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domingo, 17 de maio de 2026

GUSTAVO MORENO E SUA ARTE DA RESSIGNIFICÂNCIA

Gustavo Moreno trabalhando no ateliê.
O artista visual Gustavo Moreno é pintor e escultor está no mercado desde o ano 2000 quando realizou sua primeira exposição individual do Museu de Arte Moderna da Bahia. É baiano de nascimento, graduado em licenciatura em Artes Plásticas pela Universidade Católica de Salvador e atualmente vem criando uma série de esculturas e totens utilizando os mais variados objetos encontrados aleatoriamente.  São pedaços de móveis antigos, brinquedos, imagens religiosas, peças de carros e de eletrodomésticos, azulejos, dentre muitos outros. Nasceu no ambiente da arte porque seu pai Tati Moreno e sua mãe Emília Fonseca, mais conhecida por Mimi, eram artistas, sendo que seu pai é um escultor de destaque autor daqueles Orixás do Dique do Tororó e de outras obras icônicas daqui e de fora do país. Sua mãe era pintora, mas não chegou a se profissionalizar e também seu irmão André é um escultor de destaque autor daquela obra Roda de Capoeira, que fica ao lado do Mercado Modelo, em Salvador. O Gustavo Moreno residiu em São Paulo a partir de 1997, mas hoje trabalha em seu ateliê nas imediações do elevador do Pilar, na Cidade Baixa, em Salvador, e num galpão no Litoral Norte. Já fez algumas exposições individuais, participou da Bienal do Recôncavo, em São Félix-BA e do I Salão de Arte Contemporânea do Consulado da Holanda. Em 2005  foi premiado com o troféu Caboatã de Cultura e Arte. Ele foi um dos artistas selecionados no Edital Artsul Artistas Independentes 2021 e  premiado no Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos-SP.  Entre os anos 2010 a 2015 esteve no Rio de Janeiro montou um ateliê na fábrica Bhering, que estava abandonada, juntamente com um grupo de artistas . Era uma antiga fábrica de chocolates e café , fundada na década de 1930, que foi  transformada em um polo cultural e criativo. Fica localizada na zona portuário  do Rio de Janeiro.  O imóvel tem seis  andares e reúne dezenas de  ateliês de arte, galerias, brechós, lojas de móveis e cafés.Também participou de alguns cursos   sobre Crítica, Criação, Circuitos  - Instâncias da Arte Contemporânea Brasileira, ministrado por Ivair Reinaldim;   de Teoria da Arte, por Fernando Cochiaralle , e  sobre Planos e Superfícies , proferido  por Luiz Ernesto de Morais, todos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, (EAV). Esta escola começou a funcionar após o fechamento do Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro . Em 1975 foi renomeada e fica localizada no bairro do Jardim Botânico , ocupando a  antiga residência do armador brasileiro  Henrique Lage.
Obras do artista expostas na SP/ Arte 2025.
Em 2012 fez uma exposição utilizando tinta óleo e acrílica, lona, aço a qual denominou de
Cada Um de Nós, Também os Outros,  no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro. O artista concebeu   a mostra como  uma reflexão das relações do indivíduo no mundo contemporâneo, como a negação da identidade e as investigações quanto à memória, o tempo e o espaço”. Participou em 2026 da mostra Adiar o Fim dos Mundo, na Fundação Getúlio Vargas com curadoria de Paulo Herkenhoff e Ailton Krenak. Em 2025 da Afro Brasilidade em homenagem a Rubem Valentim e Emanoel Araújo com curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães. 

                                          PINTUURA MATÉRICA

Obra de Gustavo Moreno feita com
areia, pigmentos ,pedras e pó xadrez.
O artista Gustavo Moreno considera sua pintura matérica, não é uma pintura tradicional de diluir a tinta e se preocupar com perspectiva,  luz e a sombra. "Minha pintura é como se fosse um expressionismo abstrato, livre de amarras tradicionais e se aproxima do abstracionismo . Também  abstraio me aproximando do concretismo, criando obras que se unem formando uma certa geometria". Não usa apenas tintas e pincéis, e sim cimento, pigmentos, pó xadrez, cola ,madeira, e outros materiais que vai agregando no suporte para se expressar. Faz uma pintura muito livre, que dialoga com a escultura, com o tridimensional. Sabemos que a pintura chamada de matérica não  surgiu nas décadas de 40 e 50 no pós-guerra e se caracteriza pela sua textura e materialidade, quando o artista utiliza areia, gesso, madeira, tecidos, objetos dentre outros materiais criando relevos e efeitos táteis em vez de apenas visuais. É considerada uma arte abstrata que incorpora materiais não convencionais para expressar emoções e memórias. 
O artista Gustavo Moreno já passou pela pintura   figurativa na década de 2000 a 2010. Quando indaguei se o mercado aceitou bem essas pinturas que fazia quando expôs individualmente pela primeira vez no MAM-BA em 2000 respondeu que apresentou uma série de pinturas de rostos se remetendo à pintura Pop lembrando Andy Warhol. O artista citado por ele o Andy Warhol o seu nome de batismo era Andrew Warhola Jr, nasceu em  Pittsburgh, no estado da  Pensilvânia, nos Estados Unidos, em  6 de agosto de 1928  e veio a falecer em Nova York, 22 de fevereiro de 1987. Wahrol “foi um artista visual, diretor de cinema, produtor e figura de destaque do movimento Pop Art. Suas obras exploram a relação entre expressão artística, publicidade e cultura de celebridades que floresceu na década de 1960 e abrangem uma variedade de mídias, incluindo pintura, serigrafia, fotografia, filme e escultura.”

