quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

QUADRO APARECE 200 ANOS DEPOIS - 13 DE JANEIRO DE 1980.


A TARDE , SALVADOR, DOMINGO, 13 DE JANEIRO DE 1980. 

A Madona de Lorenzo, encontrada
QUADRO APARECE 200 ANOS DEPOIS

Um quadro, o do mestre do Renascimento italiano, Rafael, desaparecido durante 200 anos, foi encontrado no lugar mais provável de todos:
Na parede de um museu. É a tela A Madona de Lorenzo, que estava no Museu Conde, em Chantilly, era uma cópia feita por um dos discípulos de Rafael. Mas estudos recentes e exames científicos da obra levam a crer que se trata de um original o quadro com Sagrada Família.
Cecil Hilton Gould, da National Gallery de Londres, foi quem descobriu a primeira pista. Ele observou que o número de inventário 133 estava pintado exatamente da mesma maneira e colocado no mesmo lugar que o número de um outro Rafael, o “Retrato do Papa Júlio”. Os peritos tiraram então radiografias do quadro e de outras cópias conhecidas, mostrando que só não apareciam estudos preparatórios para figura de São José na Sagrada Família.
Isto levou à conclusão de que Rafael decidiu incluir o São José na última hora, em lugar da janela aberta para o campo que é um motivo característico do Renascimento. Apenas Rafael faria uma mudança tão espontânea na composição da pintura, realizada por encomenda do papa Júlio Segundo e que depois foi para a coleção do cardeal Cipião Borghese.

TINTORETTO

O israelense Rajmond Vinokur, de 42 anos, foi preso por agentes do Departamento Federal de Investigações (FBI) num hotel nova iorquino, sob a acusação de tentar vender uma obra-prima de Tintoretto roubada na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e hoje avaliada em mais de um milhão de dólares.
A tela, chamada A Sagrada Família com Santa Catarina, foi roubada por tropas russas de uma galeria de arte em Dresden, hoje parte da Alemanha Oriental.
Rajmond Ninokur, de TelAviv, marcou um encontro no Hotel Westbury e pretendia vender a pintura por 250 mil dólares, segundo o promotor encarregado do caso, Eugene Kaplan, que disse ainda que Vinokur recentemente contrabandeou a tela da Europa para os Estados Unidos em uma de suas freqüentes viagens ao país.Vinokur, prosseguiu Karplan, só fala hebraico e russo e as tentativas de saber algo mais sobre ele foram infrutíferas.
Segundo o promotor, ignora-se completamente onde a obra foi parar desde que foi roubada em Dresden.
Karplan atribuiu o sucesso na recuperação da tela de Tintoretto ao trabalho de um agente do FBI que se fez passar por um comprador potencial do quadro como o original de Tintoretto que fora roubado. Acrescentou que entrara em contato com representantes da Alemanha Oriental em Nova Iorque, os quais lhe disseram que seu governo tem interesse em reaver a pintura e levá-la de volta a Dresden.
Vinokur foi formalmente acusado e poderá pegar um pena de mais de dez anos de prisão e multa de mais de 10.000 dólares.

    PROJETO UNIVERSIDADE JÁ ESTÁ CONSOLIDADO

Experimental de 1977, consolidado a partir de 1978, o Projeto Universitário da Funarte- destinado a desenvolver a criação artística no meio estudantil nas áreas plásticas, música, folclore, fotografia, cinema, teatro e dança- atendeu no ano passado 57 universidades em todo país, apoiando 237 sub-projetos e investindo CR$22 milhões 487 mil.
Os recursos aplicados pela Funarte visaram a criar, como nos anos anteriores, uma infra-estrutura material necessária ao prosseguimento do projeto mais, a partir deste ano, as universidades se comprometeram a investir em recursos humanos.
Depois de atingir a meta estabelecida para 1979, a integração das universidades com as comunidades onde elas se situam, o projeto pretende, em 1980, integrar também os demais órgãos culturais destas comunidades.

