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sexta-feira, 29 de março de 2013

CELSO CUNHA - 1º DE SETEMBRO DE 1979


JORNAL A TARDE,SALVADOR, 1º DE SETEMBRO DE 1979

CELSO CUNHA FARÁ MURAL NO CENTRO DE CONVENÇÕES

Celso Cunha com algumas partes do seu mural
Entrou com o pé direito no cenário artístico baiano ganhando o primeiro prêmio no concurso público instituído pelo governo do estado para um mural do Centro de Convenções da Bahia. Um imenso e belo mural que veio somar a muitos outros que existem na Bahia, os quais inclusive precisam de melhor conservação por parte dos seus proprietários e encarregados da manutenção dos imóveis onde estão instalados.
Na verdade Celso Cunha é o melhor de todos estes muralistas que tem aparecido nesta década. Trabalha em silêncio, o que releva um detalhe da sua própria personalidade. É um indivíduo de poucas palavras e o seu forte é trabalhar com ferramentas na consecução de formas o volume que dia-a-dia vão preenchendo os vazios das paredes de prédios públicos e particulares.
Foi feliz Ivo Vellame por ter convidado Celso para expor alguns de seus últimos trabalhos, pela qualidade de sua obra, como também pela necessidade de divulgar cada vez mais o que este jovem artista vem criando. Está portanto de parabéns o Ivo, e o Celso por essa mostra que terminou ontem e que durante o tempo em que passou aberta foi visitada por centenas de pessoas.
As soluções abstratas e figurativas que surgem dos talhos fortes de Celso Cunha demonstram sua grande força e intimidade com os materiais que manipula. O entalhe que foi denominado Cavalos em Repouso é bem expressivo e as figuras são concebidas com certa ternura dentro de uma imagem deste nosso universo. Celso Cunha ainda vai trabalhar muito e cada vez mais a Bahia, e em breve o Brasil, estarão dentro a ele o que realmente merece. Ou seja, o destaque entre muitos dos entalhadores que existem por aí. Sim, porque ele está acima de muitos inclusive, já conceituados, e certamente tende a se firmar como um dos mais importantes muralistas baianos. Vamos aguardar.

                          RAUL STEINBERG EM SALVADOR

Uma exposição de 27 trabalhos do artista norte-americano Saul Steinberg faz parte do IV Salão Internacional de Humor, que se realiza em Piracicaba. Estado de São Paulo, sob o patrocínio da prefeitura local, de 18 de agosto a 3 de setembro. A mostra, a primeira de Steinberg no Brasil, tem a colaboração da Agência de Comunicação Internacional dos Estados Unidos.
Depois de Piracicaba, os trabalhos de Steinberg serão exibidos no Rio de Janeiro de 10 a 21 de setembro em Brasília de 26 de setembro a 5 de outubro, Salvador de 10 a 19 de outubro, Belo Horizonte de 25 de outubro a 8 de novembro e Porto Alegre de 14 a 27 de novembro.
Steinberg é um dos mais populares artistas vivos dos EUA e suas obras são tão imediatamente identificáveis pelo público como as de Adrew Weth ou Norman Rockwell.
Ele nasceu em Bucareste, Romênia, em 1914, filho de um tipógrafo impressor de cartazes e posters. Seus primeiros brinquedos foram os tipos de metais e madeira-os sinais gráficos que motivaram a sua notável criatividade artística.
Aos 18 anos, após terminar o colégio, Steinberg mudou-se para a Itália, onde fez, em Milão, um treinamento como engenheiro e arquiteto. Seu coração, entretanto, estava no desenho e aos 21 anos ele pode se considerar um artista profissional, ganhando a vida vendendo desenhos humorísticos a revistas e jornais.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, Seinberg decidiu transferir-se para os Estados Unidos, onde, chegou em 1941, tendo logo se tornado cidadão americano.
Seu primeiro emprego no país foi como desenhista da revista The New Yorker, para a qual continua trabalhando até hoje.
A sua atividade como artista, todavia não se limitou a revista. As capas que criou para The New Yorker, bem como as charges e ilustrações, constituem apenas uma parte de sua copiosa produção artística, rica em humor e ambigüidade. Autor de meia dúzia, de livros, ele se tornou conhecido internacionalmente através de mostras coletivas ou individuais em inúmeras cidades, entre as quais Barcelona, Caracas, Estocolmo, Chicago, Londres, Milão, Paris e Hamburgo.
Suas figuras incorporam um paradoxo, sendo ao mesmo tempo acessíveis e impenetráveis. Pode ser fácil para o público adentrá-las, mas é Steinberg quem decide o quanto o público pode penetrar nelas. Em seu trabalho ele pouco vê para amar na natureza, mas por outro lado, muito observa para satirizar.
Hoje, aos 65 anos, Steinberg sente que está no limiar de novas aventuras estéticas, diferentes daquelas que ele viveu até agora com caneta, lápis, crayon e outros materiais menos convencionais como madeira, cera, cola, envelope etc.
Hoje em dia eu desenho a vida, diz ele como os velhos mestres, a medida em que fico mais velho, torno-me cada vez mais interessado no que está lá fora e não com o que está em minha cabeça.

                 SIMBIOSE A QUATRO MÃOS DE DUAS ARTISTAS

Minetismo obra de Sônia Regina, de 43,5 x 62,5
Sônia Regina e Lygia Aguiar pertencem à nova geração de artistas que está saindo da Escola de Belas Artes. A exposição das duas artistas poderia ter sido feita por uma. Explico. Alguns trabalhos de Sônia poderiam ser assinados por Lygia e vive-versa.
Uma identidade de tratamento das formas, escolha de cores, inclusive da própria temática e a Simbiose.
Só, com uma pequena diferença, que uma usou os frutos da terra e a outra os frutos do mar. Uma identidade que chega a confundir, daí preferir chamar de uma exposição a quatro mãos.
Argonauta, obra de Lygia Aguiar, de 43,5 x 62,5
Aliás, na apresentação do próprio mestre Rescála ele que diz, existe uma afinidade temática e plástica entre as duas pintoras, percebe-se entretanto uma natural diferença no tratamento e na tonalidade dos quadros, mas isto não prejudica a harmonia da exposição. Também concordo que não chega a prejudicar, mas chamo a atenção para a necessidade de uma busca maior da individualidade de temática, do tratamento e uso dos materiais, e também uma certa busca para melhorar a combinação das cores. Observei na exposição que está aberta na Eucatexpo que alguns trabalhos chegam ás raias do primarismo. Inclusive comentei com a artista Ângelo Roberto, também apresentador das novas artistas, o qual concordou com algumas restrições e dois trabalhos expostos.

Porém, não concordo com o Ângelo quando ele afirma numa maturidade artística. Elas chegam lá.
Mas ainda falta alguma coisa, inclusive melhor tratamento pictórico. O que existe é uma vontade e algumas coisas na cabeça que começam a ser despejadas no papel. Também achei exagerados os preços de muitos trabalhos expostos tomando por base outros artistas já maduros, e que tem uma obra pictórica madura e conhecida. Elas começam a despontar e o despontar exige do criador certo cuidado e principalmente preocupação em não ousar demais todos os sentidos.
Concordo que foram felizes em escolher a técnica do pastel que proporcionou uma impressão ótica aveludada, devido a reflexão difusa da luz nas milhares de partículas pigmentarias que refletem a sua cor recíproca, variando o ângulo de reflexão segundo o ângulo de incidência em relação à posição de cada partícula. Inclusive no programa da apresentação elas definem o que seja pastel e das suas vantagens.