Vemos uma tela impregnada de tintas,
pigmentos e outros materiais
dialogando com uma escultura
( totem) de Oxóssi.
Para Gustavo Moreno suas obras atuais  pinturas criam uma relação da escultura com a tela. São peças subsequentes às telas formando uma certa complementariedade.  Estas esculturas ou totens criados por Gustavo Moreno ele diz que "enxerga em seus trabalhos  um geometrismo, mas não é uma afirmação com a visão da matemática racional. Eu nego tudo isto enquanto penso que é uma geometria pelo que está por vir e não pensando na racionalidade. É como se fosse uma inversão, uma geométrica negada."
E continuou: " O que me envolve são questões da religião, o sincretismo, a cultura popular. Todo meu trabalho em primeira instância parte de uma coleção de objetos e materiais. Tenho um arquivo de materiais, de objetos e fragmentos que levo para o ateliê. Este grande reservatório de coisas que recolho está lá guardado e os trabalhos surgem a partir dali. Me interessam os materiais que tiveram um certo desgaste pelo tempo porque têm suas impregnações surgidas com o tempo, sua temporalidade. Passou pelo sol, chuva e pela sua funcionalidade de certa forma em algum lugar. São esses materiais que recolho em ferros velhos ou mesmo na rua, em antiquários e lugares de construção. Acontece às vezes até que vou dirigindo e ao enxergar um objeto paro o carro e levo para meu ateliê. Acho que a partir disto é pensar em transmutar e fazer eles reviverem, se ressignificarem de outra forma."
Gustavo cortando um azulejo
para colocar numa nova obra
.
Não faz um desenho prévio de suas esculturas. Vai agregando os materiais e observando os encaixes, as posições e a visão estética até a sua conclusão final. É como se fosse um jogo de armar onde as peças vão se encaixando, só que no jogo de armar foi feito um projeto e determinado os lugares das peças. No seu processo criativo tudo é conduzido pela intuição e sensibilidade. Às vezes coloca no chão e vai  juntando um ao lado do  outro e vendo onde se encaixa melhor cada um e se tem funcionalidade. É como que existisse um diálogo desses materiais com o artista . Neste fazer surge uma relação para tentar entender onde cada um vai ficar permanentemente . Como se eles fossem os atores e ele um diretor. Algumas vezes não dá certo é como se um deles dissesse aqui não funciono bem.
 Falou ainda que acontece  ficar olhando uma escultura ainda em produção indagando onde vai colocar determinada peça que escolheu para fazer parte da escultura. Imagina  que estava errado e acertou, outras vezes está errado e tem que realmente mudar de lugar.  Também neste processo criativo acontece que uma peça não se encaixa naquela escultura e cria-se um impasse obrigando Gustavo Moreno a parar e deixar de lado. Quando isto ocorre  deixa a  peça de lado e vai trabalhar em outra escultura. Em alguma outra hora ou  dia volta a trabalhar naquela primeira escultura até terminar. "Sinto como se fosse uma catarse, muitas vezes fico o dia inteiro concentrado numa ou mais esculturas ao mesmo tempo." 
Depois de estabelecer os locais de cada um passa para a fase da execução que considera  mais árdua e complexa porque vai  precisar de assistentes  que lhe ajudam a cortar, soldar, colar e lixar. Muitas vezes antes da execução fotografa e leva pra casa e ainda fica pensando como ficaria melhor. Tem que ver como agregar, por exemplo, uma peça de latão, que não se consegue soldar no aço, ferro não solda na madeira, cerâmica com madeira. Aí entram os truques como o do  aparafusamento.

Esta interação do artista Gustavo Moreno e os variados materiais que costuma usar em suas criações ele revela  que não possui um controle total sobre eles. Muitas vezes esses materiais vão apontando silenciosamente os caminhos que deve percorrer até encontrar uma solução que lhe agrade do ponto de vista estético e praticidade. Algumas vezes permanece horas diante de uma obra em processo de construção e as coisas vão acontecendo como se estivesse em transe. "Tem momentos que realmente nem sei o que estou fazendo. Mas, é nesta relação com os materiais que a obra ganha forma e força." Disse que pode até programar uma certa cena para fotografar, por exemplo, mas sempre surgem os imprevistos, as nuances e as alterações até o trabalho é finalizado."