O PROJETO

O Projeto Universidade nasceu de uma circular do diretor executivo da Funarte, Roberto Parreira, em 1976, dirigida às universidades do país, oferecendo o apoio da fundação aos eventos artísticos e culturais que elas promovessem. Anteriormente, estas iniciativas eram esporádicas e encaminhadas diretamente ao antigo Departamento de Atividades Culturais do MEC, atual Secretaria de Assuntos culturais, SEAC.
A circular foi respondida em 1977, ano em que foram atendidos 21 pedidos de universidades, duas particulares, uma municipal e as demais federais. Estes pedidos foram analisados pela Funarte e esta análise mostrou que não havia uma linha definida, não se criavam hábitos culturais, nem se desenvolviam trabalhos com base nas comunidades a que pertenciam. Eram apenas eventos que se esgotavam em si mesmos.
Em conseqüência, já em 1977, algumas linhas gerais do projeto foram definidas
: no campo de artes plásticas criaram os salões estaduais universitários; no de música, procurou-se apoiar as orquestras de câmera e os conjuntos universitários de música popular ou erudita; no de teatro incentivou-se a formação dos grupos universitários amadores e, no de folclore, os estudantes trabalharam na elaboração do Atlas do Folclore, da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, além dos seminários promovidos na área.
Ainda em 1977,  recomendou-se também, que os trabalhos deveriam ser planejados e executados por universitários, e para eles, e que os projetos culturais da Universidade obedecessem a um calendário, permitindo que, já no início do ano, se soubesse o que seria feito até dezembro.
Em 1978, 45 universidades participaram do projeto e outros pontos  ficaram estabelecidos. O primeiro foi a insistência no investimento de atividades, que lhe interessassem as diversas regiões, visando valorizar as culturas locais. Foi estimulado,
nesse ano, o intercâmbio entre as diversas universidades e a Funarte incluiu também o apoio ao filme super 8.
Neste ano foi criada uma Coordenadoria  Geral do Projeto em cada universidade, com a função de reunir os interesses de todas as áreas de atividaede cultural da escola, envolvidas no projeto. Em 1979 constatou-se a existência de um número cada vez maior de estudantes, atuando como agentes culturais. Um exemplo disto é que em 1977 existiam apenas seis corais universitários e hoje, quase todas as escolas possuem seus corais.
Houve, também, um aumento de público, isto é, um envolvimento maior na comunidade. O Festival Maranhense de Corais, por exemplo, foi realizado em 1977 num auditório para 500 pessoas enquanto , este ano, um auditório maior para 1.200 pessoas, lotou e foi insuficiente. Observou-se ainda que todas as universidades já tem seu próprio calendário cultural, o que não existia antes. Isto mostrou que a relação da universidade com o projeto é agora muito mais comprometida. O  Projeto Universidade foi também o embrião de outros projetos integrados à Funarte, mas, para se ter uma idéia do que ele é hoje basta citar o conhecido Festival de Arte de São Cristovão, da Universidade Federal de Sergipe, onde , no ano passado na sua oitava edição foram aplicados quinze mil cruzeiros.