CADASTRAR O QUE? -13 DE OUTUBRO DE 1979


JORNAL A TARDE, SALVADOR, 13 DE OUTUBRO DE 1979

        CADASTRAR O QUÊ?

Na entrada principal do Solar do Unhão aparece o
 ambiente do matadouro de Chico
Antes de anunciar a Exposição Cadastro preferi deixar que fosse aberta ao público para avaliar o que realmente estavam querendo os seus organizadores. Mas, infelizmente esta mostra veio demonstrar a falta de critério para realização de uma grande promoção de Arte. Os espaços foram abertos indiscriminadamente a todos aqueles que se dizem artistas. Bastou passar uma vista na relação dos nomes inseridos no jornal Cadastro que senti imediatamente o que nos tinha reservado. Simplesmente misturaram trabalhos de qualidade com outros que deveriam estar ausentes de qualquer exposição. Creio que os organizadores devem ter ficado assustados com a grande quantidade de pseudos-artistas, especialmente aqueles voltados a pintar casarios sem qualquer técnica.
Murilo merece destaque
Tenho a impressão que o pessoal da Fundação Cultural está procurando o que fazer. E desta vez acharam. Isto porque as pessoas envolvidas tiveram que manusear centenas de obras imprestáveis e sem qualquer valor artístico. Aí é que eu pergunto: Cadastrar o que? Evidente que simplesmente aqueles artistas já conhecidos como Jamison Pedra, Carmem Carvalho, Manoel Bonfim, Arlindo Gomes, Eckemberger, Zu Campos, Sônia Campos, Sônia Rangel, Carlos Petrovith, Betânia e outros. Aí o cadastramento se processaria normalmente. Os verdadeiros artistas teriam mais espaços e melhor atenção do órgão promotor da mostra. O que fizeram com esses artistas misturando e colocando no mesmo nível trabalhos qualificados e ruins é uma falta de respeito. Se queriam uma visão de arte produzida na Bahia de nada valeu. O que prevaleceu foi uma visão demagoga e distorcida da realidade. E muito diferente de você pegar artistas de qualidade e proporcionar espaços, catálogos e outros instrumentos de apoio, inclusive com uma programação sistematizada de atividades do que simplesmente amontoá-los juntamente com outros ausentes do meio profissional. É preciso respeitar o artista e separá-lo daquele que se intitula artista porque borra uma tela ou faz um trabalho medíocre de artesanato.

Obra de Zivé,  bom trabalho
O mercado de arte na Bahia ainda é incipiente e com essas programações demagógicas fundamentada numa falsa abertura só vem gerar um retrocesso. Acho que as pessoas queriam passar uma esponja no quadro para começar tudo de novo, do zero. Uma bobagem inadimissível. Sei que é simpática esta abertura, mas por outro lado, é prejudicial não somente para o público como  para o artista.
Para o público porque fica obrigado a percorrer quatro grandes salões onde estão expostas baboseiras, tendo o trabalho de selecionar o que realmente serve.Isto  caberia aos organizadores que deveriam ter evitado a exposição de quadros de borboletas e igrejinhas sem perspectivas. Para o artista, repito, porque deram oportunidade a incompetentes. Acredito que no fundo os realmente artistas estão insatisfeitos com este nivelamento.Ficaram mais interessados na quantidade do que na qualidade. Cheguei a ouvir que a coisa teria tomado nível de uma bienal. É verdade que críticas tem sido feitas às bienais, mas esta comparação é bestialógica.
PREVISÃO
Ao reler o Jornal Cadastro deparei-me com  uma previsão de Ivo Vellame: Acredito que nós veremos nesta mostra da Fundação Cultural da Bahia o que creio ser o caos em termos de artes plásticas no Brasil, onde se faz de tudo, onde todo mundo acha que é artista, sem ter mesmo o mínimo requisito técnico e qualquer vocação de criatividade. Até ai concordo com Ivo , e sua previsão é hoje uma realidade palpável. Quem duvidar basta percorrer os salões do conjunto do Solar do Unhão. Mais discordo quando Ivo defende que mostrar isto, entretanto, significa verificar o que a Bahia está produzindo, permitindo fazer uma seleção...A seleção a meu ver caberia antes da mostra.Expor o imprestável é incentivar o desqualificado, é incentivar o incompetente, é incentivar o desprezível. Acho que todos tem o direito de pintar, mas não cabe a um órgão cultural expor tudo. Cabe a qualquer órgão cultural educar e para isto deve criar as suas oficinas de trabalho para ensinar esta gente a trabalhar uma tela ou um pedaço de compensado para fazer uma gravura, e quando tiver amadurecido que o trabalho seja mostrado.
Outro aspecto é a responsabilidade que tem uma instituição como o Museu de Arte Moderna da Bahia. Muitos desses pseudo artistas vão ostentar seus nomes com o nome inserido na relação dos expositores nos famigerados currículos:uma exposição no Museu de Arte Moderna da Bahia, outubro de 1979. Portanto, está ai o comprometimento de uma instituição que deve ser respeitada e acima de tudo preservada destas tristes cenas.

                  O JEITO BRASILEIRO DE AGIR 

Tive meu nome inserido na programação dos eventos (?) que deveriam acontecer durante a Exposição Cadastro para um debate juntamente com Matilde Matos, Ivo Vellame, Chico Liberato e outros, no último dia 8.  O convite me foi formulado através de um telefonema. Com toda boa vontade compareci no horário determinado e quando lá cheguei encontrei uma porção de artistas misturados com outras pessoas alheias às atividades culturais. De início estavam criticando os jornais e estações de rádio e televisão por não darem destaques aos eventos (?), subseqüente à Exposição Cadastro. Fiz ver que os eventos ( ?) não tinham sido sistematizados e que os órgãos de comunicação nada tinham a fazer ali, porque nada estava acontecendo. Foi ai que as discussões enveredaram pelo caminho do que vamos fazer a partir de agora. Ora, a programação deveria ter sido estudada, sistematizada e formalizada. As discussões infantis ou juvenis que presenciei vieram apenas somar ao meu desalento. Nada foi acrescentado. O que fizeram mercê uma reparação através de uma promoção organizada onde os verdadeiros artistas ter o necessário apoio inclusive poderia se pensar em premiações. Um Salão verdadeiro, coerente a acima de tudo destinado a descobrir novos valores, tornando o cuidado para não confundir os novos valores com pseudo-artistas. Estas considerações que faço visam apenas  colocar as coisas nos seus devidos lugares e evitar que muitos continuem enganados.
               E O CADASTRO?

