sábado, 29 de junho de 2013

UMA FINLANDESA EM SALVADOR

JORNAL A TARDE,SALVADOR,  SÁBADO, 25 DE OUTUBRO DE 1975

A finlandesa Eila é uma tapeceira de fama internacional, com exposições realizadas em Estocolmo e várias capitais européias. Está radicada no Brasil há vários anos. Estudou pintura com Cândido Portinari e durante muitos anos vem pesquisando em busca de novas formas de expressão através da pintura até chegar a tapeçaria. Em seu país o tear é utilizado há centenas de anos e ela transportou a técnica do tapete de chão para o tapete-arte. Os motivos inicialmente foram inspirados na cultura marajoara, pois  viveu muito tempo no Pará. Dos motivos indígenas passou para os hábitos e costumes urbanos das várias capitais onde viveu. Eila que se encontra em Salvador, está preparando uma exposição para os próximos meses na Galeria da Pousada do Carmo.

            INGLATERRA NA XIII BIENAL DE SÃO PAULO

 Vinte e dois artistas foram selecionados para compor a mostra Intitulada Desenhos Britânicos Contemporâneos, que está sendo apresentada pela Inglaterra na XIII Bienal de São Paulo. A Grã-Bretanha planejou sua presença em de São Paulo. Este país sempre esteve presente oficialmente em quase todas as bienais paulistas desde o início em 1951, com exceção da décima segunda, de 1973, quando foi representada apenas como patrocinadora de alguns artistas. Para este ano, o Conselho Britânico planejou uma exposição de desenhos para percorrer a América do Sul. Assim, a representação britânica depois do encerramento da XII Bienal a 5 de dezembro próximo irá para Brasília e depois Rio de Janeiro, antes de ser enviada para a Argentina.
A exposição está composta de 90 desenhos de 22 artistas, todos conceituados no circuito mundial de arte. Desta forma o visitante da Bienal fica sabendo  que está acontecendo na cena artística britânica. A exposição inclui desenhos que abrangem um período de mais de 15 anos, da peça Bertram Mills Circus de Peter Blake, feita em 1971, a Fortress 7, de Martin Naylor, de 1975, e revela uma espantosa variedade de  estilos e intenções, variando dos retratos acabados de David Hockney às investigações exploratórias de Michal Sandie sobre os problemas de criação de monumentos que nunca serão construídos, e aos cartões de esboços de Bridget Riley, que seus ajudantes depois a ajudam a transformar em pinturas acabadas. São os seguintes os artistas participantes: Clive Barker, Peter Blake, Bernard Cochen, Michael Craig-Martin, Rita Donagh, Barry Flanagan, David Hoskney, John Hoyland, Paul Huxley, Bill Jacklin, Peter Joseph, Jeremy Moon, Martin Naylor, Tom Phyllips, Cahl Plackman, Bridget Rley, Michael Sandle, Colin Self, Richard Smith, Lan Stephenson, William Tucker e Jonh Wlaker.

           TRINTA VÃO PINTAR BELAS SEREIAS
Yurita suas mostrará  sereias aos baianos

No próximo dia 6 de novembro a Galeria Sereia estará reunindo sob a direção do marroquino Dimitri Ganzalevitch trinta artistas que mostrarão aos baianos belas sereias. O tema da exposição será Sereias, com quadros também com dimensão estipulada: 25 de comprimento por 30 de largura.
Esta exposição será uma das mais movimentadas tendo em vista que Dimitri, além de ser um grande marchand está tomando muitas providências que já asseguram de início o êxito da mostra. Basta dizer que os artistas convidados aceitaram a ponderação para limitação da temática e dimensão dos trabalhos que expostos.
Dimitri justifica a solicitação, quanto ao tamanho das telas porque "a nossa galeria tem pouco espaço e não comportaria um grande número de trabalhos grande". Assim Mirabeau Sampaio, Carybé, Sante Scaldaferri, Floriano Teixeira,  Carlos Bastos, Juarez Paraíso, e outros de renome, como a paulista Yuriko, participarão da exposição.
MARCHAND
O marchand Dimitri nasceu em Marrocos em 1936, e lida com arte desde os 16 anos de idade. Estudou arte em Madri, Lisboa, Londres e Paris, e até pouco tempo estava radicado em Portugal. Está em Salvador desde 2 de julho último para onde veio trazendo sua experiência com vistas a fortalecer o mercado de arte baiano que infelizmente funciona de dentro para fora, isto é produzimos aqui para vendermos a visitantes.

