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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O PRETO NA PINTURA DE GIANFRANCO D'ANDREA



Ao chegar no espaço  do Restaurante Saúde Brasil, na Rua Humberto de Campos, no bairro da Graça, onde estava a exposição de Gianfranco D'Andrea chamou a minha atenção a cor preta, sempre presente em todos os quadros expostos. Não é um preto que encontramos constantemente na maioria das telas e outras manifestações visuais.Não, é um preto denso, onde seu olhar é deslocado e, em seguida passa a focar outros elementos da obra.
O preto dá uma dramaticidade inquietante. Em determinado momento, notamos que tem algo bem racional, que nos transporta à pintura de Francis Bacon, especialmente uma das obras,  que apresenta um homem sentado numa cadeira pisando numa mancha rósea.
Natural de Roma o pintor Gianfranco  observou que sua cidade veste-se de negro para aguentar o tráfego pesado do dia a dia em suas ruas e avenidas. É o preto do asfalto betuminoso que impede a penetração das águas das chuvas no solo e a deixa escorrer pelos esgotos, que vão poluir rios e mares. Enquanto os carros passam celeremente por cima do negro asfalto trazendo conforto a seus condutores e passageiros. 
Diante da sua reflexão o artista decidiu aplicar  o betume negro em suas telas dando-lhe um uso mais nobre para a contemplação daqueles que tem a sensibilidade de ver e refletir.


Num dos quadros expostos senti a presença da bela e romântica Veneza. Com seu ambiente triste ao entardecer, muito bem lembrada por Charles Aznavour na canção " Come'e'Triste Venezia".
 Numa viagem que fiz à Europa desembarquei em Veneza exatamente ao entardecer. Senti a tristeza cantada pelo cancioneiro armênio-francês e agora lembrada neste quadro acima.
Muitos dos quadros presentes na exposição tem uma áurea de saudade, de uma tristeza da terra que ficou para trás, além da tranquilidade que perpassa o nosso espírito.
Suas pinceladas definem os volumes sem detalhar. Suas telas fascinam também, por transportar-nos à quietude , embora estejamos numa metrópole barulhenta.