Tive o cuidado de examinar até a denominação da mostra. Exposição-Cadastro. E o velho Aurélio Buarque de Holanda Ferreira em sua obra Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 1ª edição, na página 247 nos ensina: Cadastrar. Fazer o cadastro, e a seguir: Cadastro: 1 registro público dos bens imóveis de determinado território .2. Registro que bancos ou casas comerciais mantêm de seus clientes, sua probidade mercantil e situação patrimonial. 3. Registro policial de criminosos ou contraventores. 4. Conjunto de operações pelas quais se estabelece este registro. 5. Censo, recenseamento.
Portanto, o que constatamos é que a palavra cadastro destoa do trabalho artístico. O trabalho de um artista é muito mais de que um móvel ou coisa semelhante. A criatividade é de difícil mensuração e a obra de um artista não se completa numa exposição como esta. O que deveria ter feito a Fundação Cultural do Estado era destacar a obra dos valores artísticos baianos e em seguida promover uma grande exposição. Espero que este cadastro que pretendem fazer, seja um castigo para aqueles que colocaram obras de má qualidade, que são os verdadeiros contraventores deste mercado de arte incipiente. Vieram piorar a situação e por isto merecem o castigo do cadastro, do censo ou recenseamento. Os bons artistas devem estar longe do cutelo deste cadastro.


SALÃO DE SÃO CRISTÓVÃO - 20 DE OUTUBRO DE 1979


JORNAL A TARDE SALVADOR, 20 DE OUTUBRO DE 1979

              VIII FESTIVAL DE ARTE DE SÃO CRISTÓVÃO

Os artistas baianos vão participar do VIII Festival de Arte de São Cristóvão expondo seus trabalhos no Salão de Artes Plásticas do festival. Este salão visa uma movimentação em caráter nacional, criando possibilidades de uma amostragem global que reúna os novos e os antigos valores das artes plásticas do país.Realizar-se-á de 20 a 27 de outubro próximo e será instalado na histórica cidade sergipana de São Cristóvão. Veja parte do seu Regulamento:
- O Salão estará aberto à exposição de pintura, escultura, gravura, desenho, tapeçaria, objetos e propostas experimentais.
-  O Salão admitirá duas categorias de expositores e concorrente e participantes:
- Cada expositor concorrente deverá apresentar o mínimo de três (3) e um máximo de cinco (5) obras do mesmo gênero, com as quais se habilitará a concorrer aos prêmios oferecidos pelo salão;
- Cada expositor participante deverá apresentar obras cujo total, individualmente, não exceda a três (3);
- As inscrições foram encerradas a 10 de outubro de 1979, com a entrega, no Centro de Cultura e Arte-Cultrat/UFS- das fichas devidamente, preenchidas e das obras artísticas a serem expostas no salão.
- As obras inscritas serão agora submetidas a uma seleção prévia podendo, por opção dos autores, aquelas não aceitas, transferir-se para a Exposição dos Novos Artistas, também integrante da programação oficial do VIII FASC.
- As obras referentes à Secretaria de Propostas Experimentais serão executadas no recinto do salão sob a inteira responsabilidade do autor, o qual deverá presente aos processos de montagem e desmontagem, sem que com isso acarrete prejuízos e danos materiais ao local cedido para essa manifestação artística.
-Coordenação do salão estará a cargo de uma comissão especialmente delegada pelo Cultart-UFS.
Serão distribuídos pelo salão, os seguintes prêmios:
I Prêmio Horácio Hora, do Conselho Estadual de Cultura de Sergipe, através da Secretaria do Estado de Educação e Cultura, no valor de CR$15.000,00, ao primeiro classificado.
II Prêmio Universidade Federal de Sergipe, de aquisição da obra, no valor de CR$11.000,00, ao classificado em segundo lugar.
Parágrafo Único- Outros prêmios poderão ser criados, inclusive de aquisição.
- Os trabalhos de julgamento e premiação serão realizados por uma comissão especialmente designada pela Presidência do Conselho Estadual de Cultura de Sergipe, a partir de indicação pelo Cultart/UFS.
- A referida comissão relatará o procedimento relacionado com o julgamento e premiação, encaminhando o relatório através da Comissão Coordenadora do salão, para homologação e proclamação oficial do resultado.
- Após o encerramento do Salão, as obras nele expostas retornarão á sede  do Cultart/UFS, onde ficarão a disposição dos seus proprietários ou procuradores, sob a guarda da Comissão Coordenadora, no período compreendido entre 29 de outubro a 5 de novembro.
- No caso de artistas residentes em outros estados e, a critério destes, a Coordenação do Salão de Artes Plásticas do VIII FASC poderá se encarregar de promover a devolução das obras aos seus proprietários, por via aérea, com frete a cobrar.
- Decorrido o prazo estabelecido no Art. 10, e não havendo autorização de que trata o Art. 11, a comissão coordenadora do salão não se responsabilizará pelos danos e perdas das obras, reservando-se o direito de dar às mesmas o destino conveniente.
- Não será permitido ao expositor, recorre da decisão da Comissão Julgadora.
- Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Coordenadora.

              TERMINA MOSTRA DE SAUL STEINBERG

Uma exposição de 27 trabalhos do artista norte-americano Saul Steinberg que fez parte do IV Salão Internacional de Humor, realizado em São Paulo, esteve aberta no Solar do Unhão até ontem, no Museu de Arte Moderna, numa promoção conjunta da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos e Fundação Cultural do Estado da Bahia.
Steinberg é um dos mais populares artistas vivos dos Estados Unidos, e suas obras são imediatamente identificáveis pelo público como as de Andrew Wyeth ou Norman Rockwel.
Steinberg nasceu em Bugareste, Romênia, em 1914, filho de um tipógrafo impressor de cartazes e posters.
Seus primeiros brinquedos foram os tipos de metal e madeira- os sinais gráficos que motivaram a sua notável criatividade artística.
Ao s 18 anos, após terminar o colégio, Steinberg mudou-se para a Itália, onde fez, em Milão, um treinamento como engenheiro e arquiteto. Seu coração, entretanto, estava no desenho e aos 21 anos ele já era um artista profissional ganhando a vida vendendo desenhos humorísticos a revistas e jornais. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial Steinberg transferiu-se para os Estados Unidos onde chegou em 1941, naturalizando-se cidadão americano.
Seu primeiro emprego no país foi como desenhista da revista The New Yorker, para a qual continua trabalhando até hoje.
A sua criatividade como artista, todavia, não se limitou a revista. As capas que criou para The New Yorker, bem como as charges e ilustrações, constituem apenas uma parte de sua copiosa produção artística, rica em humor e ambiguidade. Autor de meia dúzia de livros, ele se tornou conhecido internacionalmente através de mostras coletivas e individuais em inúmeras cidades, entre as quais Barcelona, Caracas, Estocolmo, Chicago, Londres, Milão, Paris e Hamburgo.

Suas figuras incorporam um paradoxo, sendo ao mesmo tempo acessíveis e impenetráveis. Pode ser fácil para o público adentrá-las, mas é Steimberg quem decide quando o público pode penetrá-las. Em seu trabalho ele pouco vê para amar na natureza, mas, por outro lado, muito observa para satirizar.
Hoje, aos 65 anos, Steinberg sente que está no limiar de novas aventuras estéticas, diferentes daquelas que ele viveu até agora com caneta, lápis, crayon e outros materiais menos convencionais como madeira, cera, cola, envelope etc.
Hoje em dia eu desenho a vida diz ele como os velhos mestres, a medida em que fico mais velho, torno-me cada vez mais interessado no que está lá fora e não com o que está em minha cabeça.
Após serem mostrados aqui os trabalhos de Steinberg serão vistos pelo público de Belo Horizonte e Porto Alegre.



