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sábado, 29 de novembro de 2025

ZÉ DE ROCHA EXPÕE A VIOLÊNCIA QUE NOS ATORMENTA

Zé de Rocha desenhando com areia 
(Sand Motion), no seu ateliê.
Desde a sua infância que Zé de Rocha vive envolvido com desenho copiando os  personagens  das histórias em quadrinhos e depois passou a receber orientação de seu conterrâneo o pintor expressionista Nelson Magalhães, que ele chama de Nelsinho. Surgiram suas pinturas densas cheias de grossas camadas de tintas num colorido forte e com muita expressividade. A busca foi tomando outros rumos e hoje transita em meio a traços e manchas criando imagens que impactam o apreciador de suas obras. Está  implícita em sua arte a capacidade de nos apresentar a violência que vem escalando em todo o mundo, e o artista diz claramente num texto que escreveu para uma exposição na Caixa Cultural, em Salvador, que não se trata apenas de ilustrar a violência, mas de encontrar uma tensão que se revela através das imagens que cria. Ele acredita que essas imagens de carros destruídos no trânsito, de pessoas vítimas da brutalidade humana, das mãos queimadas na guerra de espadas são reveladoras do que ocorre com a humanidade. É bom lembrar que desde os tempos imemoriais o ser humano vem mostrando este seu lado violento, e nos tempos da barbárie ainda eram bem piores que os de hoje. Também, ao lado do criador de traços e manchas impactantes tem um músico que toca acordeom com tanta sensibilidade quanto o artista visual ao fazer os seus desenhos. O Zé de Rocha é natural de Cruz das Almas, doutor em Artes Plásticas, pela Escola de Belas Artes, da Universidade Federal da Bahia, e atualmente professor de Desenho, da Escola de Belas Artes. Portanto, vive dividido entre o magistério e seu ateliê no Jardim Brasil, e quando o tempo lhe permite toca seu acordeom. Já participou de várias exposições individuais e coletivas, salões e bienais ,e foi  premiado em alguns desses eventos.

Neste autorretrato vemos seu grito contra
 a violência
. Desenho em carvão sobre papel.
Vemos que o artista visual Zé de Rocha está focado na criação de imagens que revelam e discutem a violência urbana que nos cerca, quer estejamos numa metrópole ou mesmo numa cidade do interior.  O risco sempre vai estar presente. O substantivo risco na nossa língua portuguesa tem significado “de perigo ou a possibilidade de perigo, mas também pode ser entendido como prejuízo ou insucesso em um projeto. De forma mais técnica, pode ser a probabilidade de um evento incerto acontecer. Em alguns contextos, como no de arte, refere-se também a desenho, traço ou esboço.” Na obra de Zé de Rocha temos o risco, o traço elaborado e as manchas feitos por um artista contemporâneo. Ele é consciente da sua inserção neste mundo onde vivemos caminhando numa linha tênue enfrentando os riscos e desafios de uma sociedade competitiva, individualista, e também com seus bolsões de violência que se manifestam no trânsito desenfreado e nas reações insanas de grupos de pessoas que vivem mergulhadas na criminalidade.

