JORNAL A TARDE , SALVADOR ,TERÇA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2002
CERÂMICA REFINADA DE DULCE CARDOSO
A porcelana chinesa nas cores
azul e branco, difundida em todo o mundo pelos portugueses através da Companhia
das Índias a partir do século XVI, foi a fonte de inspiração escolhida pela
ceramista Dulce Cardoso para sua nova produção. Ela vai apresentar várias obras
em terracota, a partir desta quinta-feira, no Museu Eugênio Teixeira Leal, na
rua J. Castro Rabello,número 1, no Pelourinho, com abertura prevista para as 19
horas, ficando até o dia 10 de fevereiro, com visitas diárias de terça a sexta,
das 9 às 17 horas, e aos sábados e domingos, das 14 às 17 horas.
A porcelana chinesa em azul e
branco foi intensamente produzida na China a partir dos séculos XIV e XV, e
durante este período chegou à Europa. Porém, a chegada dos portugueses em 1558 a Macau, ali se
estabelecendo, foi um passo definitivo para que a porcelana chinesa do azul e
branco chegasse a vários pontos do mundo. Com as grandes navegações, outros
povos também chegaram ao Oriente e ali também comercializaram peças refinadas
presentes nas mesas e no dia-a-dia das cortes européias, que mandavam gravar
seus brasões. As peças eram usadas nos serviços de mesa, todos feitos com esta
fina louça.
Reprodução da foto da peça em cerâmica de Dulce Cardoso.
WASHINGTON NA ALEMANHA
O artista baiano Washington Sales
está radiante com a notícia que acaba de receber de que sua obra O Menino,
feita de compensado naval e madeira de lei, foi vendida para uma clínica de
psicologia infantil de Studgardt, na Alemanha. A peça representa um menino
vendendo pirulito e empurrando um carrinho. É uma peça toda articulada e foi
colocada junto a uma do escultor inglês Henry Moore. O artista também está
cobrando do prefeito de Salvador, Antonio Imbassay, o início das obras do museu
que abrigará inicialmente as 72 obras do projeto Art Art Salvador 450 Anos, de
autoria de vários artistas. Fica aí a observação de Washington, que é
compartilhada por vários colegas.
Reprodução da foto de Washington Sales, ao lado da obra premiada , O Menino.
CÉSAR ROMERO PREMIADO
Estava de férias e por isto a
coluna deixou de ser publicada durante o mês de dezembro. Portanto, só agora
registro que César Romero recebeu o prêmio Mário Pedrosa 2001, como Melhor
Artista Plástico do Ano, dado pela Associação Brasileira dos Críticos de Arte,
filiada á Association Internationale Des Critiques D`Arte – Ong reconhecida
pela Unesco. A Abca tem 52 anos de fundada e é a primeira vez que um artista
nordestino ganha essa honraria. O Prêmio Mário Pedrosa é concedido por críticos
de arte de todo o País. Em 2000 o premiado foi Siron Franco. Também já
receberam o Mário Pedrosa artistas de porte de Arcângelo Ianelli, Fayga
Ostrower e Renina Katz. A exposição Comutações iniciou-se no Museu de Arte
Moderna da Bahia e está em cartaz no Rio de Janeiro no Espaço Cultural dos
Correios, que pelo prêmio foi prorrogada por mais um mês. O Espaço Cultural dos
Correios também foi premiado pela Abca com Menção Honrosa pela Programação .
Jacob Klintowitz ganhou o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de
Críticos de Arte, destinado ao crítico de atuação mais significativa no Brasil
no ano de 2001.
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