        INSCRIÇÕES PARA O II SALÃO NACIONAL 
       DE ARTES PLÁSTICAS

Estão abertas as inscrições para o II Salão Nacional de Artes Plásticas, franqueado aos artistas que desenvolvam qualquer forma de expressão artística, desde as tradicionais pintura, escultura, desenho e gravura até as mais livres manifestações como fotolinguagem e performance corporal. O salão, uma iniciativa do Instituto Nacional de Artes Plásticas da Funarte, será realizado de 15 de dezembro a 15 de janeiro, marcando a reabertura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
As fichas de inscrição já foram distribuídas por todo o país, através das delegacias regionais do MEC que se encarregarão de distribuí-las às Instituições de Arte das Universidades Federais, Departamentos de Assuntos Culturais e Secretarias de Educação e Cultura dos Estados. No Rio de Janeiro, as fichas, juntamente como regulamento, estarão á disposição dos candidatos no MAM, Av. Beira Mar, no Aterro. Em São Paulo e em Brasília, nas sedes das representações da Funarte, respectivamente, na Rua Apa, 83, campos Elíseos, e no Setor de Difusão Cultural, atrás da Torre de Televisão.Os artistas de posse da ficha de inscrição preenchida, deverão remetê-las para o Rio de Janeiro, até o dia 30 de outubro-data limite de entrega no endereço-II Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna (MAM), AV. Beira Mar s/n.º, Castelo, Rio de Janeiro, CEP 20021, e em Salvador, na Delegacia do MEC, no Largo Dois de Julho.Poderão concorrer quaisquer artistas, brasileiros ou estrangeiros domiciliados há pelo menos cinco anos no país, e que no período de dez anos até a data de inscrição tenha realizado pelo menos uma exposição individual ou participado de, no mínimo, duas exposições coletivas.
Cada artista deverá inscrever três trabalhos por categoria, não podendo as obras ocupar espaços superior a 12 metros quadrados, enquanto o conjunto das projeções de obras de fotolinguagem, incluindo vídeo-tapes, super-8, audiovisual, ou exibições de expressão corporal, não podem ultrapassar 12 minutos.Aos vencedores, serão concedidos quatro grandes prêmios de viagem ao exterior, cada um no valor de CR$180 mil; quatro de viagem pelo país, cada um no valor de CR$70 mil e ainda o prêmio especial Gustavo Capanema, no valor de CR$50mil, ao artista que apresentar o melhor conjunto de obras. Os prêmios de aquisição, até o máximo de cinco, serão pagos de acordo com os valores declarados pelos expositores nas respectivas fichas de inscrição, desde que o total não seja superior a CR$70mil. A Comissão de Seleção e premiação será constituída de  três membros eleitos pelos artistas inscritos no salão, além do presidente da Funarte que a presidirá com direito a voto de qualidade.

A GRANDIOSIDADE DE CARL BRUSSELL - 24 DE NOVEMBRO DE 1979


JORNAL A TARDE, SALVADOR, 24 DE NOVEMBRO DE 1979.

                  A GRANDIOSIDADE DE CARL BRUSSELL

" Sua pintura  que envolve uma condenação expressionista onde a linha tem por vezes qualidade gestuais enriquecidas  por vigorosas cores terrosas e belos cinzas intimistas, pintura de ritmo, lua e cor, cor velada, saída do sentimento e revertida ao espírito através da essência e o instinto, da poesia e do amor das coisas, mais que de sua realidade material, do cálculo e dos valores estritamente pictóricos, supera o impressionismo pela profundidade do conteúdo e por seu amor á ordem e a harmonia conjugados com liberdade, acima da marginalidade acadêmica."
Estas palavras inserias no catálogo da exposição de Carl Brussell que está aberta na Galeria O Cavalete, são do amigo Wilson Rocha. Transcrevo porque realmente traduzem a grandiosidade da obra de Carl Brussell, que começou a pintar já maduro e hoje é um dos mais importantes artistas da Bahia. Digo isto porque venho acompanhando a evolução de sua obra e o paradeiro a que estão submetidos muitos dos medalhões que outrora enchiam os olhos de críticos e colecionadores e hoje apresentam uma arte repetida e cansativa. Verdadeiros copiadores, papéis carbonos que esqueceram que a vida é um processo presente e constante de renovação. Já o Brussell está sempre procurando novas formas de apresentar sua visão pictórica através de concepções formais, fortes e vibrantes. Basta lembrar a temática onde o homem e a natureza povoam suas telas belas e de boa qualidade plástica.
A tela Senhora Menininha
Filho de suecos, Brussell nasceu em Salvador em 1915. Foi com Mendonça Filho que começou efetivamente a interessar-se pela arte, do qual sofre influência marcante. E, é através do desenho bem concedido que Brussell capta o universo que o rodeia. São 35 anos de pintura onde você terá oportunidade de examinar os objetos em épocas diferentes e a sua evolução pictórica. Das influências acadêmicas ás concepções cubistas, agora nos oferece esta visão pura e colorida de um mundo que somente ele podia nos oferecer.

           1.º ENCONTRO DE ARTISTAS PLÁSTICAS

A Produção Artística e o Artista Plástico nos Anos 40/50 e Arte e Arquitetura são os itens extra temário que serão discutidos durante o 1º Encontro Nacional de Artistas Plásticos Profissionais, que será realizado de 26 a 29 e novembro no Auditório da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ). A promoção tem apoio da Funarte, Departamento de Cultura do Rio de Janeiro, Riotur e Fundação Rio.
Além do arquiteto Oscar Niemeyer que debaterá Arte e Arquitetura, no dia 28, às 21 horas, o Encontro terá como convidados especiais Abrahan Palatink, Abelardo Zaluar, Arcângelo Ianelli, Augusto Rodrigues, Aldemir Martins, Amílcar de Castro, Aluízio Carvão, Barsotti, Bruno Giorgi, Carlos Scliar, Carybé, Eduard Sued, Edith Behring, Frank Schaffer. E mais: Franz Waisman, Fayga Ostrower, Iberê Camargo, Joaquim Tenreiro, Lígia Clark, Loio Pérsio, Lívio Abramo, Manabu Mabe, Marcelo Grasmann, Milton da Costa, M´[ario Cravo, Newton Cavalcanti, Roberto Burle Marx, Rubem Valentim, Renina Katz, Sérgio Camargo, Tomie Ohtake e Takashi Fukushima.
Foram também convidados para participar do encontro, as seguintes entidades: Sociedade Brasileira de Belas-Artes, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sobreart, Escola de Artes Visuais e Atelier de Gravura do Palácio do Ingá.
Entre os demais temas que serão debatidos pelos participantes do Encontro estão A produção Artística em Relação ao Mercado de Arte e Às Instituições Culturais, O Ensino e a Crítica de Arte e ainda será discutida a redação dos estatutos da entidade como classe nacional.
Qualquer correspondência deve ser enviada para Márcia Azevedo, secretaria geral do Encontro, Caixa Postal 34048-RJ- ou Rua Alzíria Brandão, 21-Tijuca RJ-Telefone: 228-7325 e 248+9426.

