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O engenheiro Thales de Azevedo Filho com suas maquetes das invenções de Da Vinci. |
O engenheiro eletricista baiano Thales de Azevedo Filho é criador do
Circo do Saber e um apaixonado pelas invenções do gênio italiano Leonardo Da
Vinci que pintou a Mona Lisa, a obra mais valiosa e mais visitada de todos os
tempos e, também a fantástica Última Ceia, famosa pintura mural criada entre
1495 e 1498 no convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão, Itália, dentre
outras obras que atravessaram séculos por sua técnica e beleza, e registrou no
papel mais de uma centena de invenções. Seus projetos criados na Renascença são
até hoje motivo de espanto e curiosidade de como um homem simples, sem recursos
e poucas informações disponíveis na sua época imaginou máquinas, baseadas em
princípios físicos e matemáticos que são aplicados até hoje em equipamentos modernos.
Seguindo os projetos do gênio o baiano Thales de Azevedo Filho já
construiu mais de noventa maquetes, e pretende chegar a cem, com base nos
projetos e invenções de Da Vinci. As maquetes funcionam e poderão em breve ser
manipulados pelos futuros visitantes numa exposição permanente que está
organizando num imóvel no bairro da Graça, em Salvador. Está também montando
uma sala maker, que nenhum museu daqui tem, onde os jovens ou mesmo visitantes
adultos possam criar e manusear serrotes, martelos, chaves de fendas, furadeira
e outras ferramentas. Nesta sua empreitada conta com o apoio do filho Guto de
Azevedo que é engenheiro e do marceneiro Roque Conceição. Portanto, estamos
diante de um sonhador que faz com a habilidade de suas mãos e conhecimentos da
física, mecânica e hidráulica peças delicadas em madeira e outros materiais
para materializar as ideias deixadas nos famosos cadernos pelo gênio italiano.
Thales, como já revela o seu nome, é filho do antropólogo Thales de Azevedo,
autor de vários livros e ex-diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências
Humanas, da Universidade Federal. Tive a honra de ser aluno do seu pai no Curso
de Ciências Sociais onde ele ensinava Antropologia, e dou meu testemunho que
era um dos homens mais cultos, civilizados e afáveis que já passou por esta
universidade. Ele ensinou a seus filhos ter curiosidade e usar as mãos e Thales
de Azevedo Filho costuma repetir como um mantra: “Quem faz com as mãos, faz
melhor”. A família era composta de quatro irmãos e quatro irmãs, e afirma que
todos sabem fazer coisas usando as mãos. Os homens
aprenderam a trabalhar na marcenaria, mecânica e as mulheres a costurar a
cozinhar.
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O engenheiro projetista mete a mão nas ferramentas para construir as maquetes. |
Ele não
alisou bancos de academias fazendo mestrado, doutorado ou pós-graduação, mas já
tem mais de 1.700 projetos realizados em vários estados brasileiros. Entende “que
um edifício nasce da concepção arquitetônica e ganha vida por meio dos projetos
complementares, transformando a obra em um organismo vivo e interativo. Não
podemos esquecer que a engenharia só evolui quando a experiência caminha ao
lado da pesquisa, da criatividade e da coragem de inovar”. Fala pouco em
público, também não seguiu o caminho do pai do magistério e tampouco escreveu
um livro até o momento. Mas, realizou o seu sonho que era mergulhar fundo nas
invenções do gênio Leonardo Da Vinci, e vibra como um jovem adolescente quando
consegue retirar do papel um projeto do grande italiano e transformar numa
maquete. É um profissional muito requisitado e premiado pelo conjunto de seus
projetos de engenharia pela
PRYSMIAN Internacional, ( grupo italiano líder mundial na
indústria de cabos e sistemas para energia e telecomunicações), pela Saint-Gobain,
(multinacional francesa fundada em 1665 que lidera o mercado mundial de
construção leve e sustentável), de Sustentabilidade pela FIEB e
por último da ADEMI como Projetista do Ano de 2026.Escreveu num pequeno esboço
que fez para a nossa conversa que “fiz muito pouco em muito tempo e agora tenho
muito o que fazer em pouco tempo”. Modéstia o engenheiro Thales de Azevedo
Filho porque é um
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Este princípio de Da Vinci está presente no Canal do Panamá e no Canal Saint-Martin, em Paris. |
projetista respeitado responsável pelos projetos
complementares dos principais prédios erguidos nos últimos anos na Bahia e de
muitos daqueles prédios de luxo do Corredor da Vitória, inclusive do ícone a
Mansão Wildberger. Seus projetos priorizam soluções que racionalizam a
execução, reduzem interferências entre disciplinas e facilitam futuras
manutenções, garantindo maior vida útil aos sistemas elétricos, hidráulicos e
de prevenção de incêndio. Reconhece que estamos longe da habitação perfeita e
defende a necessidade de digitalizar a moradia, monitorá-la remotamente, apurar
seus custos operacionais, torná-la mais palatável. Para isto, é necessária uma
tecnologia sem tecnicismo exagerado, simplificando a vida e atuando de forma
intuitiva, quase imperceptível entregando soluções mais adequadas ao
consumidor.”