                                        IMPORTÂNCIA DO DESENHO

Neste desenho de um ônibus sinistrado,
feito com carvão, vemos o nível de
dificuldade e sua habilidade na execução.
Entendo que o desenho é a base sólida de um bom artista. Para que você cresça profissionalmente como artista visual é preciso que tenha como base um desenho apurado, e a partir daí poderá chegar a uma infinidade de possibilidades de distorcer as imagens, reduzir, aumentar, incorporar outros elementos, dentre outras formas de se expressar. E o Zé de Rocha é um excepcional desenhista. O texto escrito pela artista Rosa Gabriella de Castro Gonçalves, no livro Carvão, organizado por Ricardo Bezerra, ela escreveu: “É no desenho (disegno) que a arte se legitima enquanto unificado, prática nobre e conhecimento intelectual, demonstrando domínio conceitual sobre a forma e a composição. No Renascimento, quando as artes visuais almejaram ser consideradas artes liberais, deixando a condição de mera técnica, foi o desenho, enquanto atividade mental, que tornou isso possível. Esta passagem foi registrada por Vasari, que estipulou que as artes – arquitetura, escultura e pintura – não deveriam ser denominadas simplesmente artes, mas artes do desenho”. Rosa Gabriella é graduada em Comunicação Visual e doutora em Filosofia pela Universidade Estadual de São Paulo -USP. Já o Vasari que ela cita trata-se de “Giorgio Vasari (1511-1574) foi um pintor, arquiteto e biógrafo italiano, produziu suas obras na fase mais tardia do Renascimento. Tornou-se famoso ao escrever biografias dos artistas da Renascença italiana, que se tornaram essenciais para a história desse período.” Wikipedia.

Trabalhando com espada para desenhar sobre
uma lona . Antes ele faz uma base para a lona
suportar o fogo  e as fagulhas.
O artista José Raimundo Magalhães Rocha,o Zé de Rocha nasceu em sete de janeiro de 1979 na cidade de Cruz das Almas, interior da Bahia, filho de Raimundo Alcides da Rocha e d. Nelma Maria Magalhães Rocha. Estudou o primário da Escola Mônica e Cebolinha, e o ginásio e colegial no  Colégio Cruz das Almas, que não mais existe.  Disse que quando decidiu vir para Salvador fazer o vestibular sua mãe foi clara ao recomendar que fizesse numa universidade pública tendo em vista as dificuldades que enfrentavam depois do trágico falecimento do seu pai. Foi assim que ao terminar o segundo grau prestou vestibular para a Escola de Belas Artes, da Universidade Federal da Bahia, em 1996, e após ser graduado cursou o Mestrado e em seguida o Doutorado. Porém, as coisas não aconteceram normalmente porque depois de três anos estudando a graduação passou a questionar se deveria seguir sua carreira, achava que a vida de artista é muito complicada e preocupado com a sobrevivência resolveu abandonar o curso. Disse que nesta época já participava dos salões regionais entre os quais o de Jequié, Juazeiro, Alagoinhas, Feira de Santana, e chegou a ganhar prêmios. Sua decepção era com o curso e frustração com as perspectivas que imaginou quando saiu de Cruz das Almas. Fez outro vestibular e foi estudar Design, na UNEB, imaginou que aí seria mais fácil a sua sobrevivência. Depois descobriu que não, abandonou o curso e passou a trabalhar com música tocando o seu acordeom em bandas, saiu em turnê, viajou com os cantores Xangai e Ferreti. Em 2004 sentiu falta da EBA e do convívio com os colegas retornando com o objetivo de terminar o curso. “Voltei mais amadurecido e a partir do meu retorno o trabalho foi crescendo e descobri que meu fazer artístico era muito gráfico. As linhas, traços e manchas em preto e branco me satisfazem”, disse Zé de Rocha.

                                                        TRAJETÓRIA E INCENTIVOS

Pintura da época que estudou
 com  Nelson Magalhães.
Se o artista Nelson Magalhães o incentivou muito no início de sua busca em Cruz das Almas, na Escola de Belas Artes durante as aulas de pintura foi a professora Sônia Rangel, que fez este papel. Ela falou sobre o processo criativo e do encontro da maneira pessoal de trabalhar, e a partir daí passou a enveredar pelas questões gráficas. Fez muitas serigrafias, inclusive ganhou um prêmio na Bienal do Recôncavo, e este prêmio possibilitou viajar em 2009 para Milão, onde fui orientado durante quatro meses pelo professor, crítico de arte e curador Antonio d’Avossa, na “Accademia di Belle Arti di Brera, em Milão, Itália, que é uma renomada instituição pública de ensino superior em artes. Fundada em 1776 pela Imperatriz Maria Teresa da Áustria. Hoje a Accademia compartilha o seu prédio principal com a Pinacoteca di Brera, o principal museu de arte de Milão. A Accademia oferece formação em diversas áreas criativas, como pintura, escultura, fotografia, vídeo e artes gráficas. 