             A LEITURA DE CÉSAR ROMERO

Vinte e cinco pinturas compõem a exposição que César Romero está fazendo na Katya Galeria de Arte. Vejo na exposição a presença de sua simbologia, um resultado de seu trabalho junto ao homem em constantes crises. Sua ligação com o homem reflete em seu trabalho pictórico que está preocupado em buscar atmosferas, o espaço energético em ter duas pessoas, duas solidões, o espaço entre dois desejos. Procurando refletir um desolamento intenso, uma espécie de espelho da nossa realidade atual.
A simbologia usada por Romero, vem muito do psiquiatra que ele é, existem ritmos de ótica perfeitamente perceptíveis quando você examina com mais cuidado um trabalho qualquer de sua autoria.
César está preocupado também com a leitura de seu trabalho onde transmite ideias. Não aceita aquele pintor que simplesmente tem técnica e faz a coisa bonitinha. Ele quer saber o que está por trás do que pinta. Quer que o comprador ou espectador de sua obra, sinta e leia aquilo que deseja revelar.
Saiu ou deixou de lado o que vinha fazendo anteriormente. O selo, que funciona como moldura, e tinha ao centro figuras de santo, mudou. Em alguns ainda permanece a moldura só que o santos desapareceram e surgiram os símbolos em formas simplificadas. Por isto sua obra ganha um aspecto lúdico e exige uma leitura onde você encontra algumas respostas e questionamentos propostos pelo artista. El alguns quadros existe uma supersíntese de símbolos e algumas multiplicações. Até o casario que está presente em algumas telas nos leva a uma visão construtiva. César admite que no princípio de seu trabalho, era panfletário, mas que agora está mais maduro e procura jogar suas ideias com certo equilíbrio, com certos critérios sem prejudicar a qualidade de sua obra. Está procurando captar a essência das coisas e com isto trabalha com mais cuidado ao ponto de nos apresentar telas feitas com boa qualidade no traço e nas cores fortes e bem dosadas.
Outro detalhe é que ele corta a tela e cola no Eucatex. Portanto, são telas a óleo. Isto demonstra o seu cuidado em buscar um suporte adequado para lançar suas ideias e permite um tratamento melhor do ponto de vista pictórico.

        COLETIVA SOBRE LAZER SELECIONA FOTÓGRAFOS

Oitenta e seis fotografias sobre o tema Lazer foram selecionadas para a 2ª coletiva d âmbito nacional da Galeria de Fotografia da Funarte (Rua Araújo Porto Alegre, 80-Centro, Rio). A exposição que terá a participação de 52 fotógrafos, foi inaugurada recentemente.
Um total de 154 fotógrafos enviaram 561 fotos, selecionadas por uma comissão de cinco profissionais da área, composta por Zeka Araújo (coordenador do projeto), João Urban (Paraná), Miguel Rio Branco (Bahia), Ricardo Chaves (Rio Grande do Sul) e Bina Fonyat (Rio).
São os seguintes os fotógrafos que estarão expondo na Funarte em novembro: Alexandre Maurício Sadcovitz, Ameris M. Paolini, Aníbal Philot, Araquém Alcântara, Armando Prado, Ary Abranches, Beto Felício; Carlos Alves Scchin, Carlo Werde, Constance Brenner, Cristina Zappa, Frederico Mendes, Georges Razh, Gil Prates, Gilson Ribeiro, Heitor Magaldi Filho, Isabel Garcia, Ito Cornelsen, João Lauro, J.B. Scalco, Jober Brochado da Costa; Jorge Alberto Thomé, José Ary F. de Medeiros, José Carlos Filizola, José Guilherme Couto de Oliveira, José Roberto Bassul, Júlio Covello, Leonid Streliev, Luiz Carlos Felizardo, Luiz Humberto Martins Pereira, Marcelo Lartigue, Mário Barata Mário Cravo Neto, Maurício Valladares, Mazda Peres, Milton Montenegro, Nilson Menezes; Octales Gonzáles, Osmar Vilar, Panta Astiazaran, Paulo Rubens Fonseca, Paulo Santos Filho, Pedro Agilson, Renato Aguiar, Rômulo Campos, Sérgio Juste, Sérgio Rabinovitz, Sérgio Sbragia, Verônica Falcão, Vincent Carelli, Walter Carvalho e Walter Ghelman.

             MAM TEM NOVO CONSELHO DELIBERATIVO

Em reunião extraordinária, os sócios delegados do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro elegeram, por maioria absoluta, o novo Conselho Deliberativo da Entidade, que passa a contar com os seguintes nomes: Aloysio de Paula Aloysio Salles, Anita Souza Costa de Toledo, Antônio Augusto Moniz Vianna, Antônio Galotti, Antônio da Pádua Chagas Freitas, Carmen Marques, Edmundo Moniz, Gilberto Chateaubriand, Gustavo Capanema, Hélio Jaguaribe Gomes de Mattos, Hugo Gouthier , Hugo Meira Lima, João Carlos Vital, José Calograssi Filho, José Eugênio de Macedo Soares, Lauro Salazar Regueira, Luiza Gonzaga Nascimento Silva, Madeleine Archer , Márcio Melo Franco Alves, Maria Luiz de Carvalho Britto, Maurício Roberto, Nelson Augusto de Farias Baptista, Niomar Moniz Sodré Bittencourt, Paulo Carneiro, Regina Maura Bilac Pinto Zingoni, Sérgio Bernardes, Walther Moreira Salles, Wladmir Alves de Souza, Wladimir Murtinho.O mandado do novo Conselho Deliberativo do MAM é de três anos.
VOTAÇÃO
A reunião foi aberta pelo presidente do MAM , Ivo Pitanguy  que convidou para presidi-la o Sr. Luiz Simões Lopes, que a seguir, chamou para a Mesa Curadora os sócios delegados senador Ernani do Amaral Peixoto, Embaixador Vasco Leitão da Cunha, dr. Theodoro Arthou , dr. Edmundo Lins Netto e o historiador Pedro Calmon.
A votação, compareceram 90% dos sócios delegados do MAM, entre os quais o governador Antônio de Pádua Chagas Freitas, Hélio Silva, Francisco Negrão de Lima, Edmundo Lins Netto, Edmundo Blund , Vaso Leitão da Cunha, Pedro Calmon, Antônio Bento, Mário Pedrosa, e Austregésilo de Athayde.



CARL BRUSELL - 17 DE NOVEMBRO DE 1979


JORNAL A TARDE, SALVADOR, 17  DE NOVEMBRO DE 1979

        CARL BRUSELL EXPÕE 35 ANOS DE PINTURA
A Galeria O Cavalete e a Empreendimentos Odebrecht promovem a exposição 35 anos de pintura de Carl Brussell cujo vernissage será á 21 horas do dia 22 de novembro de 1979. Esta exposição proporcionará aos conhecedores da obra de Brusell uma avaliação global de sua trajetória artística nestes 35 anos. Trabalhos de influência marcadamente acadêmica, ao lado de obras recentes, oferecem contrastes para a avaliação da evolução que Brusell deu a sua obra.


                GRUPO MOBIL NA BELAS ARTES

Trata-se de um grupo formado por jovens professores de dança da UFBª- Vera Cerqueira Juçara Pinheiro, Lívia Serafim, Luíza Borja, Nelma Seixas e Sílvia Gama Lobo sob a coordenação das professoras Simone Gusmão e Maria Sofia Villas Boas. O referido grupo apresentou-se com extraordinário êxito na Escola de Belas Artes, sendo calorosamente aplaudido.
O convênio firmado entre EMAC/MEC/Funarte, proporcionou este espetáculo.

