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sábado, 26 de setembro de 2026

ENGENHEIRO BAIANO FEZ NOVENTA MAQUETES DAS INVENÇÕES DE LEONARDO DA VINCI

O engenheiro Thales de Azevedo Filho com
suas maquetes das invenções de Da Vinci.

O engenheiro eletricista baiano Thales de Azevedo Filho é criador do Circo do Saber e um apaixonado pelas invenções do gênio italiano Leonardo Da Vinci que pintou a Mona Lisa, a obra mais valiosa e mais visitada de todos os tempos e, também a fantástica Última Ceia, famosa pintura mural criada entre 1495 e 1498 no convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão, Itália, dentre outras obras que atravessaram séculos por sua técnica e beleza, e registrou no papel mais de uma centena de invenções. Seus projetos criados na Renascença são até hoje motivo de espanto e curiosidade de como um homem simples, sem recursos e poucas informações disponíveis na sua época imaginou máquinas, baseadas em princípios físicos e matemáticos que são aplicados até hoje em equipamentos modernos. Seguindo os projetos do gênio o baiano Thales de Azevedo Filho já construiu  mais de noventa maquetes, e pretende chegar a cem, com base nos projetos e invenções de Da Vinci. As maquetes funcionam e poderão em breve ser manipulados pelos futuros visitantes numa exposição permanente que está organizando num imóvel no bairro da Graça, em Salvador. Está também montando uma sala maker, que nenhum museu daqui tem, onde os jovens ou mesmo visitantes adultos possam criar e manusear serrotes, martelos, chaves de fendas, furadeira e outras ferramentas. Nesta sua empreitada conta com o apoio do filho Guto de Azevedo que é engenheiro e do marceneiro Roque Conceição. Portanto, estamos diante de um sonhador que faz com a habilidade de suas mãos e conhecimentos da física, mecânica e hidráulica peças delicadas em madeira e outros materiais para materializar as ideias deixadas nos famosos cadernos pelo gênio italiano. Thales, como já revela o seu nome, é filho do antropólogo Thales de Azevedo, autor de vários livros e ex-diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal. Tive a honra de ser aluno do seu pai no Curso de Ciências Sociais onde ele ensinava Antropologia, e dou meu testemunho que era um dos homens mais cultos, civilizados e afáveis que já passou por esta universidade. Ele ensinou a seus filhos ter curiosidade e usar as mãos e Thales de Azevedo Filho costuma repetir como um mantra: “Quem faz com as mãos, faz melhor”. A família era composta de quatro irmãos e quatro irmãs, e afirma que todos sabem fazer coisas usando as mãos. Os homens aprenderam a trabalhar na marcenaria, mecânica e as mulheres a costurar a cozinhar.

O engenheiro  projetista mete a mão nas
ferramentas para construir as maquetes.

