quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A CERÂMICA BRASILEIRA SERÁ ENFOCADA EM LIVRO - 04 DE NOVEMBRO DE 1985


JORNAL A TARDE, SALVADOR, 04 DE NOVEMBRO DE 1985 

A CERÂMICA BRASILEIRA SERÁ ENFOCADA EM LIVRO


Três obras da ceramista Ciça, de Juazeiro do Norte, no Ceará,que mostra muita criatividade.

A cerâmica brasileira é o tema que a Volkswagen do Brasil escolheu para o livro que será lançado este ano, dando seqüência à coleção sobre a Arte no Brasil, que a empresa edita há quatro anos.Depois de lançar A Cor na Arte Brasileira, Mestres do Desenho Brasileiro e Artistas Gravadores do Brasil, agora é a vez de Artistas da Cerâmica Brasileira. Com o mesmo tamanho, formato e qualidade gráfica dos anteriores, o volume reúne um número significativo de trabalhos, populares e eruditos, dessa arte que alcançou alto nível em nosso País.É uma contribuição inédita à documentação da arte brasileira já que, como nos anos anteriores, esta empresa optou por pesquisar e registrar um tema sobre o qual até agora não havia um levantamento realmente abrangente. Esse é, aliás, o principal critério desse projeto cultural.Artistas da Cerâmica Brasileira será o presente de fim de ano da Volkswagen do Brasil. A obra está acessível ao público, através de doações a bibliotecas, universidades, centros culturais etc.

 O LIVRO

Artistas da Cerâmica Brasileira segue a tradição dos volumes sobre arte brasileira editados anualmente. São 220 páginas de excelente qualidade gráfica, expondo em cores o trabalho de 42 ceramistas, que vão desde artistas populares com criações primitivas ou fantásticas, até produções eruditas e formas sofisticadas.
Para sua elaboração o autor buscou os principais núcleos produtores e, dentro deles, escolheu os artistas mais significativos. O livro mostra peças de Pernambuco, Bahia, Ceará, Goiás, Rio Grande do Sul, Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, dos Índios Carajás, São Paulo e Rio.
Em aproximadamente 200 imagens estão documentados trabalhos de Mestre Vitalino, Noemiza, Antônio Poteiro e outros expoentes populares, como também Aldemir Martins, Megumi Yuasa e Shoko Suzuki, entre outros artistas eruditos.
O texto de apresentação mostra a situação atual da cerâmica no Brasil e a relação mágica do ser humano com o barro, que se inicia, no simbolismo religioso, com a própria vida: uma forma em barro tornada homem pelo sopro divino.Artistas da Cerâmica Brasileira, com tiragem de 4,500 exemplares, será lançado no final de novembro, junto ao Calendário Volkswagen/86 sobre o mesmo tema.

O AUTOR

Para a elaboração de Artistas da Cerâmica Brasileira foi contratado Jacob Klintowitz, expert em arte brasileira com boa produção literária.Crítico de arte há 20 anos, com cerca de 6 mil artigos publicados, é crítico do Jornal da Tarde, de São Paulo; faz comentários para televisão; publicou 30 livros de arte, além de contribuir com textos para outros 10; escreveu três livros de ficção e é professor de Arte contemporânea e Arte brasileira.
Obra de Neomiza ,Vale do Jequitinhonha, em Minas
Gaúcho residente em São Paulo, 44 anos, Jacob considera a série patrocinada pela Volkswagen como os livros de arte mais importantes de sua produção.
É um profundo conhecedor das manifestações artísticas das diferentes regiões brasileiras, e o livro Artistas da Cerâmica Brasileira é resultante de alguns anos de pesquisas, viagens e documentação dessa riquíssima expressão artística de nosso País.


