A Tarde . Terça-feira 14/9/1993
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| A essência da obra de Luiz é a energia. |
Pinceladas fortes e vibrantes como os ritmos
contidos como numa partitura de Beethoven feita com muita energia. Notas que se
cruzam compondo belas imagens abstratas, ficando para a criação da
individualidade. possíveis identificações de objetos ou pessoas. Uma obra que
privilegia a pintura em sua essência. O ato de pintar, de usar as cores fortes
com a consciência de harmonia, refletindo exata- mente que por trás de uma visível
espontaneidade de traços e gestos está a espiritualidade de alguém que sabe o
que busca expressar. Há mais de 25
anos que ele vive em Paris. Esta convivência com a cidade luz talvez tenha
provocado um sentimento de solidão onde muitas vezes o relacionamento e até
mesmo a própria "amizade perde sua verdadeira dimensão", diante da distância
e da luta desenfreada pela sobrevivência.
Luiz
Augusto com sua sensibilidade aguçada supera a imagem que concebemos diante de
sua figura calma e introspectiva. De posse do pincel o pequeno Luiz transforma-se
num gigante das cores e das pinceladas vigorosas. Mesmo vivendo num espaço relativamente
limitado ele consegue pintar imensas telas com camadas espessas utilizando pó
de mármore e outros materiais. Este amazonense (nasceu em Manaus) nem nos
lembra de longe a imensidão do seu Estado que esconde tantas riquezas e onde recentemente Yanomamis oram vitimados por garimpeiros insanos. Luiz é de outro tempo. De um tempo civilizado
e isto foi reforçado com sua convivência no Primeiro Mundo. Agora ele retorna
com nova exposição na Anarte, que fica na Avenida Presidente Vargas, 2.400, em Ondina,
Salvador, com vernissage no próximo dia 16. Uma exposição que deve ser visitada
por todos aqueles que gosta de pintura e também pelos artistas para sentirem de
perto a dimensão de uma obra universal, que rompe as fronteiras geográficas
para nos brindar com composições vigorosas e criativas.
OS OBJETOS DE LUIZ ERNESTO

Luiz Ernesto nasceu em 1955. Carioca, engenheiro, dedica-se
desde 1971 ao estudo das artes plásticas. Em 1978, ano de sua formatura, expõe
pela primeira vez e passa a exercer atividades de professor de Desenho,
Litografia e Pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e posteriormente
no Projeto Arco-íris da Funarte. Participou
de coletivas importantes no Brasil e no exterior, obtendo premiações diversas.
Em 1984, Marcus Lontra Costa, que o apresentou, escreveu que “Luiz Ernesto
trabalha com a surpresa, aproximando a ironia do humor. A mensagem é ao mesmo
tempo, simples e elaborada. Isso justifica a aceitação de suas metáforas
visuais em todos os níveis de percepção Essa força peculiar explica a aceitação
que a obra do artista despertou, tanto na crítica quanto no público em geral,
durante a exposição "Como Vai Você, Geração 80?", da qual foi,
inegavelmente, um dos destaques. No trabalho atual do artista, que poderá ser
visto a partir do dia 16 de setembro na Galeria Anna Maria Niemeyer, no Rio de
Janeiro, ○ aspecto crítico e irônico permanece e as imagens banais continuam.
IDALINA
PINTA UM RETRATO DE SANTA
A artista plástica Idalina Almeida pintou o retrato falado da
Nossa Senhora que aparece" ao vidente Pedro Régis em Anguera. A técnica
utilizada é acrílico sobre tela de 1,80 x 0.92m, que apresenta a santa em
tamanho natural. O trabalho será mostrado ao público no dia 29 de setembro
sexto aniversário do aparecimento da santa ao vidente Idalina especializou-se
em retratos e tem feito trabalhos de personalidades que se encontram em museus
e outras instituições. O retrato da Nossa Senhora, levado à igreja do Centro
Administrativo, no domingo, causou forte emoção entre os presentes. A artista
diz que tem uma relação muito especial com o quadro que se sentiu predestinada
a pintar.
GERALDO
BONELLI NA CAÑIZARES
Desde
o último dia 9, a Galeria Cañizares está expondo pinturas do artista plástico
Geraldo Bonelli, permanecendo aberta ao público até o próximo dia 30. Nascido
em Itabuna, Bonelli diplomou-se em Di- reito e em Arles Plásticas pela Universidade
Federal da Bahia. Suas telas retratam momentos singulares da vida, num ambiente
melancólico onde o sonho e a magia envolvem seus personagens de uma forma quase
surrealista. Sua característica essencial é o constante movimento dado à figura
humana, suas posturas, emoções e seus dias após noites envoltas numa atmosfera essencialmente
boêmia, lírica e romântica. Geraldo Bonelli utiliza tons pálidos e os azuis e
verdes conferem certa sobriedade a esses momentos.
Parabéns pela riqueza de conteúdo do seu blog!
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