Ele não alisou bancos de academias fazendo mestrado, doutorado ou pós-graduação, mas já tem mais de 1.700 projetos realizados em vários estados brasileiros. Entende “que um edifício nasce da concepção arquitetônica e ganha vida por meio dos projetos complementares, transformando a obra em um organismo vivo e interativo. Não podemos esquecer que a engenharia só evolui quando a experiência caminha ao lado da pesquisa, da criatividade e da coragem de inovar”. Fala pouco em público, também não seguiu o caminho do pai do magistério e tampouco escreveu um livro até o momento. Mas, realizou o seu sonho que era mergulhar fundo nas invenções do gênio Leonardo Da Vinci, e vibra como um jovem adolescente quando consegue retirar do papel um projeto do grande italiano e transformar numa maquete. É um profissional muito requisitado e premiado pelo conjunto de seus projetos de engenharia  pela  PRYSMIAN Internacional,  ( grupo italiano  líder mundial na indústria de cabos e sistemas para energia e telecomunicações), pela  Saint-Gobain, (multinacional francesa fundada em 1665 que lidera o mercado mundial de construção leve e sustentável),  de Sustentabilidade  pela FIEB e por último da ADEMI como Projetista do Ano de 2026.Escreveu num pequeno esboço que fez para a nossa conversa que “fiz muito pouco em muito tempo e agora tenho muito o que fazer em pouco tempo”. Modéstia o engenheiro Thales de Azevedo Filho porque é um
Este princípio de  Da Vinci está
presente no Canal do Panamá e
no  Canal Saint-Martin, em Paris
.
projetista respeitado responsável pelos projetos complementares dos principais prédios erguidos nos últimos anos na Bahia e de muitos daqueles prédios de luxo do Corredor da Vitória, inclusive do ícone a Mansão Wildberger. Seus projetos priorizam soluções que racionalizam a execução, reduzem interferências entre disciplinas e facilitam futuras manutenções, garantindo maior vida útil aos sistemas elétricos, hidráulicos e de prevenção de incêndio. Reconhece que estamos longe da habitação perfeita e defende a necessidade de digitalizar a moradia, monitorá-la remotamente, apurar seus custos operacionais, torná-la mais palatável. Para isto, é necessária uma tecnologia sem tecnicismo exagerado, simplificando a vida e atuando de forma intuitiva, quase imperceptível entregando soluções mais adequadas ao consumidor.” 
Seu projeto pessoal mais recente é o Pedras do Mundo. Ele vem colecionando pedras de lugares diferentes deste Planeta afora. Já possui algumas de Marrocos, que é um dos países banhados por dois oceanos a oeste pelo Oceano Atlântico e, na sua porção norte, pelo Mar Mediterrâneo  ;  do Estreito de Bering, que liga o mar de Chukchi (parte do oceano Ártico), ao norte, com o mar de Bering (parte do oceano Pacífico);  outra do Estreito de
Pedra da mesma mina de onde saíram
blocos para construção do Vaticano e
da Casa Branca, nos Estados Unidos.
Magalhães, que é uma passagem de 570 km que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico no extremo sul da América do Sul;  um amigo lhe presenteou recentemente com uma pedra da Croácia, da mina de onde saíram muitas pedras de mármore para serem usadas na construção do Vaticano e da Casa Branca, no Estados Unidos, dentre outros. Ele vai colecionando as pedras de contando a história de cada uma. “A minha preocupação é disseminar o saber. Uma pedra só, não diz nada. Mas, cada uma delas tem sua história e vou contar em poucas palavras”. O mestre Thales de Azevedo Filho é também um viajante compulsório, e suas viagens sempre tem um componente a mais que é procurar conhecer museus, construções de grande relevância , e instituições que tenham alguma relação com o gênio Leonardo da Vinci. Agora no início de outubro vai ao Panamá, especialmente ao Canal do Panamá, pra ver de perto em funcionamento a eclusa por onde os navios atravessam e que usa um princípio descoberto por Da Vinci, onde a força da água fecha as portas muito pesadas da eclusa.

