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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

VISUAIS - EXPOSIÇÃO BENEFICENTE - 9 DE JULHO DE 2002


JORNAL DA TARDE SALVADOR, TERÇA-FEIRA, 09 DE JULHO DE 2002

 




                                                    
                                     EXPOSIÇÃO BENEFICENTE

 É importante a participação da sociedade civil em eventos e ações que visem atender pessoas carentes e instituições que desenvolvem trabalhos assistenciais ou de promoção social.Um exemplo é  a exposição que será aberta hoje, às 19 horas, promovida pelo Centro de Voluntários da Bahia (CVB), na NR Galeria de Arte, 3º piso do Shopping Iguatemi, com obras doadas pelos artistas Calasans Neto, Núbia Espinheira, Jamison Pedra, Marco Buarque, Lígia Milton, J. Arthur, Gil Mário, Sérgio Rabinovitz, Marco Abreu, Fernando Freitas Pinto, Maria Adair, Carlos Bastos, Mel Farias, Fred Schaeppi, Zé Maria, Ademar Galvão, Márcia Pedreira Lapa, José Bahia, Thelma Ferraz, César Romero, Dulce Cardoso, Dé, André Godin, Viviene Brandão, Shyn, Dulce Tourinho, Clesina Kroger, Isa Muniz, Reinaldo Eckenberger e Denise Pitágoras. Portanto, é uma boa oportunidade para você adquirir,  a preço acessível, uma obra de arte e ao mesmo tempo colaborar com esta obra. Reprodução de uma gravura de autoria de Lígia Milton.
                                                                             SANTA CEIA

 Questionar a fé é a pretensão de três artistas, que se reuniram para montar a coletiva Santa Ceia, na Galeria Moacir Moreno, do Theatro XVIII e que pode ser conferida até o dia 04 de agosto, no horário de funcionamento do teatro - das 15 às 22 horas, diariamente, exceto às quartas-feiras. Dois são brasileiros: Anderson e Roberto de Souza, responsáveis, respectivamente, pelas pinturas e fotografias expostas na mostra. O outro argentino, Andrés Rúbio, que apresenta nove desenhos em nanquim, além de duas monotipias a óleo. Através do diálogo entre estas três linguagens diferentes, os expositores pretendem questionar a fé, apresentando trabalhos que interpretam, através de ícones religiosos, a relação material do homem contemporâneo com esses signos. São imagens que também questionam a noção de materialidade e propriedade de uma fé antigamente abstrata, mas hoje enfatizada pela mídia veloz, impressa em objetos e hábitos do cotidiano.
Foto da  obra Figura e Caju, óleo sobre tela de Calasans Neto.

                                           PORTUGUÊS NA ACBEU

O artista plástico  português Vítor Espalda realiza a primeira exposição individual do Brasil, de 19 deste mês a 6 de agosto, na Galeria Acbeu (Vitória). A série Ir-e-Vir, com pinturas inéditas realizadas em 30 acrílicas sobre tela, estará aberta ao público diariamente, exceto aos domingos. O artista estará pessoalmente na abertura da exposição, que aborda como tema principal o tempo, destacando a rapidez e a velocidade da vida contemporânea. A entrada é franca.