Brincante ou espadeiro 
com sua vestimenta na
Guerra de Espadas.
O Zé de Rocha falou durante nossa conversa que “nunca tinha viajado para fora, e pode visitar museus e tentou mostrar sua arte na Itália, mas não obteve sucesso. Encontrou alguns músicos brasileiros e se apresentou em shows em cidades italianas tocando seu acordeom. Ao retornar passou a se interessar em desenhar carros destruídos, pneus esgarçados, mãos sangrando. Pegava as imagens nos jornais, e depois visitava o pátio do Detran para ver e fotografar os carros sinistrados. Confessa que até hoje para na estrada para fotografar acidentes com vistas a desenhar. A fotografia aprendeu na EBA com o professor Edgar Oliva e que tem um bom arquivo fotográfico de carros sinistrados. Estuda os contrastes, os detalhes retratando dentro da sua visão artística utilizando o carvão e outras técnicas. “Passei a me aplicar mais ao Desenho”, e destacou a importância das aulas com o professor Onias Camardelli, e de suas pesquisas pessoais que faz sobre Desenho e a arte contemporânea. “Saí do carvão, durante o mestrado e fui pro fogo”, adiantou.

                                                  MAGISTÉRIO

O magistério não estava nos seus planos, mas aconteceu e vem exercendo com empenho e alegria  apresentando e debatendo com seus alunos as questões da arte e todos os aspectos que a envolvem. Sempre busca encontrar formas de motivação de seus alunos, fugindo do formato tradicional do ensino teórico. Atualmente introduziu m suas aulas o trabalho de criação utilizando a areia. É o processo criativo conhecido por Sand Animation, em português é animação de areia que “é uma forma de animação em que imagens são criadas manipulando areia sob uma fonte de luz que fica dentro de uma caixa de madeira especial e filmadas quadro a quadro. O processo é uma técnica de stop motion, onde o

Carro sinistrado da Série Risco, 2015.
animador faz pequenas mudanças na areia e fotografa após cada alteração para criar uma sequência de movimento.
“O artista precursor desta técnica de arte foi o húngaro Ferenc Cakó. Ele se graduou no College for Creative Arts em 1973 e fez animação  nessa época. Seu primeiro sucesso foi em 1982 e em 1989 foi nomeado artista da República Popular da Hungria. Durante a entrevista Zé de Rocha criou algumas imagens usando esta técnica em seu ateliê e tive a oportunidade também de mexer na areia, e posso assegurar que é uma forma estimulante de criação. As imagens mudam em segundos a depender dos movimentos que você faz com os dedos ou mesmo usando algum instrumento. A areia utilizada é bem fina, quase uma poeira, e segundo Zé de Rocha só encontrada aqui no Brasil em poucos locais.

                                                             EXPERIÊNCIA COM O FOGO

Como ele nasceu na cidade de Cruz das Almas, que tem uma tradição centenária durante os festejos juninos da prática da Guerra das Espadas o Zé de Rocha desde cedo participava das batalhas com seus amigos. Eles chamam de brincantes e mostrou algumas marcas, pequenas é verdade, resultado de queimaduras com as espadas. Na exposição

Desenho em carvão do chão de uma rua de
Cruz das Almas durante Guerra das Espadas.
que fez em 2015 chamada de Há Risco o artista apresentou vários desenhos feitos com carvão sobre papel e tela com os carros sinistrados, e também obras feitas com as espadas, deixando as marcas das queimaduras sobre a lona proporcionando um efeito visual diferenciado. Nos anos de mestrado voltou várias vezes para Cruz das Almas, foi conhecer e conversar com os mestres fogueteiros, com algumas pessoas mais envolvidas com a Guerra de Espadas, que hoje é proibida. Os mestres fogueteiros deixaram de produzir as chamadas espadas garantidas que eram feitas em técnicas especiais, e atualmente são feitas por gente que não tem muita expertise, e o perigo é maior porque os que teimam em soltar espadas não se protegem como antes que vestiam roupas especiais, óculos, capacetes e luvas. Hoje soltam de qualquer forma correndo da polícia.