domingo, 24 de agosto de 2014

AS ILUSÕES DO REAL DE HILDEBRANDO DE CASTRO

O pernambucano Hildebrando de Castro está expondo pela primeira vez em Salvador com a mostra intitulada Ilusões do Real, onde apresenta doze pinturas em acrílica sobre tela e placas de mdf, na Paulo Darzé Galeria de Arte, que fica numa rua transversal ao Corredor da Vitória.
Sem título. Acrílica sobre
tela de 100x100cm - 2014
Uma das características da produção de Hildebrando é que nos remete à arquitetura e certamente notamos um preciosismo na execução das obras. São traços firmes e bem definidos que retratam as lâminas dos chamados brise-soliels , que são aquelas lâminas , fixas ou móveis, que impedem o sol de incidir diretamente nas paredes ou nos ambientes,mas deixam o ar passar livremente. 
Ele encontrou estes elementos no prédio anexo da Câmara dos Deputados, em Brasília, mas você poderá encontrá-los aqui em alguns edifícios. Me parece que o da IBM, no Canela, possui alguns brise-soliels, parecidos com esses que o pernambucano pintou. O seu trabalho começa com a fotografia, pois ele passou algum tempo fotografando em Brasília e, em seguida,  estudando para realizar as suas pinturas com perfeição e mais próximas do real. Não vejo qualquer significado  filosófico . O que vejo é trabalho, sensibilidade de observação e habilidade em realizar o seu desejo. É um trabalho que tem uma elaboração bem próxima da arquitetura. Até mesmo a foto do artista trabalhando incluída no belo catálogo demonstra claramente o seu ofício ao traçar utilizando uma régua e lápis, ferramentas também ligadas ao dia a dia  arquitetônico.
Hildebrando concentrado em sua
arte limpa e geométrica
 Embora autodidata Hildebrando tem, ao reproduzir os brise-soliels um encontro com a arquitetura desde o momento que mira o majestoso prédio do anexo da Câmara Federal, seleciona e fotografa os elementos que lhe interessa e vai para seu atelier reproduzir na tela e nas placas de mdf. Evidente, que não é uma simples reprodução, porque esses elementos permitem ao artista um jogo livre de cor e sombra , que muda de acordo com a incidência de luz, e ai surgem as combinações infinitas. 
Neste conjunto de obra a figura humana está totalmente ausente e, o que interessa é o geometrismo, a cor e a sombra que incide sobre os elementos pintados. 
Diria que é um trabalho cerebral, pensado. Um trabalho onde o artista se predispõe sim, a reproduzir elementos da arquitetura, só que dando sua contribuição individual de sua habilidade, de seus gostos e desejos na escolha da cor e da incidência da luz. 
Objeto,acrílica sobre mdf de
80x80x7cm - 2011
Diz Hildebrando no texto distribuído pela galeria : "Me chamou a atenção sobretudo a situação rítmica que as lâminas verticais criavam, pois cada movimento singular de abrir ou fechar as janelas geravam uma nova composição com infinitos matizes e valores tonais em função da luz projetada nos elementos. Apenas recorto um detalhe da arquitetura, a composição geométrica".
O artista nasceu em Olinda em 1957 e passou sua infância e se desenvolver profissionalmente no Rio de Janeiro. Sua primeira individual foi no Museu Nacional de Belas Artes,em 1980.Morou durante onze anos em Paris e Nova York desde 2004 vive em São Paulo. 
Sempre trabalhou no terreno da representação figurativa, valendo-se da estratégia de empregar o enquadramento e a luz da fotografia como referência para construção de sua pintura. 
Vieram os primeiros trabalhos com pastel seco e ai suas experimentações pictóricas que o levaram ao domínio do óleo e da acrílica. Já nesta sua nova série agora mostra em Salvador, traz substrato para unir geometria e representação, e estabelecer vínculos com o construtivismo e suas vertentes.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ESCULTURAS EM MADEIRA DE TON DIAS


Tenho recebido com certa frequência e-mails  sobre trabalhos de artistas de outros estados e entre esses um que me chamou a atenção foi o de Ton Dias , de Belo Horizonte, Minas Gerais, que trabalha com esculturas em madeira.
Ele se encanta com  as texturas de cada tipo de madeira , as quais interferem e influenciam em suas obras.As que mais tem utilizado são tauari branco, marupá,vinhático-do-campo, jequitibá, peroba, cedro , dentre outras,que lhes permitem um movimento espetacular nas suas esculturas de parede.
Começou fazendo guitarras especiais , onde permaneceu por uma década criando instrumentos personalizados com suas esculturas , em seguida, passou a fazer entalhes com tendência figurativa, quando apareceram os cavalos, aves , mulheres e outros seres e objetos. Atualmente, está trabalhando mais com esculturas abstratas, onde diz conseguir mais liberdade em seu processo de criação.
Tudo começa com um simples esboço e depois do contato com a madeira vai seguindo com certa liberdade aquele esboço que pode ser abandonado ou alterado de acordo com as texturas que vai encontrando com sua criatividade aguçada. 
Ton Dias não cursou nenhuma academia, tudo brota do universo que está ao seu redor que vai lhe influenciando. Veja que começou a fazer guitarras especiais em 2001 e permaneceu até 2010. Em 2011 iniciou suas esculturas figurativas e por incentivo de amigos passou também a criar esculturas abstratas. Portanto, seu caminho ainda tem muito a ser percorrido e, certamente, Ton Dias vai nos mostrar em breve esculturas em três dimensões para que possamos continuar acompanhando e apreciando a sua arte.
Ele  revela que o mercado de arte é muito competitivo e difícil, mas, que está ai lutando por seu espaço procurando cada vez mais aprimorar sua técnica escultórica.