                 JOSÉ BANDEIRA E SUA PINTURA PRIMITIVA

Está expondo no foyer do Praiamar Hotel, na Barra, o artista Jorge Bandeira.Um primitivo autêntico onde os traços simples e o colorido enchem a vista do espectador. As igrejinhas  e o casario colonial em toda sua existência vão surgindo espontaneamente nos quadros de Jorge Bandeira. Ao fundo o colorido da vegetação tropical e bem a frente as figuras humanas a desfilar, com seus trajes sacros.
Quando visitei a exposição de Jorge Bandeira pude sentir as cores do tropicalismo brasileiro e sua preocupação em não particularizar os detalhes das figuras, dos coroinhas e das imagens.
Jorge é baiano do Salvador. Nasceu em 1952 e já realizou quatro viagens ao exterior, e é o Presidente do Centro do Nordeste de Artes Plásticas, desde 1969. Conhecedor e admirador do homem nordestino, de onde capta inspiração para seu trabalho de artista. Em determinados momentos por uma existência vivencial  chega perto da documentação através de seus trabalhos, da vida e da alma nordestina.

SÉRGIO VELLOSO INAUGURA GALERIA PORTAS DO CARMO

Sérgio Velloso na Galeria
Portas do Carmo
A inauguração de uma galeria sempre é motivo de satisfação para o crítico de arte.Orgulho, porque é através da galeria que o movimento artístico ganha força e o mercado de arte sempre funciona como elemento impulsionador para o surgimento de novos artistas. Agora é a vez da inauguração da Galeria Portas do Carmo, que contará com uma exposição coletiva de pintura e desenho. A data de inauguração foi no dia 24 de outubro passado. Participaram da mostra Réscala, Lygia Milton, Gilberto Gomes, Sérgio Velloso, José Tiago, Pedroso e Sampaio. Dois deles ainda não tive oportunidade de conhecer seus trabalhos: José Tiago e Sampaio. Mas, pela seleção dos demais acredito que merecem confiança. Já o Sérgio Velloso tenho visto alguns de seus trabalhos e acredito na carreira deste jovem pintor. Ele está expondo alguns quadros com a temática que denomino de Paraíso. As figuras estão despidas numa paisagem quase que surrealista.

TRABALHO EM PASTEL E BICO DE PENA DE CARLOS COSTA

Trabalho em pastel e bico de pena
de Carlos Costa
A princípio pensou-se em uma exposição com trabalhos de vários alunos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, em homenagem ao engenheiro Américo Simas, que eve uma grande ligação com o espaço urbano de Salvador. Com a paralisação das aulas, no entanto, houve uma modificação na programação que foi elaborada pela comissão organizadora: a data foi transferida e a exposição A mostra estará aberta ao público a partir do próximo dia 1º de novembro, e os trabalhos apresentados estarão sob a responsabilidade dos artistas Carlos Costa,Roberto Aranha, que se propõem a levar ao público baiano num espaço de 15 dias , o aprimoramento e o aperfeiçoamento das técnicas que foram estudadas para a elaboração de seus trabalhos. São trinta e três quadros, alguns elaborados através da fusão de técnicas como: pastel com bico de pena,pastel e óleo ou ainda óleo e entalhes,cuja experiência de alguns de seus idealizadores , já bastante conhecida na Bahia, outros, apesar de pouca idade tem gravado no seu curriculum exposições na Bahia e em outros estados.

            A PINTURA SURREAL DE JORGE VIDGILI

Com vinte trabalhos a óleo, o artista carioca Jorge Vidgili inaugurou, dia 23 no Centro de Pesquisa de Arte que funciona na Rua Paul Redfern, 48,  no bairro de Ipanema uma mostra individual de temática surrealista.
Autodidata, Jorge Vidgili começou artísticamente pelo retrato, tendo participado das exposições coletivas no Rio de janeiro nas Galerias Nono Andar e Soarte. Em 1973, transferiu-se para São Paulo, onde atualmente reside, dedicando-se não somente  à retratística como também à pintura, tendo realizado na Capital paulista sua primeira mostra individual na Tocha Galeria de Arte.
Nesta volta ao Rio diz a apresentação - Jorge Vidgili é um pintor embrenhado numa linha surrealista, sem pretensões a inovar, mas sabendo acrescentar alguma coisa de sua personalidade nessas cenas onde iniciam-se e integram-se num misto de sonho e irrealidade. A exposição de Jorge Vidgili fica aberta no CPA até o dia 15 de novembro Horário: das 14 às 23 horas aos sábados das 14 às 19 horas.