AS ESCOLAS

Em 1979 participaram do Projeto as seguintes escolas: Universidade Federal do Acre ( AC) ; Universidade do Amazonas ( AM), Universidade Federal do Pará ( PA), Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará ( PA), Universidade Federal do Maranhão (MA), Universidade Federal do Piauí ( PI), Universidade Federal do Ceará ( CE), Universidade Estadual do Ceará ( CE), Universidade Federal da Paraíba ( PB) Universidade Federal de Alagoas ( AL), Centro de Estudos Superiores de Maceió ( AL), Universidade Federal de Sergipe ( SE), Universidade Federal de Pernambuco (PE), Fundação Centro Educativo de Comunicação Social do Nordeste (PE), Universidade Federal da Bahia (BA), Universidade Estadual de Feira de Santana ( BA) , Universidade Católica de Salvador ( BA), Universidade Federal de Minas Gerais ( MG), Universidade Federal de Uberlândia (MG), Universidade Federal de Viçosa (MG), Fundação Percival Farquhar (MG), Universidade Católica de Minas Gerais ( MG), Universidade Federal do Espírito Santo ( ES), Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ), Universidade Federal Fluminense ( RJ), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (RJ), Sociedade de Ensino Superior de Nova Iguaçu ( RJ), Faculdade de Filosofia de Campos ( RJ), Faculdade de Educação, Ciências e Letras de São Gonçalo (RJ), Fundação Técnico Educacional Souza Marques (RJ), Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso (RJ), Universidade Católica de Petrópolis ( RJ), Faculdades Integradas Estácio de Sá ( RJ), Faculdades Integradas Bennett (RJ), Centro Unificado Profissional (RJ), Universidade Federal de São Carlos ( RJ), Universidade Federal do Paraná (PR), Universidade Estadual de Londrina (PR), Universidade Estadual de Maringá (PR), Universidade Federal de Santa Catarina (SC), Fundação Educacional do Alto Vale do Rio Peixe (SC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul ( RS), Universidade  Católica do Rio Grande do Sul ( RS), Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado ( RS) Federação de Estabelecimentos de Ensino Superior de Novo Hamburgo ( RS), Fundação Universidade de Brasília ( DF), Universidade Federal de Goiás (GO), Universidade Federal de Matogrosso (MT).

                       TELAS DE ALOÍSIO VALLE
Barcos, obra do pintor Aloísio Valle
A exposição de 40 telas do pintor fluminense Aloísio Valle irá encerrar a temporada de férias do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro com data marcada entre 30 de janeiro e 24 de fevereiro de 1980.Incentivado por Walmir Ayalla, crítico de artes plásticas e redescoberto pelo marchand Evandro Carneiro, que já conhecia suas obras através de discreta participação do pintor no ambiente artístico, Aloísio Valle chega aos 73 anos maduro para o lançamento que irá recuperar todo o tempo perdido no próprio ostracismo, acrescentou Ayalla.
O primeiro contato de Aloísio Valle com as cores deu-se em Niterói cidade que ele fez de moradia desde os 3 anos de idade e de onde nunca quis sair, sua identificação com os barcos, como demonstra em grande parte de seus quadros Domingo no Estaleiro, Cais do Estaleiro, Cabo Monte foram definidos por Ayalla como “uma possibilidade de se tocar o real, tem origem em sua infância, quando se dedicava a construção de embarcações de pequeno porte, chegando a se empregar em um estaleiro.
A presença do mar e de seus barcos cravados na areia à espera de um destino, como Aloísio Valle argumento, foi um primeiro passo.
No final da década de 20, com perspectiva de vir a tornar-se um pintor, matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes, sendo aluno de Marques Júnior,. Cunha Melo e Rodolfo Chamberland .
Paralelamente a sua atividade na Escola restava-lhe como opção de vida as decorações de clubes e alguns biscates para a Prefeitura de Niterói. Ayalla conta que fez de tudo, arquiteto, pedreiro, eletricista, até criador de sua pequena caixa de pintura, um modelo inédito que ele bolou”.
Aloísio, em quase todas as telas está intrinsecamente ao lado do mar”, como ele mesmo afirma. Ponta da Areia, Ilha da Conceição, Barcos da Carreira, Luz do Sol, não passam de alusões ao mar nas tardes frias que serviam de ideia ao pintor. Ele lembra que as formas figurativas são pretextos para composição e ordem cromática. Walmir Ayalla acrescenta que, além disto existe a importância que por trás de tudo está um pintor do processo ao ar livre.
Essa não será a primeira exposição de Aloísio Valle, mas é uma forma de não mostrar seus trabalhos em esquema de Salão oficial.
DALÍ IRÔNICO
Segurando, com elegância, sua exótica bengala, Salvador Dali olha ironicamente os policiais e os fãs no momento de entrar em seu automóvel, em Paris, durante uma manifestação de funcionários do George Pompidou Cultural Center's que expõe suas obras, que pleiteiam aumento de salários.