terça-feira, 29 de julho de 2014

SALÃO DE ARTE EM VITÓRIA DA CONQUISTA


Obra "Linha Fina" de Carla de  Carvalho
 As vinte e cinco obras selecionadas em Vitória da Conquista estão expostas no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima , desde o último dia 18 e ficarão até 31 de agosto. A  mostra poderá ser visitada diariamente, das 9 às 21 horas, com entrada gratuita. Na noite de abertura, com a presença dos artistas e demais convidados, um júri especializado concedeu prêmios de R$ 7 mil, cada um, para três trabalhos, assim como menções especiais, e houve também o Prêmio do Público, escolhido através do voto dos visitantes. O evento conta com o apoio da Diretoria de Espaços Culturais da SecultBA e da Prefeitura de Vitória da Conquista.

Foto "Réquiem Velha Bahia", de Flávio Lopes
O Salão em Vitória da Conquista apresenta  obras em diversos estilos e gêneros, com temática livre, de artistas não apenas de Conquista, mas também de Salvador, Juazeiro, Ilhéus, Lençóis, Araci, Seabra e Feira de Santana. A exposição finaliza a retomada da edição de 2013 do projeto, que foi suspenso no ano passado para a regularização de compromissos relacionados ao cumprimento aos Decretos nºs 14.682 e 14.710/2013, que determinaram o contingenciamento no orçamento das secretarias e órgãos estaduais. Antes, ainda em 2013, os Salões de Artes Visuais da Bahia haviam sido realizados em Feira de Santana e Teixeira de Freitas. Este ano, foi a vez de Barreiras, no Oeste, Lençóis, na Chapada Diamantina, e agora Vitória da Conquista.

Consolidados em 21 anos como um dos principais meios de incentivo à criação e difusão de produção artística e à dinamização dos espaços expositivos do interior do estado, os Salões de Artes Visuais da Bahia objetivam apresentar a diversidade da produção baiana em artes visuais, divulgar o trabalho dos artistas e estimular a reflexão sobre temas atuais da área. Na edição de 2013, houve um recorde de inscritos: das 463 propostas apresentadas, por meio de edital público, foram selecionadas 108 obras realizadas por 77 diferentes artistas.

OS PARTICIPANTES

Veja os nomes dos artistas participantes do salão: Alex Moreira, com a obra “Planta de Arte” (técnica mista - computação gráfica e impressão); Alex Oliveira, “Ritos de Passagem” (videoarte); Álvaro Villela, “Nós, os marcianos” (fotografia); André Souza, “Castelo” (impressão sobre papel fotográfico); Carla de Carvalho, “Fina Linha” (mista de prensagem das fibras da tala da folha do coqueiro da Bahia tingidas e ourivesaria em cobre e latão); Clara Domingas, “In memoriam” (pintura); Devarnier Hembadoom Apoema, “Vitória Régia, (fotografia); Fábio Duarte, “Série Salvador/Ruído e Desalinho em Tons Vibrantes” (fotografia de aparelho móvel); Fábio Gatti, “Eu Boneca” (instalação fotográfica); Fernando Gomes, “Reencontro A” (fotografia); Flávio Lopes, “Réquiem para a Velha Bahia” (Videoarte); Flos, “Grafiitti em mobiliário urbano” (intervenção); George Neri, “Pipa” (instalação); João Oliveira, “Ficções. Segmento do dorso” (gravura em metal – tríptico); Márcio Junqueira, “Self Portrait (2012)” (Videoarte – tríptico); Núbia Pinheiro, sem título (fotografia); Pablo Cordier, “Derradeiro ato; último aplauso (Desenho poliptico);Pedro Juarez, sem título (políptico de fotografia); Roberta Nascimento, “Reação em Cadeia: Agente se Liga em Você” (performance instalação); Rodrigo Freire, “Code” (intervenção); Rodrigo Wanderley, “Noites Interiores” (fotografia); Talitha Andrade, “Diário de Notícias” (intervenção urbana); Tina Melo, “Velados” (instalação); Wianey Santiago, “Corria, enquanto atravessava. Sweet para quando estiver pensando em você não marear” (instalação); Yúri Ferraz, “Instalação com 10 pinturas” (instalação). ( Informações de João Saldanha)