Os trabalhos que Gustavo Moreno realiza são assemblagens misturando  símbolos   das chamadas religiões de matrizes africanas e da igreja católica como por exemplo patuás, imagens de santos,  castiçais de velas,  turíbulos de metal que é usado para incensar os templos religiosos, um cálice. Enfim ele procura em suas esculturas fazer este sincretismo,  que hoje está tendo uma boa demanda no mercado de arte. Afirmou ainda que se sente entre  " o colonizado e o colonizador. Minha mãe era filha de portugueses e meu pai um baiano mestiço."

                   TRAJETÓRIA

Família de artistas :Tati Moreno, André,
 d. Mimi e Gustavo.
O seu nome de batismo é Gustavo da Fonseca Moreno nasceu em dezoito de abril de 1969 em Salvador. É filho de Otávio de Castro Moreno Filho, o Tati Moreno, e d. Emília Augusta da Fonseca, mais conhecida por Mim, já falecidos. Estudou o primário na Escola Pequenópolis, no bairro da Graça, em Salvador e em seguida foi para o Colégio Nobel, do Rio Vermelho, e depois transferido para o Colégio Nobel, do Itaigara, ambos em Salvador. Em 1998 prestou vestibular para Licenciatura em Artes Plásticas na Universidade Católica de Salvador. Achou o curso de boa qualidade teórica, mas sentiu falta de aulas práticas, o que foi preenchido ajudando seu pai na produção de suas esculturas. Ressaltou também que sua mãe d. Mimi desenhava muito bem e pintava. Mimi  estudou na Escola de Belas Artes e fazia alguns dos projetos e desenhos que eram executados por Tati Moreno. Como vivia nesses dois ambientes nos ateliês do pai e  da mãe foi quase natural se tornar artista. Quando  criança ficava vendo a mãe pintar e passou a desenhar. Durante algum tempo Mimi pintou paisagens, naturezas-mortas e flores. Para Gustavo Moreno que “as pinturas de minha mãe pareciam com as pinturas dos azulejos portugueses do período colonial, mesmo antes dela abraçar a azulejaria”. Talvez sua criatividade foi de certa forma ofuscada pelo seu empenho em contribuir com a obra do esposo Tati Moreno e o consequente bom desempenho de seu pai como escultor conhecido em todo o país e lá fora.
Esta obra que remete a uma paisagem 
foi criada usando vários materiais
.
 REFERÊNCIAS

O artista e curador  Caetano Dias escreveu um texto para a exposição que Gustavo Moreno fez no MAM-BA que intitulou de Transmutar é Preciso. Vejamos parte do texto: O trabalho de Gustavo Moreno pode ser pensado como uma poética dos fragmentos e suas energias em meio ao domínio da nova imaterialidade. Consciente disso. ele escolhe adentrar e aprofundar as relações entre memória, história e fé, criando construções que ligam aspectos da cultura popular, religiosa e industrial, ecoando tradições ao atribuir novos significados a coisas antigas que sempre ressurgem. Moreno ultrapassa o  esperado nas práticas artísticas atuais, fazendo isso com sutil delicadeza ao sobrepor resquícios do passado, desafiando a práxis cíclica tão comum ao anacrônico, que tende e atende ao sistema."

"A abordagem interdisciplinar de Moreno, que mistura materiais orgânicos industriais, cria uma sinergia que reflete a complexidade e pode reestabelecer a necessária desordem que o mundo precisa para continuar a navegar por águas que ainda possam ser inusuais convidando o espectador a explorar as múltiplas camadas de significado em suas torres de sentidos. A estética em platôs, presente na criação de Moreno, celebra a invenção pelo viés dos catadores errantes que ao longo da história, sempre podem redescobrir tudo o que há, refletindo assim a força, a adaptabilidade e a mutabilidade das culturas que continuam a se transmutar Seus platôs, somados em vértices, emergem como entidades que respiram e pulsam com a energia da ancestralidade no presente, trazendo frescor e vitalidade que sempre urge. 

Gustavo Moreno e Caetano
Dias e algumas esculturas.
As esculturas de Moreno são compostas por fragmentos como madeira, metal oxidado, vidro e cerâmica, frequentemente dispostos em formas longilíneas que evocam tanto a fragilidade, quanto  a força. Esses elementos díspares, marcados pelo tempo, dialogam entre si para criar um estranhamento que transcende, ao se interpenetrarem e seguirem para outros imaginários."