FUNARTE E CRÍTICOS DE ARTE DARÃO PRÊMIO GONZAGA DUQUE

Até hoje estão abertas as inscrições para o Prêmio Gonzaga Duque-1979, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e promovido pela Funarte. Ele visa distinguir o trabalho, a divulgação ou a ação de um profissional-crítico, ensaísta ou historiador de arte realizados este ano.
Os candidatos ao Gonzaga Duque (no valor de CR$60 mil) serão indicados pela ABCA ou inscritos por iniciativa própria, devendo enviar seu trabalho, publicado ou inédito, em cinco vias, à Secretaria da Associação, no Museu de Arte Moderna- Caixa Postal 44, Rio de Janeiro, CEP 20021.
Uma comissão julgadora composta de 5 críticos de arte (3 indicados pela ABCA e 2 pela Funarte) fará o trabalho de seleção e premiação, e a sua decisão será irrecorrível. A diretoria da Associação não concorre a prêmio, que não poderá ser dividido. O vencedor receberá o Gonzaga Duque e o diploma correspondente, um mês após o resultado.
Esta será a segunda vez que se entrega o prêmio estimulado pela Association Internationale des Critiques D’art ( a ABCA é sua seção brasileira). No ano passado o seu valor era CR$50 mil e foi ganho pelo crítico Clarival do Prado Valladares, pelos seus trabalhos de coordenação e análise crítica.
ASSOCIAÇÃO PREMIA ARTISTA PLÁSTICO
Também como o patrocínio da Funarte, a Associação iniciou o processo de escolha para o Prêmio ABCA deste ano, destinado a um artista plástico, consagrado ou iniciante, desde que significativo para o processo cultural do país. As indicações dos associados, no máximo 3 artistas, terão que ser remetidas por carta à ABCA, até 30 de novembro.
O Prêmio ABCA, uma escultura criada especialmente para o evento por um artista brasileiro, também acompanhada de diploma, igualmente será entregue um mês após o resultado. Na escolha, a cargo da diretoria da ABCA, será levada em conta a significação e a contribuição da obra do artista ao calendário cultural do país. Em caso de empate o voto de minerva caberá ao presidente da Associação, Carlos Flexa Ribeiro. Acangelo Ianelli foi o vencedor no ano passado, em função da sua exposição retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo, considerada a mais importante do ano e, seu prêmio, uma escultura de Maurício Salgueiro.

            LEILÃO DAS OBRAS DE PAULETTE GODDARD

Retrato de  Paulette Goddard 1940-41,
pintado por Diego Rivera

Nova Iorque- Uma coleção de trinta quadros impressionistas franceses, pertencentes a ex-atriz Paulette Goddard, foi vendido em leilão, por 3,1 milhões de dólares (95 milhões, 565 mil cruzeiros).
A estrela de 67 anos, residente na Suíça, assistiu a venda na Sotheby Parke Bernet Galleries, sentada modestamente no balcão da principal sala de vendas. O resultado final surpreendeu a Sotheby, que havia avaliado a coleção em 2,9 milhões de dólares (90 milhões, 335 mil cruzeiros).
Paulette declarou-se encantada e excitada com o leilão, e explicou: Possuir todas estas obras-primas tornou-se uma tremenda responsabilidade, porque eu viajo demais. Prosseguiu: Penso que o público deve ter acesso a pintura de tamanha importância e também me cansei de precisar acondicioná-las em engradados. Já faz algum tempo que eu estava planejando vendê-las.
O certo é que a simpática ex-atriz escolheu também o melhor momento para se desfazer de sua preciosa carga, quando o mercado de quadros impressionistas mantém cotações elevadas e constantes.
Uma paisagem de Cézanne, retratando casas de tetos vermelhos na província mediterrânea de Provence, pintada em 1882, foi arrematada por um colecionador anônimo de Paris por 560 mil dólares (17 milhões, 444 mil cruzeiros). O mesmo colecionador comprou uma vista de Veneza, de Monet, por 250 mil dólares (7 milhões, 787 mil, e 500 cruzeiros) e um retrato de Renoir por 180 mil dólares (5 milhões, 607 mil cruzeiros)

            AVANT-PREMIÉRE DE PINTORES DE DOMINGO

Está confirmada a participação da primeira dama do país, dona Dulce Figueiredo, como patronesse de honra de Campanha Pintores de Domingo, que terá sua avant-premiére em Brasília, no próximo dia 22, em coquetel a ser oferecido pela Editora Abril.
O presidente João Figueiredo também deverá estar presente, não só como convidado especial, mas como um dos pintores expositores, juntamente com alguns ministros de Estado e demais personalidades do mundo social, político e empresarial.
A Campanha Pintores de Domingo reunirá quadros de 250 pessoas de renome, que serão leiloados em benefício de cinco entidades que se dedicam á assistência social de 1.500 crianças.
A mostra dos Pintores de Domingo, permanecerá em Brasília até o dia 25, quando seguirá para São Paulo, onde será aberta oficialmente pelo governador Paulo Salim Maluf, também um dos pintores, no dia 9 de dezembro, ás 11 horas, na A Galeria, á Rua Haddock Lobo. 1.111.A partir das 16 horas, a exposição será aberta para a visitação pública, devendo se estender até o dia 23 de dezembro.
A venda dos quadros será feita em São Paulo, através do sistema de leilão de mesa, com lances anotados.
Segundo as representantes das entidades beneficentes, promotoras do evento, juntamente com a Editora Abril, as obras terão um preço mínimo a ser determinado.

O TRABALHO DAS VILLAS BOAS VISTO POR UMA OBJETIVA

Uma exposição de repórter fotográfico Luigi Mamprin, sobre o trabalho dos irmãos Villas Boas cuja luta pelo índio brasileiro é por todos conhecida, está sendo promovida pela Du Pont do Brasil com o objetivo de despertar um maior interesse pela cultura e arte nacional.
A arte da fotografia jornalística de Mamprin, que acompanhou os Villas Boas pelo interior do Brasil, durante muitos anos, revela todo o esforço pela preservação do elemento humano natural da nossa terra e retrata de forma dignificante a beleza, a vida e a cultura de tribos como a dos Kren-a-Korore, Kamaiurá, Kalapalos, Jurunas e dos Cajabis.
Veterano profissional da imprensa, tendo trabalhado em diversos jornais e revistas do país, Luigi Mamprin conseguiu imprimir uma nova dimensão á reportagem fotográfica, aproximando-a de uma manifestação artística e cultural, exatamente dentro do espírito do programa traçado pela Du Pont de incentivar o amor por valores e tradições brasileiras.
O trabalho de Mamprin ficou exposto no hall de entrada do edifício-sede da empresa em São Paulo, á Rua da Consolação, 57, e agora está sendo levado para as suas fábricas de Paulínia, Cumbica, Diadema, Freguesia do Ó (São Paulo) e em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, proporcionando aos seus funcionários e ao público em geral uma mostra de arte de grande significado cultural.

