segunda-feira, 3 de março de 2014

ARTE PERDE O URUGUAIO CARLOS VILARÓ

Fotos Google
Carlos Páez Vilaró,morre aos 90 anos
Um dos artistas mais expressivos da América Latina o pintor uruguaio Carlos Páez Vilaró morreu aos 90 anos no último dia 24 em sua casa . Ele sofria do coração e já havia sido operado algumas vezes. Vilaró ficou conhecido em todo o mundo graças a sua residência chamada de Casapueblo que construiu em Punta Ballena, próximo ao balneário de Punta del Este.
Ele demorou décadas para terminar a sua casa-escultura ou escultura-habitável, como a chamavam , a qual fica localizada na confluência do rio da Prata e o Atlântico. Hoje sua casa é um museu e uma das principais atrações turísticas do Uruguai.
  Ele nasceu em Montevidéu em 1923, e passou a juventude em Buenos Aires, só voltando ao Uruguai em 1940. Sempre foi interessado no camdombe ( ritmo afro-uruguaio) e pelo Carnaval locais. Acabou sendo uma das figuras mais conhecidas em defesa da cultura africana em seu país.
Sempre estava orgulhoso de viajar por todos os países latinos onde os negros estão presentes. Depois visitou país por país da África , e no Congo pintou o palácio do presidente zulu .Dizia que "ali passei grandes momentos".
A famosa Casapueblo, que atrai muitos turistas
Nos anos 50 Vilaró dirigiu o Museu de Arte Moderna de Montevidéu , e foi neste período que produziu alguns murais, entre eles o mais famosos que adorna a sede da Organização dos Estados Americanos, em Washington, além do que está no Hotel Conrad, em Punta del Este Também, pintou murais na Argentina, no Chile e Haiti.
Em 1972 Vilaró ocupou as páginas de jornais e o noticiário do rádio e da televisão após a tragédia do avião que caiu nos Andes, Chile. Entre as vítimas estava seu filho juntamente com os colegas do time de jogadores de rúgbi . O artista se envolveu no resgate até encontrar o filho vivo e relatou sua experiência no livro "Entre Mi Hijo y Yo,La Luna". Ao morrer Vilaró deixou a mulher Annette Deussen, e seis filhos.

Casamentos
"O primeiro casamento do artista, com Madelón Rodríguez Gómez, embora curto, lhe rendeu três filhos. Um deles, Carlos "Carlitos" Páez Rodríguez, viria a integrar o time de rúgby do colégio Stella Maris de Montevidéu, os "Old Christians"; em 13 de outubro de 1972, o Voo 571 da Força Aérea Uruguaia, que transportava os integrantes da equipe, colidiu contra uma montanha na cordilheira dos Andes, entre o Chile e a província de Mendoza, na Argentina. Vilaró fez parte do grupo que realizou as buscas pelos 45 passageiros - dos quais 16 acabaram sobrevivendo, entre eles seu filho, com quem se reencontrou pouco tempo depois do resgate, em 23 de dezembro.
Vilaró e sua esposa Annette
Vilaró passou por dificuldades em outras áreas de sua vida. Em 1976 conheceu Annette Deussen, uma turista argentina, com quem teve uma filha, em 1984. Deussen era casada com outro homem na época, de quem se divorciou em 1986, casando-se com Vilaró em 1989. Seu ex-marido, no entanto, continuou a travar uma feroz batalha judicial pela custódia do filho por mais de uma década, mesmo depois que a paternidade de Vilaró havia sido cientificamente comprovada. A questão só veio a ser resolvida em 1999, e a custódia finalmente concedida a Vilaró. Nesta altura o artista, pai de seis filhos, dividia seus dias entre a Casapueblo e "Bengala", sua residência em Tigre.
Morreu aos 90 anos de idade, na Casapueblo, em Punta Ballena. Seu filho declarou, por ocasião de sua morte: "Se realmente há uma frase apropriada a ele, é que descanse em paz. Nunca vi alguém que trabalhasse tanto. É um cara que trabalhou até o último momento. Até ontem. Então, que descanse em paz." Seu corpo foi velado no Palácio Legislativo da capital uruguaia." ( Wikipedia)