quarta-feira, 23 de julho de 2014

CONCURSO DE FOTOS EM CONTAGEM

Revelar as belezas e as peculiaridades da cidade de Contagem  e de seu patrimônio é o objetivo da Prefeitura, por meio da Fundação Cultural de Contagem (Fundac), na realização do sexto concurso de fotografia "Revelando Contagem". O concurso faz parte do calendário oficial de eventos do município e teve início em 2009. Podem participar do concurso, fotógrafos amadores ou profissionais de todo o Estado.
Com o tema "Essa Gente de Contagem", o concurso será realizado no período de 30 de junho a 29 de agosto. Nesta edição do Revelando Contagem, a Fundac busca fomentar as produções fotográficas que revelarão a beleza das pessoas, por meio das festas e manifestações. O concurso visa registrar o cotidiano das pessoas, seus hábitos, as particularidades étnicas, a origem da população, a religiosidade, o lazer, o transporte, a formação familiar, retratando o dia a dia das pessoas.
A presidente da Fundac, Renata Lima, convida os participantes a viajarem por Contagem. "O sentimento de pertencimento a esta cidade e o orgulho de ser contagense se estampa nos rostos e nos gestos das pessoas que nasceram, trabalham ou simplesmente visitam nossa cidade para participar dos festejos e tradições. Que seu olhar seja compartilhado conosco e com toda a cidade, desejo sucesso aos participantes", incentiva Renata Lima.
Inscrições
As inscrições para a 6ª edição do concurso Revelando Contagem estão abertas até o dia 8 de agosto. As fotografias, acompanhadas da Ficha de Inscrição (Anexo I) e das cópias dos documentos de identidade e CPF, devidamente preenchida e assinada pelo autor, bem como a declaração, se houver, da participação de menor (Anexo II), e a Autorização de Uso de Imagem (Anexo III), deverão ser enviadas para o e-mail revelandocontagem@gmail.com, ou entregues na sede da Fundac, pessoalmente ou  por meio de Sedex, com postagem até a data limite prevista no item 5.1, no endereço localizado a rua Doutor Cassiano, 120, Centro, Contagem. CEP: 32.017-230.
Premiação
A 6ª edição do evento conta com apoio e patrocínio do Big Shopping. As três melhores fotos e seus respectivos autores serão conhecidos no dia 29 de agosto de 2014 e receberão a premiação: 1º prêmio: R$ 3.000,00 ; 2º prêmio: R$ 2.000,00  e 3º prêmio: R$ 1.000,00.
(Texto AI)

