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quinta-feira, 2 de maio de 2013

FOTÓGRAFO MOSTRA UNIÃO DO CORPO COM A PAISAGEM


JORNAL A TARDE, SALVADOR, SEGUNDA-FEIRA,14 DE AGOSTO DE 1989



Movimentos captados pela sensibilidade de Beg Figueiredo
A busca de uma maior união entre a natureza e a própria vida do homem sobre a Terra tem resultados em movimentos ecológicos de grande representatividade, cultura do próprio corpo e a defesa intransigente pela melhoria da qualidade de vida em todos os níveis. Atentos a esta tendência no final desta década, que coincide com a proximidade do final do século e entrada do Terceiro Milênio, o fotógrafo Beg Figueiredo realizou um ensaio fotográfico, com produção de Paulo Argolo, tendo como figurantes alunos da Academia Pedra Filho Fitness.
Diz o autor das fotos que seus ensaio é também um estudo das possibilidades de ângulos de visão e o despertar da consciência pelo registro do click de uma lente. A ideia de realizar este projeto surgiu da necessidade de integrar a fotografia ao universo da ginástica aeróbica, ao mesmo tempo criando um painel onde são realçadas as belezas naturais de Salvador como o Farol da Barra, Solar do Unhão, Farol de Itapuã, Dunas do Abaeté e Pelourinho.
Nesta primeira etapa as fotos serão mostradas numa exposição no próximo dia 17, ás 21 horas, no Espaço Cultural Pedra Filho, que fica localizado na Rua Marquês de Caravelas, 407, na Barra. O evento tem o patrocínio de A tarde FM.

CURSO DE RESTAURAÇÃO PARA PRESERVAR A ARTE NA BAHIA

Um curso de Restauração de Porcelanas e Cerâmicas será iniciado no próximo dia 23, no Instituto de Música da Universidade Católica de Salvador, na Rua Carlos Gomes, com duração de 45 horas-aula. A coordenação é da professora Leda Margarida Cerqueira Souza, chefe do Departamento de Educação Artística, tendo como professor o pintor e restaurador Jorge Lyrio Mendes. Ele tem especialização em restauração de cerâmicas, porcelanas, molduras e objetos de arte.
Jorge lembra que o curso objetiva informar e conscientizar sobre a importância da preparação dos seguidores dessa arte de restaurar, já que não existe escolas especializadas. Diz Jorge Mendes: sabemos que cada peça representa uma referência importante na elucidação do estudo museológico de sua trajetória.
Através da sua composição estética percebe-se os fatores culturais que marcaram sua origem com a leitura de suas informações. Por isso, se torna necessário o resgate imediato, antes que sua destruição seja inevitável. Entende Jorge que os meios de comunicação devem ter fundamental participação na divulgação de atitudes que tentem levar á comunidade atividades que possam devolver o restabelecimento dos objetos históricos, a fim de recuperar o passado no presente para outras gerações, evitando, com isso a tão propalada síndrome da destruição no mundo hodierno.

ESCULTURAS DE FORY SÃO EXPOSTAS EM CACHOEIRA

O artista Fory diante de sua escultura  Mulher
O artista plástico Fory inaugura, na próxima sexta-feira, dia 18, ás 20 horas, na Galeria da Rua 13 de Maio, em Cachoeira, exposição com 20 esculturas em madeira. A abertura da exposição do artista cachoeirano coincide com o início dos festejos da Irmandade de N. Senhora da Boa Morte.
Para esta exposição, Fory preparou várias peças fugindo ao seu estilo original, marcado pela influência da cultura afro-brasileira.
Buscou fugir um pouco do convencional para experimentar novas formas, dando ênfase ás figuras com as quais procura retratar os movimentos do corpo humano.
Quem for visitar a exposição, aberta até o dia 27, verá vários trabalhos dentro da nova linha adotada por Fory: são bailarinas, casais dançando, formas enigmáticas. Vai expor, ainda, figuras representando negras caracterizadas de irmãs da Boa Morte, além dos tradicionais orixá.
Fory tem 16 anos de carreira e já participou de várias exposições em nosso estado, tendo, ainda, em seu currículo, uma exposição em Nova Iorque. Os seus trabalhos são apreciados por colecionadores europeus, principalmente da França, Alemanha e Dinamarca.

  AS OBRAS SURREALISTAS DO PINTOR ENOCK SILVA

Vinte trabalhos do artista Enock Silva serão mostrados a partir do dia 18, no hall do Hotel Meridien. São telas onde o artista ressalta uma temática com toque lírico. Em suas obras predomina o azul em várias nuances, enfocando especialmente as belezas naturais de Cações, um recanto paradisíaco da Ilha de Itaparica, onde ele contrasta com a influência afro. Informa o artista que a beleza do local se faz notar em todos os momentos. Já Marlene Neder Chehade fala da harmonia das cores usadas por Enock, que embora pinte a natureza e a própria ambiência de Cações não interfere como um turista qualquer, que sempre deixa sua marca de intruso. O artista se integra à paisagem sem quebrar esta harmonia; ao contrário, em determinadas telas, ele demonstra que é capaz de enaltecê-la.

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