Seu projeto
pessoal mais recente é o Pedras do Mundo. Ele vem colecionando pedras de
lugares diferentes deste Planeta afora. Já possui algumas de Marrocos, que é um dos países banhados por dois oceanos a oeste pelo Oceano Atlântico e, na sua porção norte, pelo Mar Mediterrâneo ; do
Estreito de Bering, que liga o mar de Chukchi (parte do oceano Ártico), ao norte, com o mar de Bering (parte do oceano Pacífico); outra do Estreito de  |
Pedra da mesma mina de onde saíram blocos para construção do Vaticano e da Casa Branca, nos Estados Unidos. |
Magalhães, que é uma passagem de 570 km que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico no extremo sul da América do Sul; um amigo lhe presenteou
recentemente com uma pedra da Croácia, da mina de onde saíram muitas pedras de
mármore para serem usadas na construção do Vaticano e da Casa Branca, no
Estados Unidos, dentre outros. Ele vai colecionando as pedras de contando a
história de cada uma. “A minha preocupação é disseminar o saber. Uma pedra só,
não diz nada. Mas, cada uma delas tem sua história e vou contar em poucas
palavras”. O mestre Thales de Azevedo Filho é também um viajante compulsório, e suas viagens sempre tem um componente a mais que é procurar conhecer museus, construções de grande relevância , e instituições que tenham alguma relação com o gênio Leonardo da Vinci. Agora no início de outubro vai ao Panamá, especialmente ao Canal do Panamá, pra ver de perto em funcionamento a eclusa por onde os navios atravessam e que usa um princípio descoberto por Da Vinci, onde a força da água fecha as portas muito pesadas da eclusa.
QUEM É
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O Tambor Andante sincronizado inventado por Leonardo Da Vinci. |
Confessa
que nasceu num ambiente onde se respirava ciência, tecnologia e arte e desta
forma construiu a sua trajetória. O patriarca Thales de Azevedo também costuma
dar suas pinceladas nas telas. Nasceu em Salvador em dezesseis de novembro de
1943. É filho de Thales Olympio Góes de Azevedo e Mariá
David de Azevedo. Disse que sua mãe era muito dinâmica, gaúcha de Alegrete e
seu pai faleceu quando ela era criança e tios foram lutar na guerra do
Paraguai. Sua mãe veio para Salvador para a casa e uma tia que a obrigava a
aprender piano. Ela foi estudar a contragosto e ao concluir o curso entregou o
diploma a tia e nunca mais tocou piano. Ela costuma dizer que “não troco a
inteligência de Thales (o esposo) pela minha iniciativa.” Basta dizer quando
ele queria ir ao lançamento de um livro, por exemplo, pegava o dinheiro para
comprar o livro na mão dela e na volta dava o troco. “Meu pai não entendia nada
de dinheiro! O mundo dele eram os livros e seu magistério”. Thales Filho fez o
primário na Escola Jesus, Maria e José, que funcionava no Campo Grande, o curso
ginasial na Escola do Mosteiro de São Bento, e relembra com alegria de seu
professor Dom Tito Amoroso Anastácio, médico e um devotado às ciências, que era
primo de Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Athayde, famoso escritor,
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A invenção que transforma o movimento contínuo em alternado. |
crítico literário, professor, intelectual e líder
católico brasileiro. Já o curso científico concluiu no Colégio Antônio Vieira,
onde segundo ele a ênfase pela ciência era muito estimulada ainda com vários
professores padres jesuítas de origem italiana. Lembra que existiam grandes
laboratórios de Física e outro de Química. Ao terminar o colegial fez
vestibular para Física, no Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia
por influência do engenheiro e físico Walter Bautista Vidal, “considerado a
maior autoridade em produção de energia, criador do programa o Proálcool”.