 Uma curiosidade é que o Zé de Rocha ao conversar se mostra uma pessoa afável completamente diferente das obras impactantes que cria. Quando lhe fiz esta observação rindo ele me respondeu mais ou menos assim ,mas  “por dentro sou um vulcão em erupção

Zé de Rocha em seu ateliê durante nossa
conversa.
e me expresso como numa catarse através de sua  arte. Ele quis dizer que libera suas  emoções reprimidas e intensas, proporcionando alívio e uma sensação de purificação. Sua arte está vinculada às estruturas, as questões gráficas das linhas e não tem àquela preocupação com a intensidade das cores, e isto já estava na sua pintura e foi me aprofundando nisto.
O Zé de Rocha se considera um artista contemporâneo, trabalha pensando no Desenho, no claro e escuro, trata de questões que lhe atravessam e lhe espantam. Gosta das obras de Francisco José de Goya y Lucientes que  foi um pintor e gravador espanhol. É considerado o mais importante artista espanhol do final do século XVIII e começo do século XIX. Disse ainda  ter sido de alguma forma influenciado pelo movimento neoexpressionista que iniciou no final dos anos 70, se fortaleceu na década de 80 como uma reação à arte conceitual e ao minimalismo. Este movimento “se caracteriza pelo retorno à pintura, com foco em temas emocionais e subjetivos, com uso de cores fortes, pinceladas visíveis e gestos agressivos da criação de obra de grandes dimensões”. Citou alguns artistas que talvez o tenham influenciado como os alemães Georg Baselitz e Anselm Kiefer e os americanos Julian Schnebel e Jean-Michael Basquiat. Na sua trajetória artística Zé de Rocha  trocou as várias matizes de cores fortes e enveredou a usar o carvão se expressando com muita energia em preto e branco com gestos e imagens agressivas que nos levam a conjecturar sobre momentos de tensões e violentos que vivemos em nosso país.

                                   EXPOSIÇÕES

INDIVIDUAIS: Em 2019 – RiscoRisco, Galeia RV Cultura e Arte Salvador – Bahia, curadoria de Sonia Rangel. 2016 - Memórias do Risco, Galeria Ana das Carrancas – Sesc Petrolina – Pernambuco. 2015 - Há Risco Caixa Cultural Salvador – Bahia. 2012 - Risco Galeria do Conselho Salvador – Bahia, curadoria de Sonia Rangel; 2010 - Correndo Risco, Galeria RV Cultura e Arte Salvador – Bahia; Cronache dall’Estremo Sala Sposizione Panizza Ghiffa – Itália, curadoria de Antonio d’Avossa.