VISUAIS - OBRAS DE CALASANS - 3 DE SETEMBRO - DE 2002 - FEITA


JORNAL A TARDE SALVADOR, 03 DE SETEMBRO DE 2002




                         OBRAS DE CALASANS

Até 30 de outubro, você pode visitar a exposição de Calasans Neto, um dos maiores nomes das artes plásticas, que expõe suas mais recentes pinturas e gravuras na Mosaico Galeria de Artes, no Super-Clubs Breezes, Costa de Sauípe, Bahia . Considerado um dos bons gravuristas do País, Calá tem a obra presente em vários livros e já realizou dezenas de exposições. Para o escritor Fernando Sabino, “através desta firme disposição no cumprimento da sua vocação de artista, deste exercício a um tempo despretensioso e obstinado de seu talento criador, chegou hoje a ser talvez o maior gravador do Brasil”. Já Jorge Amado, em Bahia de Todos os Santos, escreveu:
“Calasans Neto não dorme sobre os louros. O sucesso, os elogios da crítica, o reconhecimento nacional e internacional de sua obra de gravador e de pintor não o fazem acomodado, a viver da glória conquistada. Inquieta flama criadora, está sempre a iluminar novos caminhos para a arte deste baiano cuja competência tem a mesma medida do talento incomum”.
Reprodução acima da monotipia Direções, de Calasans Neto.
Muitos outros nomes da crítica e da literatura já se pronunciaram sobre a arte de Calasans Neto, entre eles, Carlos Heitor Cony: “Os pássaros continuam passáros, mas agora os seus pássaros são surpreendidos em vôo, e a metamorfose é a mesma, apenas alterada no grau: seus pássaros têm agora o rosto humano, um rosto indefinido, quase máscara. Sim, um senhor pintor. E suas cores, que sempre marcaram sua obra, seja na pintura ou na gravura, agora encontram o seu texto final: são as cores de Calasans. No mais, uma alegria feita de símbolos nem sempre alegres, até mesmo sinistros, mas que deixam escapar a luminosidade de um artista comprometido com o lado bom da vida. Não há denúncias nem ressentimento na obra de Calasans Neto. Há a cor, o desenho vigoroso e personalíssimo, a liberdade de suas figuras suspensas e intactas no ar, flutuando num espaço inventado, em fundo e forma”.

                                  ABSTRATA

“O artista Carlos França já brindou os baianos, durante anos, com charges e ilustrações em A Tarde, nas décadas de 80 e 90, durante exatos 23 anos. Sempre vinha pintando e, timidamente, mostrando suas telas. Agora, França parte para outra exposição com um trabalho mais maduro, mais solto, fugindo da figuração para construir suas formas abstratas, de onde sobressaem os movimentos. Podemos afirmar que seus trabalhos acompanham a contemporaneidade nos traços gestuais e nas composições construídas através de colagens, dando-lhes um relevo de qualidade”. Estas palavras estão no catálogo da mostra, que fica aberta até o próximo dia 31, no foyer do Cine-Teatro do Sesc, na Casa do Comércio. Formado em desenho e artes plásticas pela Ufba em 1978, França é hoje o designer gráfico do Senac / Bahia. Faz questão de salientar que sua obra tem fortes ligações com o questionamento da condição humana e seus valores. Ele busca um sentido de movimento e equilíbrio numa leitura contemporânea do cotidiano, Vale à pena conferir.

                                    ECLÉTICA

Aberta ontem à noite a exposição de pinturas da artista plástica Evoá Ferreira, no Espaço Calasans Neto   (Uec / Pituba ), anexo ao Teatro Jorge Amado, Avenida Manoel Dias da Silva (Pituba). A mostra fica aberta à visitação até o dia 30 deste mês, de segunda a sexta, das 9 às 21 horas.
Suas aquarelas seu estilo pessoal levaram-na a publicações de âmbito nacional, continuando pela técnica acrílica sobre tela, imprimindo seu colorismo em espaços plásticos de tamanhos variados. Mas, o que colocou seu trabalho em vanguarda foi a retratação de florais e cores fortes e ao mesmo tempo com singeleza marcante das exposições: Explosão Tropical, Cromatismo, Cores e Nuances, Epífetas, lança agora eclética. Evoá concluiu o curso de artes plásticas pela Ufba, em 1997.


VISUAIS - OBRAS DE ARQUITETO NA CINELLI - 10 DE SETEMBRO DE - 2002 - FEITA

JORNAL A TARDE SALVADOR, TERÇA-FEIRA, 10 DE SETEMBRO DE 2002

                       OBRAS DE ARQUITETO NA CINELLI

Fernando Vieira vai expor, de quinta-feira à sábado, uma série de telas que enfocam as raízes de nossas árvores.Com o título Raízes - do moderno ao contemporâneo, a exposição será realizada na Cinelli Galeria de Arte, localizada na Rua Odilon Santos,155, no Rio Vermelho. Com o olhar de arquiteto, Fernando utiliza as raízes naturais dando-lhes uma visão abstrata, que têm uma simbologia muito particular.
As raízes são responsáveis pela sustentação das árvores, o que nos remete aos nossos ancestrais. São telas de cores que se misturam e formam composições com fortes conotações naturais.
Na reprodução as raízes-sustentação obra de Fernando Vieira