Durante o curso descobriu que “a Física Aplicada era mais fascinante que a
ciência pura, e então prestou novo vestibular e cursou engenharia elétrica, na
Escola Politécnica, da Universidade Federal da Bahia. Serviu ao Exército na CPOR,
criado em 1927, no Rio de Janeiro, e na década seguinte o modelo expandiu-se
pelo país. Foi inspirado “nos “University Officers' Training Corps” (UOTC) do Reino
Unido e “Reserve Officers' Training Corps” (ROTC) dos Estados Unidos, que
forneceram dezenas de milhares de oficiais para o serviço na Primeira Guerra
Mundial (1914–1918). Os oficiais reservistas, portanto, eram profissionais
liberais, médicos, advogados, professores, arquitetos, comerciantes,
funcionários públicos e veterinários. O sistema foi posto à prova na Segunda
Guerra Mundial, quando o Exército precisou rapidamente expandir seu efetivo. Na
infantaria da Força Expedicionária Brasileira havia 301
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Aqui o casco duplo do barco para enfrentar os ataques na guerra. Usado até hoje nos grandes navios. |
oficiais subalternos da
reserva R/2 e 266 oficiais subalternos de carreira.” (Wikipédia) Quando terminou
o CPOR o oficial da reserva Thales de Azevedo Filho fez um estágio de uns
quarenta e cinco dias no I9 BC. Lá descobriu quatro caminhões num pátio para
serem leiloados. Ele perguntou ao oficial responsável se poderia ver os carros,
foi autorizado e passou a trabalhar até conseguir colocar em funcionamento dois
dos caminhões. Gostava de mecânica, consertava carros e chegou a correr nas
famosas corridas que aconteciam na Avenida Centenário atraindo milhares de
pessoas nas décadas de 50 a 70. O piloto baiano mais famoso dessas corridas foi
o Luiz Pereira dos Santos, conhecido por Lulu Geladeira. Sua fama se
estendeu a outras regiões, principalmente no Nordeste, em cidades como
Fortaleza e Recife. Lulu Geladeira faleceu em 3 de junho de 2015. O inquieto e
curioso Thales de Azevedo Filho juntamente com seus irmãos construíram uma
granja no amplo terreno que a família tinha entre os bairros da Graça e a Barra
Avenida e chegaram a receber duzentos pintos por semana e vendiam pintos,
galinhas e até ovos nas feiras livres da cidade. Outra atividade que exerceu na
juventude foi de fotógrafo e durante o Festival da Primavera que era realizado
todos os anos em Salvador, com jogos no Balbininho, onde eram realizadas as
partidas de vôlei, basquete e ginástica artística. que ficava ao lado do Estado
da Fonte Nova, que foi demolido com a construção do novo Estádio de Futebol.
Ele contou que fazia as fotografias e corria para o laboratório revelava e fazia
os contatos e as fotos. Tudo feito com certa agilidade, e por isto o grande fotógrafo
baiano Leão Rosemberg, que também fotografava o Festival da Primavera, reclamou
que ele estava prejudicando o seu trabalho por ser mais rápido ao revelar e
vender as fotos.
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| Esta invenção mede a força do vento. |
Passou depois a ser estagiário da SOMA Engenharia, de Paulo Mendes de Carvalho, onde chegou a coordenar por seis anos o Departamento de Projetos. Em
1976 deixou a empresa e fundou a Projeto de Engenharia e Instalações Ltda –
PROENGE, passando a ser consultor técnico da ADEMI e da Prefeitura de Salvador,
além de conselheiro do Sindicato da Construção Civil da Bahia – SINDUSCON-BAN uma
visita que fez a um museu em Milão na Itália ao conversar com o diretor da
instituição percebeu que algumas das maquetes que ele construiu baseado nos
desenhos de Leonardo Da Vinci o museu dedicado a ele não possuía. Brincando
disse “talvez tenha perdido a oportunidade de vender as minhas maquetes.” Foi
quando lembrou da necessidade de criar uma ong para estabelecer relações de
trocas, empréstimos e talvez até receber algum recurso público ou privado para
manter a sua exposição permanente no bairro da Graça, em Salvador.
INFLUÊNCIA DO PAI
Voltando à sua descendência o seu
pai Thales de Azevedo era médico e depois de quinze anos de profissão decidiu
deixar a medicina, na década de 40, e abraçar a Antropologia e a Sociologia
para integrar juntamente com o professor Isaías Alves a criação da Faculdade de
Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal da Bahia. Seu pai era um
curioso e com ele aprendeu muito de ciências da Física e da Química, o que
permitiu seus oito filhos a desenvolver habilidades paralelas à formação
principal e despertando vocações secundárias. Foi aí que surgiu a ideia de
conhecer as criações de Leonardo Da Vinci estudando os seus desenhos, seus
mecanismos e percebeu que “havia ali muito mais do que obras de arte, tinha
engenharia, física, hidráulica, mecânica e principalmente enorme curiosidade”.
