num dos locais mais procurados por proprietários de galerias de arte e colecionadores. Esta corrida deve-se a fixação de vários artistas plásticos americanos que para lá se deslocaram em busca de maior espaço para seus ateliers.
Nos grandes salões, sobre ruas movimentadas os artistas regalam-se nos espaços destinados a exibição de seus trabalhos.
Uma das mais famosas tradições de Soho são as telas de pintura em grandes dimensões.Tudo surgiu porque os artistas americanos da década de 60 começaram a sentir a necessidade de maiores espaços para seus estúdios. Assim passaram a ocupar os sotões de uma área abandonada e semi-deserta denominada pelos antigos moradores de South Houston Industrial District, e daí o nome Soho, derivado de South Houston. A moradia naquele local era proibida e muitos artistas viviam se escondendo dos fiscais. Somente em 1971 é que a municipalidade legalizou a situação para os artistas diplomados.

                            ARTE NA EDUCAÇÃO

Em quase todas as escolas da rede pré-escolar em Salvador e mesmo do País as crianças estão desenvolvendo Atividade Artística, considerada por muitos como bom para a saúde psíquica da criança.
A criança recebe assim um treinamento durante esta fase pré-escolar e muitas vezes até o 2º grau. Ao chegar em casa a criança é na maioria das vezes desencorajada a realizar uma atividade artística porque papai e mamãe desejam que seu filho seja um médico ou engenheiro. É preciso ter me mente que a arte está ligada a todo o conhecimento humano. Basta dizer que hoje os homens da música pesquisam a Física e Eletrônica com muita intensidade.

Como diz Lauro de Oliveira Lima felizmente " a gente nunca consegue estragar totalmente uma criança. Se ela recebe uma carga muito grande de atividade simbólica, ela compensará em atividades sensório-motoras, à revelia do educador, brincando com seus colegas ou por conta própria."