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sábado, 5 de setembro de 2026

LUIZ HUMBERTO O ARQUITETO AMANTE DAS ARTES

Luiz Humberto desenhando no computador.
O conceituado arquiteto baiano Luiz Humberto Carvalho é um amante das artes e  prima em seus projetos pela funcionalidade. Com mais de meio século de carreira  já projetou centenas de prédios aqui, em dezenas de cidades do interior e em outros estados. É arquiteto, desenhista, escultor, ilustrador, incentivador das artes visuais  e defensor do patrimônio histórico e cultural. Afirma que sua “obra é caracterizada em grande parte, por temas folclóricos, religiosos, e por formas gráficas originais associadas a uma técnica moderna que dão origem a um produto bonito, lógico e atual. Seu estilo único vanguardista irreverente já se tornou uma marca própria, facilmente reconhecida em objetos e esculturas de design arrojado, em construções modernas, erguidas em Feira de Santana, Salvador e em várias cidades brasileiras." Em quase todos os seus projetos arquitetônicos faz questão de colocar obras de arte. Tinha uma grande amizade com o artista Emanoel Araújo, e em vários dos prédios e casas que projetou em Salvador tem uma escultura ou gravura do artista santamarense de saudosa memória. Nos apartamentos e casas que saem da sua prancheta sempre tem um lugar especial para a introdução de novas obras de arte e, mais recentemente, observou que as famílias têm inúmeros porta-retratos. Depois desta constatação passou a sugerir nos imóveis que projeta, uma espécie  de 
Reforma do Hospital Santa Izabel e a fonte 
luminosa contemporânea
.
 painel num dos corredores, onde as famílias vão colocando os novos porta-retratos na parede à medida que surgem os filhos e netos. Assim eles podem apreciar até o crescimento dos novos membros da família através das fotos feitas em épocas distintas. Ele não adotou esta ideia em voga de que o arquiteto faz o projeto com as obras de arte e não deixa ou não admite que se coloquem novas obras. Ao contrário, defende que as pessoas compram no decorrer de suas vidas  novas obras e adereços e gostam de colocar na parede ou num espaço da casa ou apartamento, e não devem ser impedidos.  

Já passaram por sua prancheta de arquiteto projetos de construção e reformas de igrejas históricas, hospitais, universidade, condomínios fechados, prédios comerciais e residenciais, casas e mais de três centenas de agências bancárias. Está projetando um complexo de cinco condomínios no município de Camaçari da Minha Casa Minha Vida e, em cada um terá uma escultura de sua autoria com oito metros de altura. Cada escultura terá duas grandes bolas coloridas que servirão também para identificar cada condomínio pelas cores das bolas. Diz Luiz Humberto que não “considero casa de pobre, nem subhabitação embora o complexo seja do programa Minha Casa Minha Vida. Os moradores terão um condomínio com áreas verdes e todos os equipamentos necessários, além dos carros circularem pelas ruas ficarão estacionados em suas portas. São casas e

Escultura em homenagem a Maria Quitéria,
em Feira de Santana.
apartamentos entre 42 a 44m2, com dois quartos, cozinha e sanitário, num terreno que possibilita ser ampliada até para quatro quartos. Disse Luiz Humberto que “se compararmos com a paulista desvairada onde estão sendo construídos apartamentos com apenas 18 m2 e com o metrô embaixo essas casas são bem mais aconchegantes e de melhor qualidade de moradia”. Também está trabalhando na reforma e ampliação do Hospital Santa Izabel. Ele projetou uma fonte luminosa de 8 metros de altura por onde  flui água vinte e quatro horas. Para isto contou com a experiência do engenheiro Thales de Azevedo Filho que fez os cálculos para que a água flua continuamente em cada uma das bacias da fonte. 

Quatro desenhos usando o suporte de papel 
espelho. Traços leves definem as imagens
.
 É um arquiteto de grande expertise e criatividade  que  valoriza e introduz novas  das obras de arte  em todos os seus projetos. Esta sua atitude resulta numa contribuição importante porque dá visibilidade  a produção artística  e incentiva o mercado de arte local. Esta atitude ajuda também na democratização da arte na medida em que as pessoas que transitam ou ocupam esses imóveis passam a conviver e olhar essas obras aumentando sua sensibilidade. 
O homem Luiz Humberto de Souza Carvalho é uma pessoa sensível, culta, afável, de boa prosa e um colecionador quase compulsório de obras de arte. Sua ampla casa fica debruçada próxima das águas mansas e azuis da bela Baía de Todos os Santos e  parece um museu onde você aprecia imagens desde os santos barrocos aos feitos por artistas populares, quadros e esculturas de vários artistas famosos ou não e, também de sua autoria. Ele fica criando seus projetos neste ambiente amplo e privilegiado e pela tardinha  faz uma pausa para olhar  o poético horizonte onde o sol quase diariamente dá um espetáculo ao se pôr até sumir anunciando a chegada da noite na Baía de Todos os Santos.