domingo, 6 de julho de 2014

PERFORMANCE CARIMBA A 3a. BIENAL DA BAHIA

Foto Google
A performance da artista portuguesa  na 3ª Bienal da Bahia
Após 46 anos a Bienal da Bahia iniciou sua 3ª edição (dia 29 maio de 2014 ) marcada pela performance da artista portuguesa Luisa Mota, que em forma de um cortejo ou procissão, como querem alguns , levou 70 pessoas, divididas em dois grupos, a desfilarem do Solar do Unhão até o Passeio Público. Algumas completamente nuas e outras vestidas com um papel laminado. Evidente que as pessoas desfilando sem roupas chamaram a atenção e provocaram até protestos dispersos de  espectadores  pegos de surpresa.
Para uma integrante do grupo que desfilou nua sua presença ali foi uma forma de protesto, porque em sua opinião o artista não pode ficar preso a dogmas. Outro disse que esta performance serve para abrir a mente das pessoas. Entendo, que servindo de protesto ou mesmo para abrir a mente das pessoas foi a performance que carimbou esta Bienal e, assim ficará registrada para sempre.
Aprecio quando a arte sai dos espaços limitados de uma galeria e ganha as ruas e os parques para que um número maior de pessoas veja e se expresse diante do que está sendo apresentado, quer seja através uma performance ou mesmo em presença de uma escultura ou outro objeto de arte.
Acho importante que após mais de quatro décadas a Bienal da Bahia seja retomada e todos os envolvidos merecem aplausos, porque sei que o esforço foi grande para reunir todo este pessoal e colocar em prática este evento. Porém, defendo que a nossa Cidade tem carências extraordinárias e a primeira delas é a falta de um imóvel apropriado e moderno para abrigar grandes mostras de arte .Com estes R$7 milhões gastos com a Bienal poderia ter sido construído um prédio que ficaria ai por muitos e muitos anos servindo a bienais, mostras grandiosas, performances e todo tipo de manifestação artística, a exemplo do que acontece no Ibirapuera, em São Paulo e, em outras cidades.Agora mesmo a cidade de Campina Grande, na Paraíba, está edificando um prédio para um museu regional. O nosso Museu de Arte Moderna precisa de um espaço mais adequado. O prédio centenário e majestoso  do Solar do Unhão é inadequado, apesar dos esforços de climatização.
Reconheço e tenho convicção que esta Bienal vem resgatar a posição da Bahia no cenário da arte nacional e mexe com a consciência e comportamento das pessoas. Ainda devemos registrar que não deixou de fora artistas que há anos vêm contribuindo com a  arte baiana entre eles Juarez Paraíso e Sante Scaldaferri. É claro que não são os únicos, mas temos que entender que a limitação física e financeira são algumas determinantes quando vai se realizar um evento.Outro aspecto considerável é que retoma as duas bienais anteriores, servindo para informar aos jovens artistas ou não e, deixar registradas como essas manifestações anteriores foram mostradas em nossa Cidade.
Mas, como dizia Drummond : "No meio do caminho tinha uma pedra".Um dos convidados, o artista português Antonio Manuel recusou participar e protestou considerando que "Reencenar essa exposição é uma loucura. Estão fazendo isso sem considerar o que aconteceu naquele ano de 1968.Temo muito pela coisa".
Ele participou da 2ª Bienal da Bahia com um painel de 4 metros chamado "Repressão Outra Vez," onde enfocava a  violência nas ruas entre policiais e estudantes. Seu painel desapareceu e dizem que teria sido queimado pela repressão.
Devido a este fato Antonio Manuel , que é um premiadíssimo cineasta, e atualmente mora no Rio de Janeiro, disse que a 3ª Bienal da Bahia " não respeita esse clima", referindo-se a violência da ditadura. E, acrescentou: "Eles assumem com esse nome o passivo da memória da ditadura, da violência. Estou indignado com essa história, com essa tentativa de criar algo político sem dar a mínima satisfação aos artistas. Espero que não copiem nem encenem o meu trabalho".
Os curadores têm tentado convencer com explicações, às vezes não convincentes, recolocar a memória e um deles chega a afirmar que " não é um remake "  e, sim que, " queriam reencenar uma luta."
 Ora, remake significa reefilmagem, reepresentação, reedição, reencenação, etc..Portanto, Antonio Manuel tem razão no seu protesto. Acrescento também  que não sabemos  como reagiriam a este remake de R$7 milhões os artistas  participantes da 2ª Bienal , já falecidos.
Vamos aguardar a segunda etapa!


