sexta-feira, 4 de outubro de 2013

FERJÓ PARTICIPA DE EXPOSIÇÃO EM NOVA IORQUE


                                                                                             Foto Reynivaldo Brito
Ferjó na visita que fez no nosso escritório
Aos 65 anos de idade o baiano Fernando de Jesus Oliveira , conhecido artisticamente por Ferjó, está residindo há 32 anos nos Estados Unidos para onde foi se especializar através uma bolsa de estudos na universidade da Pensilvânia. Lá permaneceu por quase trinta anos e, há dois anos está residindo em Miami, montou seu atelier onde produz obras com um colorido vibrante que encanta os americanos.
Perguntei a Ferjó se ele utiliza o aerógrafo ou outra técnica de plotagem . Respondeu negativamente e afirmou  que tudo que produz é através do pincel. Em seguida  entra em contato com o seu marchand - lá eles chamam de representante - o qual se encarrega de negociar com várias galerias. Este original produzido por Ferjó algumas vezes serve como matriz para reproduções, as quais são numeradas e autenticadas para evitar problemas futuros. Ferjó tem uma técnica de uso de cores vibrantes e perspectiva dignos de elogios.
Ele disse que a presença de telas de grandes mestres da pintura em suas obras "é uma forma de homenagear os grandes pintores que até hoje me inspiram." E quando indagado sobre o significado da presença constantes em suas obras de alguns objetos e animais  como ovos de galinha, borboletas , peixes etc. disse que os ovos partidos representam uma nova vida que surge; as borboletas a liberdade e os peixes a própria vida.
Mas, sinto que mesmo tendo sucesso nos Estados Unidos Ferjó gostaria que as coisas acontecessem  também aqui em sua terra. Confesso que são dois mundos diferentes, dois mercados distintos e que suas obras seriam bem aceitas no Rio de janeiro e São Paulo, onde o mercado é bem mais dinâmico.
Desta vez o artista veio a Salvador por problemas particulares, mas sempre gosta de retornar para rever seus parentes e amigos. Ficou impressionado com o crescimento de Salvador  e estranhou os engarrafamentos.Isto mostra de certa forma a força de atração que a terra onde a gente nasce exerce sobre nós. Ferjó é natural do interior da Bahia, da cidade de Caculé.
Ferjó já lançou há cerca de dez anos um livro retratando vários trabalhos da época , o qual chegou a vender cinco mil exemplares. Este primeiro livro já está esgotado. Agora, vai lançar um segundo livro,com uma tiragem de 1.500 exemplares, o qual foi impresso em Hong Kong, onde os custos são mais em conta.

REPRODUÇÕES
                                                                                                                        Foto divulgação
Obra de Ferjó onde podemos ver telas de Picasso e
 de outros mestres
Ferjó informou que algumas de  suas obras são reproduzidas em cópias limitadas e que lá eles utilizam o termo giclée. que é de origem francesa . Este termo genérico hoje é utilizado no mundo inteiro para caracterizar a impressão de uma obra de arte sobre diferentes materiais como tela, papel Arches,compensado etc através uma impressora à jato de tinta de alta definição . O tamanho varia muito, de acordo com a capacidade de cada máquina. Este método contribui para democratizar a arte a exemplo das cópias de xilogravura.
Quem primeiro usou este termo foi o artista americano Jack Duganne, pioneiro no processo. Isto aconteceu em 1991.As tintas usadas na época não eram de qualidade suficiente para conservar e reproduzir as cores reais da obra, tinham tendência à desbotar.
 Na realidade esta palavra descreve com exatidão o processo que consiste em espirrar gotículas de tinta sobre o suporte escolhido pelo artista.Algumas pessoas utilizam a expressão giclê adaptada à língua portuguesa para que essa seja pronunciada como a palavra de origem francesa.
A impressão giclée sobre a tela é uma ótima opção para os artistas que queiram reproduzir suas obras com extrema qualidade, mantendo a identidade da obra na reprodução. A impressão sobre a tela é geralmente montada ao chassi e recebe uma camada de verniz como uma obra original fazendo com que a reprodução e a obra original sejam extremamente semelhantes. Por outro lado, a obra original será sempre única pois a impressão giclée não reproduz o aspecto de relevo que a tela original possui.
Esse processo permite também aumentar ou reduzir o tamanho da reprodução da obra oferecendo ao artista mais chances de atingir as necessidades de seus clientes.