                        EXPO COM MULTIMEIOS

Exposição Multimeios de Sandro Abade Pimentel sobre memória, cultura e urbanismo da rua mais famosa da Bahia. Quatro instalações e um vídeo remontam à Baixa dos Sapateiros, retratando seus aspectos, desde a geografia original da rua, o Rio das Tripas ( fundamental para a edificação de todo o Centro Histórico, pois forneceu água ); as etapas de urbanização, a partir da Rua da Vala até a J.J Seabra (nome oficial atual da Baixa dos Sapateiros ). Dinâmicas culturais, com a proliferação de cinemas e casas de espetáculos, e a posterior decadência desses estabelecimentos, levando-os ao encerramento de suas atividades, e os circuitos comerciais, com seus variados produtos industriais voltado para as camadas mais populares e outras mercadorias que não cabem nesta distinção. Do ponto de vista das artes contemporâneas, propõe uma reflexão sobre os substratos conceituais da arte, abrindo caminho para que ela se veja com função social abrangente pensando a Cidade que habita; sobre sua perda de aura para o design serial; sobre a fragmentação e massificação do dito pós-modernismo, optando por uma visão que entenda os efeitos da realidade industrial e sua estética pop, buscando sua fase posterior. Propõe, por último, a abertura de um diálogo com a Cidade e suas políticas de revitalização dos espaços públicos.

                  ÂNGELA CUNHA 2002-NANKIN SOBRE TELA

Com abertura prevista para a próxima sexta-feira, a exposição terá lugar na Bahia Design Center, que funciona no Trapiche Adelaide, na Avenida Contorno. Com 20 telas em grande formato, em nanquim sobre tela, da artista Ângela Cunha, a mostra vai durar um mês. Natural de Londrina, ela reside em Salvador desde 1974, onde se formou em Belas Artes, pela Ufba, em 1980. Conheço o trabalho de Ângela Cunha desde os primeiros anos de sua chegada em Salvador, quando produzia gravuras de bom nível. Ela tinha uma presença constante nos movimentos renovadores da nossa arte naquela época.
Depois, passou um período meio sumida e agora retorna com esta mostra que traz, inclusive, um texto de seu sogro Mário Cravo Junior falando da imponderabilidade. Diz ele que “as pinturas de Ângela Cunha nos arrastam à presença do misterioso incubo, acumulador de energia contida, uma angustiosa tensão escapa dos banhos de nanquim. Difusa claridade, ainda tímida, insinua-se como antecipação de alvorada, um mergulho na sombra, no escuro, no preto negro da Bahia”. 
Reprodução da foto que ilustra o convite da mostra.

VISUAIS - PINTURA BAHIA 2002 - 17 DE SETEMBRO DE- 2002 - feita


JORNAL A TARDE SALVADOR, TERÇA-FEIRA, 17 DE SETEMBRO DE 2002
                       
                               PINTURA BAHIA 2002


Composta com obras em grandes formatos, de 15 artistas baianos, esta exposição traz ao público um painel da arte produzida na Bahia. São trabalhos de Almandrade, Ângela Cunha, Ayrson Heráclito, Beth Souza, Caetano Dias, Chico Macedo, Florival Oliveira, Gaio, Iuri Sarmento, Leonel Mattos, Paulo Pereira, Sérgio Rabinovitz, Vauluíso Bezerra, Zau Pimentel e Zivé Giudice, artistas que se vêm destacando com uma produção diferenciada em criatividade e qualidade técnica. São artistas antenados com o seu tempo, com as coisas que estão acontecendo ao seu redor. Utilizando o suporte tradicional ou ampliando suas possibilidades de uso, reinventam as relações entre materiais, técnicas e conteúdos, apropriando-se com maestria da linguagem contemporânea na expressão dos signos do cotidiano. Esta é uma arte fundamentada e simbolicamente transposta do diário da vida, tem marcas profundas de universalidade e plasticidade que permite ser apreendida além do contexto da sua produção.
Reprodução da obra de Ayrson Heráclito que está no Mam-Ba.

                             SCHAEPPI EM GENEBRA

O artista baiano Fred Schaeppi vai expor algumas telas, de hoje a 13 de outubro, na Galerie Chausse-coq, em Genebra, na Suíça. Fred é um dos artistas que participaram do movimento Geração 70, que reuniu o que existia de mais significativo na jovem arte baiana da época. Recolhido em casa, no Farol de Itapuã, o artista vem, pacientemente, criando seu mundo pictórico e aos poucos deixando de lado a figuração para criar composições mais soltas. Ele criou um painel num mosteiro de frades próximo à cidade de Mundo Novo, que é uma referência significativa da sua capacidade criativa. Agora, para alegria dos apreciadores de sua arte e dos amigos, ele vai expor mais uma vez fora do Brasil, levando um pouco da Bahia para os suíços.
Reprodução da tela de Fred Schaeppi que ilustra o catálogo-convite da mostra.