VÁ AO MUSEU GEOLÓGICO VER AS NOSSAS CAVERNAS

Uma exposição fotográfica sobre Cavernas do Brasil e um ciclo de palestras sobre geologia e mineração marcarão a inauguração do auditório do Museu Geológico pertencente à Secretaria das Minas e Energia. A abertura da mostra será realizada hoje, às 18 horas. O auditório tem 114 lugares, refrigeração central, salas de projeção, de tradução simultânea e de técnica. O novo auditório vai atender aos objetivos educacionais e culturais do museu.
Fachada do Museu Geológico, na Vitória
Como parte do conjunto da obra, será inaugurado também o hall de exposição, apresentando uma mostra fotográfica com 30 painéis e um total de 42 fotos coloridas das principais cavernas e grutas do Brasil, especialmente as da Bahia. A exposição é do fotógrafo João Allievi e mostra, de forma didática, a formação das grutas, suas ornamentações, os animais que habitam as cavernas e as principais descobertas e explorações feitas no Brasil.
Segundo a diretora do museu, Heloísa Helena Costa, entre os destaques da exposição, estão as fotos da Gruta dos Brejões, situada nas terras dos municípios de Morro do Chapéu, João Dourado e São Gabriel. Esta é a maior caverna baiana e a terceira do Brasil, com 7 mil 750 metros de comprimento e cuja entrada principal alcança 106 metros de altura. Possui também salões notáveis com mais de 100 metros de extensão e sítios arqueológicos importantes, com pinturas rupestres, além de fósseis.
Uma visão da Gruta dos Brejões.Foto Google
Durante a solenidade, o governador formalizará o ato da criação de uma área de 11 mil 900 hectares para a proteção ambiental da Gruta dos Brejões/Vereda do Romão. Gramacho, localizada na região, que possui várias cavernas pequenas. A área de proteção foi determinada e aprovada pelo Conselho de Proteção Ambiental (Cepram). Ainda como parte da programação da inauguração do auditório será apresentado um audiovisual sobre as grutas da Bahia e serão lançados cartazes e postais alusivos ao evento.
Segundo o técnico da coordenação da Produção Mineral da Secretaria das Minas E Energia, Délio Pinheiro, o ciclo de palestras terá início amanhã, sempre ás 18h30min. A primeira será “Origem e evolução da vida”, feita pelo professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ignácio Brito. Quarta-feira, a palestra será sobre “Memória Histórica da Mineração: A civilização dos diamantes”, feita pelo historiador Walfrido Moraes, que também falará, quinta-feira, sobre o tema “A tectônica de placas e a origem e evolução dos oceanos”.
Localizado na Vitória, o museu foi criado em março de 1975, vinculado á Coordenação da Produção Mineral da Secretaria das Minas e Energia.Atualmente possui um acervo de aproximadamente 7 mil amostras de rochas e minerais, além de fósseis, documentos e objetos vinculados ao garimpo e à mineração. Tem firmado passos como uma instituição de pesquisa em geociências e mantém um programa de pesquisa em espeleologia (estudo das cavernas) gemologia,memória histórica da mineração e paleontologia. De acordo com sua diretora,a incorporação do auditório ao museu facilitará a transmissão dos conhecimentos obtidos com as pesquisas e estudos.

POLÍCIA AMERICANA ACHA AQUARELA DE MARC CHAGALL

O artista russo Marc Chagall 

San Francisco ( UPI) – Um especialista em arte disse, ontem, que uma aquarela encontrada numa  de artigos roubados de uma  Delegacia de polícia poderia ser a obra do falecido Marc Chagall, mas o oficial que encontrou a rara pintura acha que seus filhos poderiam fazer um desenho melhor.
O tenente Mike Pera encontrou a pintura de 45 X 61 cm quando preparava para um leilão artigos não reclamados. “Eu examinei melhor o quadro, por curiosidade, e percebi a assinatura de Marc Chagall, disse o policial, acrescentando ter visto um obituário do grande artista nascido na Rússia, que morreu em abril último em Paris.
O especialista em arte, Mark Hoffman , da  Galeria Maxewell inspecionou a aquarela e disse que parecia um trabalho de Chagall, quando ele começava a pintar, considerando uma obra interminável. Contudo, ele disse que é necessário um exame mais apurado antes de se emitir um parecer definitivo.
A pintura apreendida pela polícia em 1967 num corredor próximo de um suposto assaltante apresenta o contorno de uma casa com uma mulher na janela. Um homem numa chaminé com um galo em sua cabeça e uma mulher grande observando a cena. O trabalho foi montado sobre vidro numa estrutura de madeira.