quarta-feira, 14 de maio de 2014

EXPOSIÇÃO DE MÁRIO CRAVO DIA 30 DE MAIO



Nuvens, escultura em latão com 70 cm X 108 cm ,
datada de 2013.
Aos 91 anos de idade o artista Mário Cravo é um exemplo de  homem que ainda tem disposição para fazer exposição,continuar trabalhando  com sua sabedoria e inquietude criativa.Sabemos que é um dos pioneiros do movimento da arte moderna em nosso Estado e, sem qualquer dúvida, integra a galeria dos  mais importantes  artistas brasileiros do século XX .
O artista vai apresentar esculturas inéditas ,sendo que as obras a serem mostradas são feitas de aço,cobre,bronze e ferro,totalizando 41 trabalhos em tamanhos variados, a partir do dia 30 deste mês na Paulo Darzé Galeria de Arte.
Mário Cravo Júnior é natural de Salvador, Bahia . Veio ao mundo no dia 13 de abril de 1923. Estudou nos Estados Unidos, Universidade de Syracuse, trabalhou em Nova Iorque, viveu e realizou exposições na Alemanha, como Artists in Residence , pela Ford Foundation, ganhou prêmio na I Bienal de São Paulo, participou da XXVI Bienal de Veneza, da IV Exposição Internacional de Escultura Contemporânea no Museu Rodin, Paris, 1ª Exposição Bienal Internacional de Gravura de Tóquio, da I Bienal Nacional de Artes Plásticas, em Salvador, com sete esculturas criadas na proporção do claustro do Convento do Carmo, formulação até aquele momento inovador em conceito e forma, nas suas peças medindo de três a sete metros de altura.
Expôs pela primeira vez  individualmente em 1947 -Mario Cravo Júnior Expõe,no Edifício Oceania em  Salvador/BA e Mario Cravo Esculturas e Desenhos na Associação de Cultura Brasil-Estados Unidos -ACBEU, também em Salvador/BA, e coletivamente em 1943 no VII Salão ALA, na Biblioteca Pública, Salvador/BA. Realizou na sua trajetória mostras em galerias de várias cidades brasileiras e do exterior entre as quais em New York, Washington DC, Minneapolis,  San Francisco, Colorado, St. Louis, nos Estados Unidos; Berlim, Munchen, Bonn, na Alemanha; Zurique, Berna, Neuchâtel, na Suiça; Santiago, Chile; Paris, França; Tokio, Japão; Madri, Espanha; Oshogbo, Lagos, Nigéria; Castellanza, Itália; Lisboa e Guimarães, Portugal; Macau, China; Buenos Aires, Argentina; Panamá, Costa Rica, Guatemala, México e Cuba, e desde o início vem realizando exposições e tem trabalhos em locais públicos, experimentando um contato direto da arte com o homem urbano.
Máscara,escultura em aço Inox com
 59 x 47 x 37 cm, de 2014
 
 As suas obras estão espalhadas por vários países nos acervos dos museus de Arte Moderna de Nova Iorque, Jerusalém, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Pampulha (em Minas Gerais); Museu de Arte de Jerusalém, Rio Grande do Sul, Bahia, Feira de Santana, São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu Afro Brasil; Fundação Armando Alvarez Penteado; Museu Chácara do Céu – Fundação Raymundo de Castro Maya; Museu de Arte Sacra da Bahia; Museu da Cidade do Salvador; Museu de Antropologia da Bahia; Núcleo de Artes da Desenbahia; Walker Art Center; e ainda nos Museu Hermitage (Rússia), Walker Art Center (Minneapolis/Estados Unidos). Entre as suas premiações temos: 2º Prêmio do 3º Salão Baiano de Belas Artes (1951); 3º Prêmio da 1ª Bienal de São Paulo/1951; 1º Prêmio do 2º Salão de Arte Paulista de Arte Moderna/1952; 2º Prêmio da 3ª Bienal de São Paulo/1955; 2º Prêmio da 1ª Exposição de Arte Sacra da Pontifícia Universidade Católica do Brasil, Rio de Janeiro/1956.
A exposição ficará aberta até 20 de junho e  está aberta a visitação pública  gratuita de segunda a sexta, das 9 às 19 horas, e sábados das 9 às 13 horas, na Rua Chrysippo de Aguiar,nº 8, Corredor da Vitória, Salvador, Bahia .