                     PRELÚDIO DE GIL MACIEL
Composta de 14 telas abstratas em técnica mista e acrílica sobre tela e dois desenhos em papel, em várias dimensões, a mostra do artista Gilson Maciel, que está expondo na Aliança Francesa. Ele procura como símbolos o osso e a mão buscando o “elo de energia, de vida e morte, numa vaidade antropocêntrica do ser humano, no qual o caminho seguido vai desaguar no ômega ao pó da terra”, diz Gilson. Diz ainda que suas “pinturas procuram refletir um sentimento intrínseco do pensamento com uma visão plástica da abstração, no qual a textura, cores e pinceladas soltas regem os quadros em mensagens subjetivas.
Reprodução de obra em técnica mista demonstra a busca de sentimentos de Gilson Maciel.




VISUAIS - PRIMEIRA MOSTRA - 24 DE SETEMBRO - 2002 - FEITA


JORNAL A TARDE SALVADOR, TERÇA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2002


                             PRIMEIRA MOSTRA


A estréia é sempre nervosa e emocionante. Para um artista plástico, é o início de uma jornada árdua, cheia de sonhos e momentos de alegria, mas também de decepções, indecisões e incertezas. Márcio Santana informa que passou 10 anos aperfeiçoando-se e tenta definir seu trabalho dizendo que a sua “contemplação é trespassada de serenidade e buscas, desaguando numa massa de colorido refinado e sutil ”, ele utiliza a cor de fundo para criar espaços com elementos de grafias e outros que lembram notas musicais. É uma gestualidade que nos leva a tentar decifrar as frases soltas e quebradas que compõem telas. Uma simbologia que, à primeira vista, parece desordenada deste sergipano da cidade de Socorro, que chega para iniciar trajetória pictórica. Há muito o que fazer.
Reprodução da obra de Márcio onde vemos a desordenação proposital das palavras. 

FUNARTE ABRE INSCRIÇÕES

Estão abertas as inscrições na área de artes plásticas do Nordeste, Norte e  Centro-Oeste. O regulamento e ficha de inscrição poderão ser adquiridos através do site WWW.funarte.gov.com.br. Este projeto, o Prima Arte existe desde 1994 com o objetivo de oferecer uma visão panorâmica da produção artística contemporânea ligada ao pensamento, além de divulgar novos talentos. As primeiras quatro edições do projeto foram restritas ao Centro-Oeste e, a partir de quinta edição (1999), foi ampliado para o Norte e Nordeste. A partir deste ano, passa acontecer a partir segundo semestre até o final do primeiro semestre de 2003 e se chamará Prima-Obra 2002-2003. O Prima  tem ratificado a cada ano a posição da Galeria Fayga Ostrower, em Brasília, como representante de todo um processo efetuado com a preocupação de entrosar o artista e o público e ao mesmo tempo oferecer uma visão panorâmica da destacada por produção artística indicada por especialistas da área. A galeria está localizada no Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 2, em Brasília.

                     COLEÇÃO DE IMAGENS

Desde o ano passado o Museu Carlos Costa Pinto, na Vitória, vem realizando exposições de acervos de particulares e de instituições, objetivando um maior intercâmbio. Agora, é a vez da coleção de imagens de Sant’ana, de Ângela Gutierrez, composta de exemplares brasileiros, eruditos e populares dos séculos XVII ao XIX. São 200 peças em madeira, terracota, pedra-sabão, marfim e pedra-talco. Dizem os representantes do museu que é a primeira vez que este conjunto é exposto. Esta mostra é representativa da imaginária brasileira e traz a imagem de Sant’Ana, a grande mãe, a matriarca, a primeira mestra, a avô de Jesus, a protetora da família.A colecionadora mineira já doou a Ouro Preto o Museu do Oratório, institucionalizado e mantido pelo Instituto Cultural Flávio Gutierrez , e atualmente desenvolve um projeto de um museu em Belo Horizonte, dedicado às artes e tradições populares.

Reprodução da imagem de Sant'Ana-Mestra,do século XVIII,Bahia.