                                       QUEM É

O Tambor Andante sincronizado
inventado por Leonardo Da Vinci
. 
Confessa que nasceu num ambiente onde se respirava ciência, tecnologia e arte e desta forma construiu a sua trajetória. O patriarca Thales de Azevedo também costuma dar suas pinceladas nas telas. Nasceu em Salvador em dezesseis de novembro de 1943.   É filho de Thales Olympio Góes de Azevedo e Mariá David de Azevedo. Disse que sua mãe era muito dinâmica, gaúcha de Alegrete e seu pai faleceu quando ela era criança e tios foram lutar na guerra do Paraguai. Sua mãe veio para Salvador para a casa e uma tia que a obrigava a aprender piano. Ela foi estudar a contragosto e ao concluir o curso entregou o diploma a tia e nunca mais tocou piano. Ela costuma dizer que “não troco a inteligência de Thales (o esposo) pela minha iniciativa.” Basta dizer quando ele queria ir ao lançamento de um livro, por exemplo, pegava o dinheiro para comprar o livro na mão dela e na volta dava o troco. “Meu pai não entendia nada de dinheiro! O mundo dele eram os livros e seu magistério”. Thales Filho fez o primário na Escola Jesus, Maria e José, que funcionava no Campo Grande, o curso ginasial na Escola do Mosteiro de São Bento, e relembra com alegria de seu professor Dom Tito Amoroso Anastácio, médico e um devotado às ciências, que era primo de  Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Athayde, famoso escritor, 
A invenção  que transforma o
movimento contínuo em alternado
.
crítico literário, professor, intelectual e líder católico brasileiro. Já o curso científico concluiu no Colégio Antônio Vieira, onde segundo ele a ênfase pela ciência era muito estimulada ainda com vários professores padres jesuítas de origem italiana. Lembra que existiam grandes laboratórios de Física e outro de Química. Ao terminar o colegial fez vestibular para Física, no Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia por influência do engenheiro e físico Walter Bautista Vidal, “considerado a maior autoridade em produção de energia, criador do programa o Proálcool”. Durante o curso descobriu que “a Física Aplicada era mais fascinante que a ciência pura, e então prestou novo vestibular e cursou engenharia elétrica, na Escola Politécnica, da Universidade Federal da Bahia. Serviu ao Exército na CPOR, criado em 1927, no Rio de Janeiro, e na década seguinte o modelo expandiu-se pelo país. Foi inspirado “nos “University Officers' Training Corps” (UOTC) do Reino Unido e “Reserve Officers' Training Corps” (ROTC) dos Estados Unidos, que forneceram dezenas de milhares de oficiais para o serviço na Primeira Guerra Mundial (1914–1918). Os oficiais reservistas, portanto, eram profissionais liberais, médicos, advogados, professores, arquitetos, comerciantes, funcionários públicos e veterinários. O sistema foi posto à prova na Segunda Guerra Mundial, quando o Exército precisou rapidamente expandir seu efetivo. Na infantaria da Força Expedicionária Brasileira havia 301 
Aqui o casco duplo do barco para
enfrentar os ataques na guerra. 
Usado até hoje nos grandes navios.
oficiais subalternos da reserva R/2 e 266 oficiais subalternos de carreira.” (Wikipédia) Quando terminou o CPOR o oficial da reserva Thales de Azevedo Filho fez um estágio de uns quarenta e cinco dias no I9 BC. Lá descobriu quatro caminhões num pátio para serem leiloados. Ele perguntou ao oficial responsável se poderia ver os carros, foi autorizado e passou a trabalhar até conseguir colocar em funcionamento dois dos caminhões. Gostava de mecânica, consertava carros e chegou a correr nas famosas corridas que aconteciam na Avenida Centenário atraindo milhares de pessoas nas décadas de 50 a 70. O piloto baiano mais famoso dessas corridas foi o Luiz Pereira dos Santos, conhecido por Lulu Geladeira. Sua fama se estendeu a outras regiões, principalmente no Nordeste, em cidades como Fortaleza e Recife. Lulu Geladeira faleceu em 3 de junho de 2015. O inquieto e curioso Thales de Azevedo Filho juntamente com seus irmãos construíram uma granja no amplo terreno que a família tinha entre os bairros da Graça e a Barra Avenida e chegaram a receber duzentos pintos por semana e vendiam pintos, galinhas e até ovos nas feiras livres da cidade. Outra atividade que exerceu na juventude foi de fotógrafo e durante o Festival da Primavera que era realizado todos os anos em Salvador, com jogos no Balbininho, onde eram realizadas as partidas de vôlei, basquete e ginástica artística. que ficava ao lado do Estado da Fonte Nova, que foi demolido com a construção do novo Estádio de Futebol. Ele contou que fazia as fotografias e corria para o laboratório revelava e fazia os contatos e as fotos. Tudo feito com certa agilidade, e por isto o grande fotógrafo baiano Leão Rosemberg, que também fotografava o Festival da Primavera, reclamou que ele estava prejudicando o seu trabalho por ser mais rápido ao revelar e vender as fotos.

Esta invenção mede a força do vento.
Passou depois a ser estagiário da SOMA Engenharia, de Paulo Mendes de Carvalho, onde chegou a coordenar por seis anos o Departamento de Projetos. Em 1976 deixou a empresa e fundou a Projeto de Engenharia e Instalações Ltda – PROENGE, passando a ser consultor técnico da ADEMI e da Prefeitura de Salvador, além de conselheiro do Sindicato da Construção Civil da Bahia – SINDUSCON-BAN uma visita que fez a um museu em Milão na Itália ao conversar com o diretor da instituição percebeu que algumas das maquetes que ele construiu baseado nos desenhos de Leonardo Da Vinci o museu dedicado a ele não possuía. Brincando disse “talvez tenha perdido a oportunidade de vender as minhas maquetes.” Foi quando lembrou da necessidade de criar uma ong para estabelecer relações de trocas, empréstimos e talvez até receber algum recurso público ou privado para manter a sua exposição permanente no bairro da Graça, em Salvador.