Já o  crítico Marcus Lontra sobre uma exposição de pinturas matéricas  assinalou que o artista parte do registro fotográfico e “executa uma série de ações pautadas pela edição e manipulação das imagens, com intuito de criar a necessária surpresa e curiosidade que toda obra de arte verdadeira deve suscitar no espectador. Nesse sentido, o suporte é elemento essencial no seu processo. Nas telas brancas, o vazio acaba por sugerir o silêncio do tempo. A matéria opaca, branca, faz com que a figura dela pareça britas como um resquício de pensamento aparece subitamente em nosso consciente oriundo dos silêncios dos desvãos da nossa memória. Já nas superfícies polidas e metálicas, a imagem parece ser agregada, ao posterior à existência do suporte. Enquanto nas telas o tempo rege o espetáculo, no metal o espaço conduz o nosso olhar, provocando o espectador e, por vezes introduzindo-o no centro da ação através do espelhamento da sua própria imagem”.

Exposições -  Individuais - 2012- Cada Um de Nós Também os Outros/Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro-RJ ; Cada Um de Nós Também os Outros/Galeria Paulo Darzé, Salvador-BA. 2004 -Transtornos Mentais /Galeria Fábio Pena Cal, Salvador-BA 2000 - Baianos Luz/Museu de Arte Moderna da Bahia-(MAM), Salvador-BA. 

Coletivas - 2026Adiar o Fim do Mundo, FGV Arte Rio de Janeiro-RJ. 2025 - Afro Brasilidade Homenagem a dois Valentins e a um Emanoel, FGV Arte Rio de Janeiro-RJ; Ecos Malês, Casa das Histórias de Salvador, Salvador-Ba. 2024 - Rotas Brasileiras - SPArte Acer Galeria de Arte 2023- Credo, Casa Jacarepaguá - Paralela à SPArte - Rotas Brasileiras, São Paulo-SP. 2023 - Um Tanto do Que Somos, Casa do Benin, Salvador-BA; ArtStudio, Acervo Galeria de Arte, Salvador-BA; Credo l? - Casa Jacarepaguá, São Paulo-SP. 2021- ARTSOUL - Artistas Independentes. 2020- Clarices, um tributo ao centenário de Clarice Lispector/Ateliê da Fotografia, Salvador-BA; Utopias e Distopias Atmosféricas, Uncool Artista.  2019 - 47° Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André-SP. 2018 - Bienal Internacional de Arte Contemporânea Emergente, Eve Maria Zimmermann, Espanha; Feira Parte, Coletivo Rifa, São Paulo-SP. 2016 - 4° Salão de Outono da América Latina - Galeria Marta Traba /Complexo 2, Cultural Memorial da América Latina, São Paulo-SP. 2014 - Bailado de Flávio de Carvalho, SESC, Nova Iguaçu-RJ: 2013 - Deslocamentos, Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro-RJ ; Acervo Aberto, Galeria TAL Tech Art Lab, Rio de Janeiro-RJ . 2012 - Nosso Cuiabá, Escola de Artes Visuais (EVA), Parque Laje, Rio de Janeiro-RJ; Feira de Arte Rio, Galeria Paulo Darzé, Rio de Janeiro-
Escultura em homenagem aos pescadores na 
cidade de Camaçari, Bahia.
RJ; Jornada Move Arte, Galeria Cañizares/ Escola de Belas Artes (EBA) da UIERA Salvador-BA.
2011- Intercâmbio Bahia x São Paulo, Galeria de Arte Carlos Barbosa, Feira de Santana-BA; Santana, Museu de Arte da Bahia (MAB), Salvador-BA. 2009 - Novos Talentos, Salão Branco do Congresso Nacional, Brasília-DF. 2008 - IX Bienal do Recôncavo, São Felix-BA; Arauto de Santos, Instituto Cultural Brasil Itália (IBRIT), Milão-Itália. 2003 - Eu Sou Eu e Meu Endereço, Centro Cultural Correios, Salvador-BA; A Holanda no Olhar do Artista Brasileiro/ I Salão de Arte Contemporânea, Centro Cultural Dannemann, Salvador-BA. 2002- Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Salvador-BA. 1999 - Exposição Arte GACC Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Salvador-BA. 1998 -IV Bienal do Recôncavo, São Felix-BA. 1991 - Trinca de Três, Galeria Casa do Benin, Salvador-BA.

Prêmio - 2016 -1° lugar (Júri Técnico), 15° Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos, São Paulo-SP. Acervos - Fundação Luiz Ademir, São Félix-BA; Centro Cultural dos Correios, Salvador-BA; Galeria Paulo Darzé, Salvador-BA; Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro-RJ; Coleção BGA Brasil Golden Art, São Paulo-SP  .

Um comentário:

  1. Grande artista e pessoa linda, Parabéns Gustavo seu tr👏👏👏😍abalho é maravilhoso!!!!

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