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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

UMA EXPLOSÃO RÍTMICA DE CORES E FORMAS

A Tarde . Terça-feira 14/9/1993


A essência da obra de Luiz é a energia.
Pinceladas fortes e vibrantes como os ritmos contidos como numa partitura de Beethoven feita com muita energia. Notas que se cruzam compondo belas imagens abstratas, ficando para a criação da individualidade. possíveis identificações de objetos ou pessoas. Uma obra que privilegia a pintura em sua essência. O ato de pintar, de usar as cores fortes com a consciência de harmonia, refletindo exata- mente que por trás de uma visível espontaneidade de traços e gestos está a espiritualidade de alguém que sabe o que busca expressar.    Há mais de 25 anos que ele vive em Paris. Esta convivência com a cidade luz talvez tenha provocado um sentimento de solidão onde muitas vezes o relacionamento e até mesmo a própria "amizade perde sua verdadeira dimensão", diante da distância e da luta desenfreada pela sobrevivência.

Luiz Augusto com sua sensibilidade aguçada supera a imagem que concebemos diante de sua figura calma e introspectiva. De posse do pincel o pequeno Luiz transforma-se num gigante das cores e das pinceladas vigorosas. Mesmo vivendo num espaço relativamente limitado ele consegue pintar imensas telas com camadas espessas utilizando pó de mármore e outros materiais. Este amazonense (nasceu em Manaus) nem nos lembra de longe a imensidão do seu Estado que esconde tantas riquezas e onde recentemente Yanomamis oram vitimados por garimpeiros insanos.  Luiz é de outro tempo. De um tempo civilizado e isto foi reforçado com sua convivência no Primeiro Mundo. Agora ele retorna com nova exposição na Anarte, que fica na Avenida Presidente Vargas, 2.400, em Ondina, Salvador, com vernissage no próximo dia 16. Uma exposição que deve ser visitada por todos aqueles que gosta de pintura e também pelos artistas para sentirem de perto a dimensão de uma obra universal, que rompe as fronteiras geográficas para nos brindar com composições vigorosas e criativas.

OS OBJETOS DE LUIZ ERNESTO

Luiz Ernesto nasceu em 1955. Carioca, engenheiro, dedica-se desde 1971 ao estudo das artes plásticas. Em 1978, ano de sua formatura, expõe pela primeira vez e passa a exercer atividades de professor de Desenho, Litografia e Pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e posteriormente no Projeto Arco-íris da Funarte. Participou de coletivas importantes no Brasil e no exterior, obtendo premiações diversas. Em 1984, Marcus Lontra Costa, que o apresentou, escreveu que “Luiz Ernesto trabalha com a surpresa, aproximando a ironia do humor. A mensagem é ao mesmo tempo, simples e elaborada. Isso justifica a aceitação de suas metáforas visuais em todos os níveis de percepção Essa força peculiar explica a aceitação que a obra do artista despertou, tanto na crítica quanto no público em geral, durante a exposição "Como Vai Você, Geração 80?", da qual foi, inegavelmente, um dos destaques. No trabalho atual do artista, que poderá ser visto a partir do dia 16 de setembro na Galeria Anna Maria Niemeyer, no Rio de Janeiro, ○ aspecto crítico e irônico permanece e as imagens banais continuam.

 IDALINA PINTA UM RETRATO DE SANTA

A artista plástica Idalina Almeida pintou o retrato falado da Nossa Senhora que aparece" ao vidente Pedro Régis em Anguera. A técnica utilizada é acrílico sobre tela de 1,80 x 0.92m, que apresenta a santa em tamanho natural. O trabalho será mostrado ao público no dia 29 de setembro sexto aniversário do aparecimento da santa ao vidente Idalina especializou-se em retratos e tem feito trabalhos de personalidades que se encontram em museus e outras instituições. O retrato da Nossa Senhora, levado à igreja do Centro Administrativo, no domingo, causou forte emoção entre os presentes. A artista diz que tem uma relação muito especial com o quadro que se sentiu predestinada a pintar.

   GERALDO BONELLI NA CAÑIZARES

Desde o último dia 9, a Galeria Cañizares está expondo pinturas do artista plástico Geraldo Bonelli, permanecendo aberta ao público até o próximo dia 30. Nascido em Itabuna, Bonelli diplomou-se em Di- reito e em Arles Plásticas pela Universidade Federal da Bahia. Suas telas retratam momentos singulares da vida, num ambiente melancólico onde o sonho e a magia envolvem seus personagens de uma forma quase surrealista. Sua característica essencial é o constante movimento dado à figura humana, suas posturas, emoções e seus dias após noites envoltas numa atmosfera essencialmente boêmia, lírica e romântica. Geraldo Bonelli utiliza tons pálidos e os azuis e verdes conferem certa sobriedade a esses momentos.







 




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