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A Catapulta inventada por Da Vinci e a maquete que teve o aro de madeira danificado e trocado por um de metal.. |
Num passo adiante veio o desejo de transformar aqueles desenhos em “algo
que as pessoas pudessem tocar, observar e compreender. Em seguida nasceu a vontade
de tornar o conhecimento mais concreto, dando vida a aquelas ideias, Leonardo
apenas desenhava e esboçava as ideias, construiu apenas a Escada de Dupla
Hélice, no Castelo de Chambord, onde duas pessoas subiam e desciam e não se
encontravam”. Além de construir as maquetes Thales de Azevedo Filho quer que as
pessoas manipulem as maquetes para terem sensações táteis e visuais e
compreensão do seu funcionamento. Na exposição que bateu o recorde com 91 mil
visitantes no Palácio da Artes, no então Museu Rodin, no bairro da Graça, as
pessoas podiam manusear as réplicas. Ele contou que durante o período da
exposição teve que viajar para participar da inauguração de um museu nos
Estados Unidos e quando retornou verificou que preocupados na preservação das
réplicas os funcionários do museu tinham colocado etiquetas "Não
toque". Ao ver ele saiu arrancando as etiquetas uma por uma. Quando
indaguei quantas foram danificadas, riu e respondeu. “Apenas uma, que era uma
catapulta que tinha um arco muito frágil. Tinha feito um arco de madeira com
aquele círculo de madeira que as costureiras usam para bordar. Já substitui por
um metálico e a maquete está perfeita!". Estes arcos são utilizados aos
pares, um encaixa no outro e são conhecidos por bastidores. A catapulta era uma
máquina de guerra que servia para lançar bolas de materiais incendiários e
pedras contra as fortalezas inimigas.
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| Retrato de Leonardo Da Vinci. |
Segundo a Wikipédia
– “Leonardo di Ser Piero da Vinci ou
simplesmente Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, 15 de abril de 1452 –
e faleceu em Amboise, 2 de maio de 1519.
Foi um polímata nascido na atual Itália, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada
apenas pela sua capacidade de invenção. É considerado um dos maiores pintores
de todos os tempos e, possivelmente, a pessoa dotada de talentos mais diversos
a ter vivido. Segundo Helen Gardner, historiadora de arte, a
profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e "sua
mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [nos
parece] misterioso e distante".
Nascido como filho ilegítimo de
um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci,
na região da Florença, foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida
profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I. Leonardo era,
como até hoje, conhecido principalmente como pintor. Duas de suas obras, a Mona Lisa[2] e A Última Ceia, estão
entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os
tempos, e sua fama se compara apenas à Criação de Adão, de Michelangelo. O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um
ícone cultural, e foi reproduzido por todas as partes, desde o euro
até camisetas. Cerca de quinze de suas pinturas sobreviveu até os
dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes - e
frequentemente desastrosas - com novas técnicas, além de sua procrastinação
crônica. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de
 |
Thales Filho visitando Museu Da Vinci, em Milão, na Itália. |
anotações - que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos
sobre a natureza da pintura - formam uma contribuição às futuras gerações de
artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Michelangelo.”
Da Vinci é reverenciado pela sua
engenhosidade tecnológica; concebeu ideias muito à frente de seu tempo, como
um protótipo de helicóptero, um tanque de guerra, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, e uma teoria
rudimentar das placas tectônicas. Um
número relativamente pequeno de seus projetos chegou a ser construído durante
sua vida (muitos nem mesmo eram factíveis), mas algumas de suas invenções
menores, como uma bobina automática, e um aparelho que testa
a resistência à tração de um fio, entraram sem crédito algum para o mundo da
indústria. Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos
campos da anatomia, da engenharia civil, da óptica e da hidrodinâmica. Leonardo da Vinci é considerado por vários o
maior gênio da história, devido a sua multiplicidade de talentos para ciências
e artes, sua engenhosidade e criatividade, além de suas obras polêmicas. Num
estudo realizado em 1926 seu QI foi estimado em cerca de 180."
Parabéns pela excelente reportagem, homem de muito valor 👍👏
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