 COLETIVAS E SALÕES: 2022 - 64ª edição dos Salões de Artes Visuais da Bahia,
Capa do catálogo da mostra na Caixa Cultura,
2015.Desenho de um velho pneu ,em carvão.
Museu de Arte da Bahia (MAB) Salvador – Bahia, Menção Especial; Aos Pés do Caboclo, luta - Centro de Cultura Vereador Manuel Querino, Salvador – Bahia, Curadoria: Joyce Delfim e Nathan Gomes. 2021 – Drawing Room Madrid online fair;   https://drawingroom.es/madrid-online-fair-2021;  Desmundo Museologia Lab – Universidade de Brasília, (UnB) online - https://www.desmundo.museologialab.org/. 2019 - Carvão MUNCAB Salvador – Bahia;  Drawing Room Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes – Portugal;  Ficción de lo cotidiano Centro Cultural Brasil-México Cidade do México.  2018 - EBA 140 anos – Fluxos Visuais de 1877, Sala Contemporânea Mario Cravo Jr – Palacete das Artes, Salvador – Bahia, curadoria de Eriel Araújo, Luiz Freire, Ricardo Bezerra e Viga Gordilho. 2017 – Drawing Now, Le Salon du Dessin Contemporain, edition 11. Carreau du Temple, Paris- França. 2016 - Zona de Perigo Museu Oscar Niemeyer Curitiba – PR, curadoria de Divino Sobral. Prêmio CNI- SESI, Marcantonio Vilaça. 2014 - III Bienal da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador – BA .2013 - 64º Salão de Abril, Sobrado José Lourenço, Fortaleza – CE; Esquisópolis, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador – BA. 2012 – Paraconsistentes, 25 artistas Contemporâneos da Bahia, Goethe Institut Salvador – BA, curadoria de Alejandra Muñoz.  Salão de Artes Visuais da Bahia, Centro de Cultura ACM, Jequié – BA, Prêmio do Júri.  2011 – Quereres, Galeria do Conselho Salvador – BA. 2010 - XIII Salão Municipal de Artes Plásticas, SAMAP, João Pessoa - Paraíba. 2009 - Bankside 9TG/SE1, London,  Galeria ACBEU Salvador – BA.  2008 - 15º Salão da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador – BA; IX Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann, São Félix – BA, Grande Prêmio – Viagem à Europa; Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia, Centro de Cultura Adonias Filho, Itabuna – BA, Prêmio Incentivo; Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia, Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, Vitória da Conquista – BA.  2007 - Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia, Centro de Cultura João Gilberto, Juazeiro – BA, Menção Honrosa. 2006 - VIII

Zé de Rocha mostrando parte de uma obra
 em serigrafia  que  foi premiada .
Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann, São Félix - BA; Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia, Centro de Cultura de Alagoinhas, Alagoinhas – BA. 2003 - VI Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann, São Félix – BA. 1999 - XXVI Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia, Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, Vitória da Conquista – BA; Coletiva: Miguel Cordeiro, Nelson Magalhães Filho, Suzart e Zé Raimundo Rocha, Galeria ACBEU, Salvador – BA. 1998 -  IV Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann,  São Félix – BA , Menção Especial;  Singularidades - Coletiva com os Artistas Mais Expressivos dos Salões Regionais de Artes Plásticas – terceira fase 97/98,  Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM,  Salvador – BA;  Recôncavo Contemporâneo: Gláucia Guerra, Nelson Magalhães Filho, Suzart e Zé Raimundo Rocha , Museu de Arte Contemporânea – MAC,  Feira de Santana – BA ; Exposição de Pinturas: Nelson Magalhães Filho e Zé Raimundo Rocha,  Galeria ACBEU,  Salvador – BA. 1997 - XXI Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia,  Centro de Cultura de Alagoinhas , Alagoinhas – BA;  XX Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia,  Centro de Cultura Olívia Barradas , Valença – BA - Destaque Especial;  XIX Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia,  Centro de Cultura de Porto Seguro,  Porto Seguro – BA;  XVIII Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia,  Centro de Cultura Amélio Amorim,  Feira de Santana – BA , 2º lugar, Prêmio Agnaldo Azevedo “Siri”; XVII Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia,  Centro de Cultura Adonias Filho,  Itabuna – BA , Menção Honrosa;  XV Salão Regional de Artes Plásticas da Bahia,  Centro de Cultura João Gilberto , Juazeiro – BA.

FORMAÇÃO -   Em 2020 - Doutorado em Artes Visuais, Processos Criativos (UFBA). 2013 - Mestrado em Artes Visuais, Processos Criativos (UFBA). 2008 - Bacharelado em Artes Plásticas (UFBA). ATUAÇÃO DOCENTE - Professor da Escola de Belas Artes, da UFBA Universidade Federal da Bahia.

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