                                   INFLUÊNCIA DO PAI

Voltando à sua descendência o seu pai Thales de Azevedo era médico e depois de quinze anos de profissão decidiu deixar a medicina, na década de 40, e abraçar a Antropologia e a Sociologia para integrar juntamente com o professor Isaías Alves a criação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal da Bahia. Seu pai era um curioso e com ele aprendeu muito de ciências da Física e da Química, o que permitiu seus oito filhos a desenvolver habilidades paralelas à formação principal e despertando vocações secundárias. Foi aí que surgiu a ideia de conhecer as criações de Leonardo Da Vinci estudando os seus desenhos, seus mecanismos e percebeu que “havia ali muito mais do que obras de arte, tinha engenharia, física, hidráulica, mecânica e principalmente enorme curiosidade”.

A Catapulta inventada  por Da Vinci e  
 a maquete 
que teve o aro de madeira
danificado e trocado por um de metal.
.
Num passo adiante veio o desejo de transformar aqueles desenhos em “algo que as pessoas pudessem tocar, observar e compreender. Em seguida nasceu a vontade de tornar o conhecimento mais concreto, dando vida a aquelas ideias, Leonardo apenas desenhava e esboçava as ideias, construiu apenas a Escada de Dupla Hélice, no Castelo de Chambord, onde duas pessoas subiam e desciam e não se encontravam”. Além de construir as maquetes Thales de Azevedo Filho quer que as pessoas manipulem as maquetes para terem sensações táteis e visuais e compreensão do seu funcionamento. Na exposição que bateu o recorde com 91 mil visitantes no Palácio da Artes, no então Museu Rodin, no bairro da Graça, as pessoas podiam manusear as réplicas. Ele contou que durante o período da exposição teve que viajar para participar da inauguração de um museu nos Estados Unidos e quando retornou verificou que preocupados na preservação das réplicas os funcionários do museu tinham colocado etiquetas "Não toque". Ao ver ele saiu arrancando as etiquetas uma por uma. Quando indaguei quantas foram danificadas, riu e respondeu. “Apenas uma, que era uma catapulta que tinha um arco muito frágil. Tinha feito um arco de madeira com aquele círculo de madeira que as costureiras usam para bordar. Já substitui por um metálico e a maquete está perfeita!". Estes arcos são utilizados aos pares, um encaixa no outro e são conhecidos por bastidores. A catapulta era uma máquina de guerra que servia para lançar bolas de materiais incendiários e pedras contra as fortalezas inimigas.

                                   O LEONARDO DA VINCI

Retrato de Leonardo Da Vinci.
 Segundo a Wikipédia  – “Leonardo di Ser Piero da Vinci ou simplesmente Leonardo da Vinci nasceu em Anchiano, 15 de abril de 1452 – e faleceu em Amboise, 2 de maio de 1519. Foi um polímata nascido na atual Itália, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e, possivelmente, a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Segundo Helen Gardner, historiadora de arte, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e "sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [nos parece] misterioso e distante".

Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença, foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I. Leonardo era, como até hoje, conhecido principalmente como pintor. Duas de suas obras, a Mona Lisa[2] e A Última Ceia, estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos, e sua fama se compara apenas à Criação de Adão, de Michelangelo. O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um ícone cultural, e foi reproduzido por todas as partes, desde o euro até camisetas. Cerca de quinze de suas pinturas sobreviveu até os dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes - e frequentemente desastrosas - com novas técnicas, além de sua procrastinação crônica. Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de

Thales Filho visitando Museu 
Da Vinci, em Milão, na Itália.
anotações - que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura - formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Michelangelo.”

Da Vinci é reverenciado pela sua engenhosidade tecnológica; concebeu ideias muito à frente de seu tempo, como um protótipo de helicóptero, um tanque de guerra, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, e uma teoria rudimentar das placas tectônicas. Um número relativamente pequeno de seus projetos chegou a ser construído durante sua vida (muitos nem mesmo eram factíveis), mas algumas de suas invenções menores, como uma bobina automática, e um aparelho que testa a resistência à tração de um fio, entraram sem crédito algum para o mundo da indústria. Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos campos da anatomia, da engenharia civil, da óptica e da hidrodinâmica. Leonardo da Vinci é considerado por vários o maior gênio da história, devido a sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, sua engenhosidade e criatividade, além de suas obras polêmicas. Num estudo realizado em 1926 seu QI foi estimado em cerca de 180."

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