BUSTAMONTE SÁ NA TERESA GALERIA - 10 DE NOVEMBRO DE 1979


JORNAL A TARDE, SALVADOR, 10 DE NOVEMBRO DE 1979

BUSTAMONTE SÁ NA TERESA GALERIA


Comemorando seu segundo aniversário, a Teresa Galeria de Arte apresenta a exposição dos trabalhos de Bustamonte Sá que é um artista da velha guarda, pois participou nas últimas décadas do movimento artístico que buscava um reconhecimento social do seu trabalho.
Ao lado de Pancetti e da Costa, seus companheiros de luta, acompanhou os modismos que de quando em vez sacodem os setores culturais. Mas permaneceu firme a seu traço, sua temática, e seu jeito pessoal de retratar as paisagens bucólicas com lindos céus azuis.
A perseverança de Bustamonte Sá, que acreditava no seu trabalho, reflete hoje a qualidade de sua obra pictórica. Reflete também a importância para o artista em saber o que deseja realizar e a certeza de que está caminhando certo. Os modismos passaram e outros virão e o Bustamonte estará firme como nos revela o seu nome, que a princípio nos faz lembrar um personagem de alguma estória fantástica.
 Quem faz sua apresentação é Walmir Ayala que em certo trecho afirma pintor de paisagens habitadas e que consegue concentrar numa figurinha minúscula e apenas esboçada, toda a força de uma presença humana pisando e dominando a terra. A paisagem soberana, os caminhos, as casas, os bosques. As figuras situadas com propriedade, aquecendo com seu hálito humilde e espontâneo, a paisagem elaborada. E esta elaboração disfarçada em pincelada rápida, em lançamento hábil de movimento carregado de experiência e metier. A disciplina muitas vezes contaminada pelo prazer, pelo entusiasmo de resolver um projeto pictórico marcado de intuição. Bustamonte ainda hoje é um risinho combatente, escondendo por trás de seu ar largado, uma fatia dramática da vida artística em tempos heroicos.

       A FORÇA DA LUA CAPTADA POR PAULO NEVES



O fotógrafo Paulo Neves captou estas imagens na Avenida Paralela, próximo  à sede de nosso jornal. O Sol ainda estava brilhando, devagar e fracamente. De repente a Lua surgiu forte clareando mais que ele. O rei deu lugar á rainha que vinha com sua luz dourada tão cantada em versos de poetas e admirada pelos enamorados. As imagens de Paulo Neves são realmente dignas de registro pela beleza plástica, pela feliz ideia de captá-las através de sua objetiva. Vale apenas registrá-las também,, porque poucas pessoas possam admirá-lo, embora não tão autêntico como viu o Paulo. Na primeira foto a Lua surgia e os carros que aparecem transformados em manchas, seguiam o caminho ditado por seus condutores. Na segunda, os carros são mais visíveis e a Lua começa a dominar os espaços tangendo a escuridão para bem longe.


                                                   AMEAÇAS NÃO ESMORECEM

Uma tela de Fantasiado de Gruber
Depois das constantes ameaças que estão sendo dirigidas em várias cidades brasileiras a personalidades do mundo cultural, consideradas esquerdistas, inclusive ao artista plástico Mário Gruber Correia, a Pinacoteca do Estado de São Paulo está expondo como destaque do mês uma tela a óleo intitulada Fantasiado II, de sua autoria.
Seu trabalho mostra um desenho elaborado dentro de composição bem estruturada, a técnica perfeita a serviço de uma pintura que objetiva a fatura sem rastros da mão, uma pintura que seja talvez tão bela quanto á melhor técnica de reprodução de uma imagem. E, neste aspecto, a finura dos tons, dos ocres aos castanhos, aos ouros e verdes escurecidos, se fundem com perfeição absoluta, minimizando o excêntrico da figura central focalizada em Fantasiado II.

Mas, muito mais que uma temática carnavalesca popular, o tratamento da obra nos remete antes da obra nos remete antes ao clima super realista da pintura flamenga ainda na fronteira dos mistérios medievais. Pequenas bandeiras, no segundo plano, confirmam essa relação com ambientes feudais distantes, no grotesco enriquecido, amorosamente tratado.
Mário Gruber começou a pintar e gravar por volta de 1944, participando em São Paulo em 1947 da exposição Grupo dos 19, ao lado de Grassmann, Sacilotto, Otávio Araújo, entre outros. Em 1949, Omo bolsista do governo francês, viajou para Paris onde trabalhou em gravura em metal com Edouard Goerg. Participou da Fundação do Clube da Gravura em Santos e da União dos Artistas Plásticos de São Paulo.
Objeto de documentário sobre sua obra do cineasta Rubem Biáfora, Mário Gruber possui obras também em Wisconsin State Museu College Union, nos Estados Unidos, no Museu Puskin, em Leningrado na Rússia e no Mac em Olinda. Também você pode conhecer a obra de Gruber no acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia, onde existe uma tela.

            SALÃO PARANAENSE COMEÇARÁ HOJE

Será inaugurado oficialmente hoje no saguão de exposições do Teatro Guaira, em Curitiba, o 36.º Salão Paranaense, que apresentará 284 trabalhos de 78 artistas de todo o Brasil, concebidos com as mais variadas técnicas e tendências. A mostra distribuiu prêmios de CR$735 mil aos selecionados e teve inscritos mais de 650 trabalhos, de 250 artistas, julgados por uma comissão composta pelos críticos Eduardo Rocha Virmound, do Paraná, Jacob Klintwitz, de São Paulo, e Francisco Bittencourt, do Rio.
O Salão, este ano, não apresenta o mesmo nível de mostras anteriores, o que provocou muitas críticas de alguns artistas que não foram classificados. É natural que isto aconteça, explica o diretor do Departamento de Artes Plásticas da Secretaria da Cultura, Enio Marques Ferreira. Afinal diz ele, o júri foi o mais criterioso possível, e seria impossível agradar a todos, levando-se em conta a qualidade da maioria dos trabalhos inscritos.
O prêmio principal do salão ao exterior, coube ao paranaense Marcos Bento, com o trabalho Vila Velha Souvenir, formado por dois desenhos e um filme mudo em super-8, manifestando as preocupações do artista em relação a cada vez mais constante e severa destruição da paisagem pelo homem. O trabalho de Marcos Bento integra um intenso projeto que ele procura desenvolver desde 72, sempre seguindo a mesma temática ecológica.Já em 77, no mesmo Salão Paranaense, ele fizera uma espécie de homenagem ao conhecido professor Ruschi, do Espírito Santo, cuja defesa de um parque natural em seu estado aprovou adesões em todo o país. No ano passado, Marcos Bento conseguiu o primeiro prêmio no salão, com um trabalho sobre o Pico de Marumby, no Paraná, que virou apenas um ponto turístico para o homem, o conquistador de suas belezas naturais.



DEPOIS DO FOGO, PAINEL VIRA ASSUNTO POLÍTICO -03 DE NOVEMBRO DE 1979


JORNAL A TARDE ,SALVADOR, 03 DE NOVEMBRO DE 1979

DEPOIS DO FOGO, PAINEL VIRA ASSUNTO POLÍTICO

O painel  de Carlos Bastos que foi consumido pelo fogo e agora consome os deputados
Caso a Assembléia Legislativa resolva contratar um artista para reproduzir o painel destruído pelo fogo, Carlos Bastos, o autor, vai cobrar os direitos autorais que a lei lhe garante e o trabalho será mais caro do que os CR$6 milhões que está cobrando para repetir o painel, que mede 16 metros de comprimento por 10 metros de altura.
O artista, inclusive, não se mostra interessado em repetir uma façanha que lhe ocupou durante dois anos, não apenas porque irá lhe privar de outros afazeres, mas porque não dispõe de tanta saúde para trabalhar em andaimes na altura que o local exige. O que acha é que, não sendo aceito o orçamento proposto, o artista a ser contratado deve procurar fazer um trabalho que possa assinar e não fazer uma reprodução em que servirá apenas de pedreiro.