AOS ARTISTAS


AOS ARTISTAS:


Estou digitalizando as colunas – Artes Visuais e Visuais - que escrevi durante quase três décadas no Jornal A Tarde, com o objetivo de deixar registrado, através uma mídia mais moderna e acessível para as gerações atuais e futuras interessadas no desenvolvimento das artes visuais em nosso estado.
Nessas colunas estão os principais eventos e exposições que ocorreram neste longo período. Nelas constam informações as mais diversas sobre a obra, exposições e participações de centenas de artistas. Alguns ficaram pelo caminho, outros estão ai vitoriosos seguindo suas trajetórias.
As reproduções das obras estão em preto e branco, porque foram copiadas do jornal. Se você tiver uma cópia de melhor qualidade me envie através o e-mail britoreynivaldo@ig.com.br que a substituirei e, assim, sua obra terá uma melhor visibilidade. 
                                                                     Mais uma vez muito obrigado
                                                                    
                                                                                        Reynivaldo Brito

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

VISUAIS - FOTOGRAFIAS DE MÁRIO EDSON - 4 DE SETEMBRO DE 2001

JORNAL A TARDE SALVADOR, TERÇA-FEIRA, 04 DE SETEMBRO DE 2001



                                                           FOTOGRAFIA
O Conjunto Cultural da Caixa Econômica exibe a exposição Anjos da Chapada, assinada pelo fotógrafo baiano Mário Edson. A mostra fica aberta até 28 deste mês e poderá ser visitada de segunda a sexta-feira. São 25 fotografias em preto-e-branco, retratando o universo infantil da comunidade de Remanso, lugarejo situado a 30 quilômetros do município de Lençóis, na Chapada Diamantina, com uma população de cerca de 30 famílias que sobrevivem da caça e da pesca. O projeto é fruto de várias viagens, com registros em P&B e em cores, feitos pelos artistas nos últimos dois anos, com o objetivo de mostrar a realidade de Remanso buscando conscientizar a população da responsabilidade social com as comunidades mais carentes, despertando, assim, o cooperativismo e a cidadania. Com esta exposição, que também comemora o mês da fotografia, Mário Edson pretende registrar a importância dessa forma de expressão como linguagem artística e cultural, além de ser instrumento para a formação educacional da sociedade. Durante o período em que a mostra estiver em cartaz, o artista estará fazendo visitas monitoradas que deverão ser previamente agendadas pelo telefone 3322-0219-, além de ministrar uma oficina de fotografia para adolescentes.
Foto de Mário Edson, da exposição Anjos da Chapada.

CÍRCULOS E CICLOS

A artista plástica Rosa Lourenço apresenta a exposição Círculos e Ciclos, desde ontem, na Galeria Moacir Franco, no Teatro XVIII (Pelourinho). A partir de um estudo sobre mandalas - que representam os ciclos contínuos da vida se expandindo de um ponto, o centro -, ela constrói painéis, utilizando materiais naturais, como madeira, cordas, pedras (citrino, esmeralda, quartzo branco, pirita, dentre outras) e sementes. Assumidamente apaixonada pelas formas circulares, a artista acredita que os elementos naturais podem ser considerados pontos de conexão com o planeta. Sobre o processo criativo, ele afirma que, após iniciar as pesquisas sobre mandalas, novas concepções para o trabalho foram surgindo com o tempo, seguindo o que considera um ciclo natural de desenvolvimento.
“São formas que têm o poder de ampliar nossa percepção sobre os ciclos da vida, fazendo com que a gente esteja sempre buscando o centro”, ressalta.  Círculos e Ciclos  é a primeira exposição de Rosa Lourenço, que vive atualmente em São Paulo, tendo iniciado a trajetória artística há pouco, mais de cinco anos.

                                                                      PAISAGENS
A artista paulista Renata Vasconcelos Simões retorna, após um ano, ao Museu Náutico, para expor várias telas sobre paisagens. A artista consegue o entrelaçamento de tonalidades dando uma atmosfera individual à vegetação. O verde prevalece mostrando a preocupação dela com a natureza. Renata, profissionalmente, está envolvida com processos, pois é procuradora em São Paulo, mas tem uma incrível vocação que a está puxando para as artes. Intitulada Paisagens do Brasil: Um Novo Olhar, a mostra será exposta a partir do dia 1º de outubro. Aguardem.
Tela de Renata  Vasconcellos, da mostra Paisagens do Brasil. Um novo olhar.