terça-feira, 16 de julho de 2013

JENNER AUGUSTO COMEMORA 50 ANOS

JORNAL A TARDE, SALVADOR ,  SÁBADO, 26 DE OUTUBRO DE 1974

O sergipano Jenner Augusto está comemorando 50 anos de idade e 30 de pintura. Sem dúvida é um dos pintores da Bahia com trabalhos nos principais museus do Brasil e do mundo. Ele recria a paisagem de Alagados, e suas figuras são realmente palpitantes. A retrospectiva partiu da iniciativa de Jorge e James Amado, mas coube ao crítico Roberto Pontual o planejamento e a montagem da exposição e também a coordenação de sua obra. Foram expostas 200 peças,
ocupando grande parte do Museu de Arte Moderna do Rio, com grande sucesso da crítica e público.
O livro de Roberto Pontual sobre Jenner é o segundo volume da coleção que a Editora Civilização Brasileira, dedica aos grandes artistas brasileiros.
Integrando o livro há um ensaio crítico de Roberto Pontual sobre o artistas e a arte moderna na Bahia, com mais de uma centena de reproduções de quadros e desenhos, além de depoimentos de pessoas de destaque na intelectualidade brasileira.

          MESTRE RÉSCALA EXPONDO NA CAÑIZARES

O mestre Réscala está apresentando alguns trabalhos na Galeria Cañizares, até o próximo dia 31 do corrente mês. Réscala é um pintor amadurecido, pois seus trabalhos mostram o domínio da técnica e da cor. Suas telas bem cuidadas apresentam as  figuras de tal forma que confundimos com o real. Tudo é devidamente pensado. Desde o traço à maneira de distribuir as cores. São pinturas suaves, singelas. Podemos afirmar que suas telas traduzem também a calmaria que é Réscala. No seu trabalho de restaurador passa horas e horas em frente a uma velha tela reparando àquelas partes danificadas por insetos ou pela umidade. É um trabalho de mestre, mas que acima de tudo exige paciência e abnegação. Sem dúvida todos os trabalhos elaborados pelo mestre Réscala, por sua técnica, pela distribuição da cor, pela perfeição do desenho demonstram amor e abnegação de artista.

ÁLVARO APOCALYPSE VAI EXPOR NO RIO


O mineiro Álvaro Apocalypse está fazendo sua primeira exposição individual na Guanabara, na Galeria Grupo-B. São bicos de pena que sintetizam trabalhos expressionistas e surrealistas, ás vezes buscando apoio no próprio cubismo. Há muitos anos que vem trabalhando em Belo Horizonte, onde realizou algumas coletivas e individuais, ilustrações. Detém doze importantes prêmios, entre os quais o Grande Prêmio de Viagem à Paris do Salão da Aliança Francesa, em 1969, onde permaneceu um ano estagiando no Seminário de Sociólogia da Arte (Jean Cassou na École Pratique des Hautes Études, na Sorbonne. Ao lado  reprodução de obra de Álvaro Apocalypse, tirada no Google.

Biografia extraída da enciclopédia Itaú Cultural.

Álvaro Brandão Apocalypse (Ouro Fino MG 1937 - faleceu em Belo Horizonte MG 2003). Pintor, ilustrador, gravador,
 cenógrafo. Em 1956, estuda gravura em metal e litografia na Escola Guignard e inicia curso de
 direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realiza desenhos e atua como ilustrador 
em várias publicações. Em 1959, leciona na recém-criada Escola de Belas Artes da Faculdade 
de Arquitetura da UFMG, da qual se torna professor titular em 1981. A partir da década de 1960, 
as festas populares são temas constantes em seus desenhos. Em 1962, torna-se professor da Fundação
 Mineira de Arte. Sua obra apresenta caráter surrealista, a partir de 1965. Recebe o prêmio de viagem 
ao exterior no 3º Salão da Aliança Francesa em 1969, então viaja para Paris e realiza curso de história 
do desenho na Escola do Louvre. Cria o Grupo Giramundo de Teatro de Bonecos, em 1970, e produz cenários,
 figurinos e marionetes para várias peças teatrais. Coordena o Ateliê de Tecnologia do Instituto 
Internacional de Marionetes, em Charleville-Mèziéres, França, entre 1990 e 1991. Publica o álbum
 de gravura Minas de Guimarães Rosa, 
em 1977, pela Imprensa da UFMG, entre outros. Em 2001, é lançado o livro Álvaro Apocalypse:
 Depoimento, coordenado por Marília Andrés Ribeiro e Fernando Pedro da Silva, pela 
editora C/Arte.