ALUSÃO
 Carlos Bastos cobra atualmente CR$80 mil por retrato que faz. O painel da Assembléia Legislativa, o maior da América do Sul, contém 134 retratos de pessoas ligadas ao cenário baiano, sem contar as figuras de fundo. Explica que mesmo cobrando CR$50 mil daria um total superior ao que está sendo cobrado. Segundo ele, ao fim de dois anos e levando em conta que o pagamento é parcelado, CR$6 milhões já significará muito pouco.
Confeccionado em 1973, o painel foi destruído no terceiro incêndio ocorrido na AL, em 22 de novembro do ano passado. O artista plástico faz alusão aos inúmeros incêndios que vêm ocorrendo em Salvador e não duvido que se venha recorrendo a este expediente para destruir alguma coisa. Inclusive o que aconteceu na AL visou apenas o mural. Quando aparece alguém fazendo oposição á sua reconstrução, como agora, é estranho pois parece que está se condenando.

INTENCIONAL
Nas obras de restauração da AL, apenas a parte elétrica custou CR$10 milhões, sem contar com a recolocação da parte decorativa como o blinde, tapetes, cadeiras e mármores, entre outras coisas. A importância da obra se deve ainda, segundo o autor, ao fato de ter o público condições de conhecer os trabalhos de baianos. E lembra que em todos os prédios do CAB existem obras de artistas baianos.

JACIARA
Carlos Bastos é recordista em painéis e murais destruídos
Considerando que a arte sempre está relegada a segundo plano, ele lamenta que qualquer comerciante possa jogar com altas cifras, direito que o artista se vê sem condições de exigir. Caso a AL resolva aprovar o orçamento que propôs, o artista fez constar do documento o pedido de liberdade de criação quando dentro do mesmo tema fossem retirados, ou acrescentados outros personagens. E garante que tudo faria para incluir Jaciara junto aos demais.
Como não há definição para o personagem que nasceu das pichações dos muros da cidade, ele afirma que provavelmente faria um desenho sem rosto, segurando um spray.
Os deputados baianos parecem desconhecer os mínimos princípios de respeito a uma obra de arte. O painel do Carlos Bastos, de gosto discutível, devido á inclusão de pessoas sem muito significado no cenário baiano, era uma atração. Para outros. Bonito e grandioso. Agora é hora de se tomar uma posição mais coerente. O que desapareceu não ressuscita, a não ser que os deputados acreditem em espíritos que voltam errantes para cobrar o que os vivos deixaram de realizar. O que é preciso faze ruma nova concorrência pública se é que houve para o painel que desapareceu para dar oportunidade a outros artistas jovens.

                ELINALDO TEM O HOMEM COMO TEMA

Hoje, a razão do meu trabalho é a preocupação para com o homem na sua maneira de ser, de se envolver e por se situar num campo pela sua individualidade. Esta é a maneira que Elinaldo define seu trabalho, um estudo voltado para  o  metafísico que pode   ser       em Salvador e no final do ano quando estará participando de suas exposições individuais: no Museu de Arte Moderna da Bahia e na Associação Atlética do Banco do Estado, está ainda em projeto.Nascido em Salvador, em 1960, Elinaldo começou a se preocupar pelas artes a partir de 1973 quando fazia estudos com ferro e cedro.
Logo em seguida, sua curiosidade volta-se para a pintura a óleo sobre tela, onde vem se desenvolvendo, dentro de uma visão metafísica. A proposta do seu trabalho, segundo explica é ser um profissional de arte e procurar um ideal através daquilo que faço.

CORES NATURAIS

Autodidata, Elinaldo que começou a pintar, profissionalmente, há três anos.Situa sua pintura num plano de consciência, resolvida por uma pesquisa dura e fria que revela a situação da atmosfera que encontramos, mediante permanência na solidão como criaturas esquecidas, divagando numa expressão de luta, de procura, de exigência, o querer para um firmamento.
Seu trabalho, uma forma para exigir a essência da coisa, é refletido através de temas com cores de tonalidades claras que são usadas de acordo com o comportamento da vida. São cores quase naturais, simplesmente para ditar uma sombra, assim revelando um sistema uma forma de recompor alguma coisa em seu exato lugar, explica Elinaldo. Segundo ele, a linha é um ponto de equilíbrio, de sensibilidade, de mistério, de circulação, voluntário, sob o ponto de despertar o sonho, para consciência.
Sua arte, voltada para a busca e se envolvendo no interior de uma visão séria mas procurando por outro lado, na percepção um grande encontro de uma conseqüência, um sistema, o qual indica uma fuga para nos seguir do encontro a nós mesmos, numa motivação rígida, exigível para o desconhecido.

AMIGOS DO LOUVRE DE PARIS FAZEM VISITA  A MUSEUS DE SALVADOR

A condessa Patrícia de Surmont, diretora artística do Museu do Louvre, chegará a Salvador, no próximo dia 6 de novembro, liderando uma comitiva da Societé des Amis Du Louvre (Sociedade dos Amigos dos Louvre), fundada em 1897 e responsável pela compra de obras importantes para aquele museu, entre elas a Pietá.
A sociedade dos Amigos do Louvre é uma organização cultural, existente em Paris, na França, mas seus membros fazem viagem pelo mundo para conhecer museus e arte antigos. Em Salvador, a comitiva cumprirá uma vasta programação, constando de visitas aos museus do Recôncavo, Arte Sacra, Costa Pinto e aos locais históricos da cidade.
Os amigos do Louvre tem reserva no Hotel Meridien e a comitiva está composta de Pierre Belleteste, Lucien Doquet Chassainy, Hubert Giboulet, Bernard Joyeus, Antoine Merles Jean Petier, Pierre Uhry, Sra. Gurgel Valente e, no comando do grupo, a condessa Patrícia de Surmont.

O LOUVRE
Louvre é o maior museu de arte da França e um dos mais ricos do mundo.Atualmente, divide-se em seis departamentos: o das Antiguidades Orientais, criado em 1881 e suas obras abrangem três milênios; de Antiguidades Egípcias, criado em 1826; de Antiguidades Gregas e Romanas, que se originou do Museu dos Antigos inaugurado em 9.11.1800; Departamento dos Quadros, do Séc. XIII, a Época Contemporânea: Departamento das Eesculturas, Idade Média, Renascimento e Tempos Modernos, e o Departamentos de objetos de arte, que conserva as jóias da coroa (Galeria de Apollon), assim como conjuntos de móveis e de obras de arte dos Sécs.XIII e XVIII.
A Escola do Louvre difunde ensino geral de história da Arte e contribui para formar o pessoal técnico dos museus. O Louvre compreende, também, uma biblioteca de arte e arqueologia, um laboratório consagrado ao estudo científico das obras, ateliers de restauração e de montagem.