                                       TRAJETÓRIA

 Luiz Humberto falando  de sua trajetória.
O arquiteto Luiz Humberto de Souza Carvalho é natural de Feira de Santana, interior da Bahia, onde nasceu em dez de julho de 1950. É filho de Jonathas Teles de Carvalho e d. Cecília de Souza Carvalho. Seu pai era um comerciante muito conhecido na cidade do setor de farmácia, onde tinha uma clientela fiel que lhe procurava até para assegurar se aquele medicamento ministrado pelo médico realmente era eficiente. Só estudou até o quarto ano primário, mas tinha uma experiência reconhecida com os medicamentos que na época vinha adquirir na Capital.  O menino Luiz Humberto estudou o primário na Escola Nossa Senhora de Lourdes e o primeiro ano ginasial no Colégio Santanópolis, ambos em Feira de Santana. O colégio pertencia ao educador e político feirense Áureo de Oliveira Filho.  Em seguida seus pais o matricularam como aluno interno do Colégio Dois de julho, no bairro de Fazenda Garcia. Aí estudou os três anos últimos anos do ginásio interno, e todo o colegial como aluno externo. Passou a morar em pensões estudantis, como a maioria dos jovens do interior que vinha para Salvador estudar. Lembrou que sua mãe e as de seus colegas de internato e pensões costumavam levar doces e outras iguarias caseiras quando os visitavam, e assim eles merendavam. O curioso é que eles passaram a chamar as guloseimas de coelho.

Casa projetada por Luiz Humberto para seus
 pais em Feira de Santana
Em 1969 fez o vestibular para a Faculdade de Arquitetura, da Universidade Federal da Bahia onde graduou-se em 1973. Tomou curso de Desenho e copiava com perfeição as formas e imagens das xícaras da pensão. Sempre gostou de desenhar e quando era estudante desenhou muito. Infelizmente sua mãe jogou fora centenas desses desenhos. Lembrou que a prova do vestibular durava cerca de oito horas, em dois turnos. Primeiro tinham de copiar um objeto e fazer uma composição gráfica e lembrou que Juarez Paraíso por acaso pegou a sua composição que acabara de entregar e ficou olhando balançando a cabeça em sinal de aprovação. Foi um alívio para ele. Também teve a prova de descritiva que durou mais quatro  horas. 

Prédio do Feira Pálace Hotel, projeto de que
se orgulha. Infelizmente está desativado.
No final da década de 60 a início de 70 semanalmente a Editora Abril publicava fascículos da enciclopédia de história da arte chamada A Arte nos Séculos que Luiz Humberto comprava e colecionava. A partir daí passou a tomar conhecimento dos grandes mestres da arte universal, e disse que tem até hoje guardada em algum lugar de sua casa. Esta enciclopédia tanto lhe auxiliou na arte como na arquitetura, porque, segundo ele,  "são duas coisas muito atreladas. Quando a gente fala em Egito estão lá a arquitetura e a arte, se falar na Grécia a mesma coisa. Agora acho que hoje está um pouco bagunçado porque a arquitetura perdeu a regionalidade. Um prédio que está aqui pode estar em qualquer outro lugar. Muitas vezes quando estou num evento tipo Casa Cor sempre ouço as pessoas me questionarem: Luiz é tudo a mesma coisa. Eu respondo é claro que é. E aponta para uma mesa grande e diz: está vendo esta mesa aqui? Fui eu que desenhei há mais de quarenta anos, ela tem originalidade.” Lembrou da Suprema Móveis, de Jaime Fingergut, que funcionava na Avenida Sete de Setembro, em Salvador,  onde eram comercializados móveis tidos como clássicos  comuns naquela época em várias outras metrópoles daqui e de fora do país. "Quando estudava eu detestava aquilo, porque eram móveis que poderiam estar aqui ou em qualquer outra cidade do mundo. Também aqui tinha o decorador Antônio Pedreira, que era um homem culto e que decorava as casas e apartamentos dos novos ricos com móveis antigos. Enquanto em Recife tinha uma arquiteta  chamada Janete Costa que era diferenciada por utilizar em seus projetos móveis modernos e originais".

Sede do Centro Universitário de Feira de
Santana - UNEF .
Também falou do seu projeto de transformação da antiga fábrica de sabão da Phebo na sede da atual Centro Universitário  de Feira de Santana – UNEF. “Fiz uma reforma e uma adaptação total e está lá funcionando.  Você nem imagina que aquilo era uma fábrica de sabonetes e de outros produtos de higiene pessoal. Este problema de identidade vem de longe. Quando o Brasil proclamou a sua independência passou a rejeitar os produtos e o jeito de ser de Portugal passando a imitar e consumir produtos da França e Inglaterra. E citou como exemplo àquela casa que existe  ao lado da Igreja da Graça, em Salvador, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
 - IPHAN, veio toda desmontada da Inglaterra. Quando o Brasil encomendou o projeto da Casa da Moeda coincidiu também que o Chile encomendou um projeto do seu Palácio Presidencial ao mesmo arquiteto italiano. Os projetos foram trocados.  O que é hoje o palácio presidencial do Chile que chama da Casa de La Moneda era para ser a Casa da Moeda daqui, e o Palácio Monroe, sede do governo quando a capital era o Rio de Janeiro era para ser o Palácio do Chile”, assegurou o arquiteto Luiz Humberto.

                                  CARREIRA BRILHANTE

Veja a beleza destas fotos do pôr do sol tiradas
por Luiz Humberto da varanda de sua casa.
Estagiou com grandes arquitetos baianos a exemplo de Mário Rubim, depois Alberto
 Fiuza, na Ciplan, no corredor da Vitória, e em seguida com Itamar Batista. Montou seu escritório da Ladeira dos Aflitos, 49, na década de 70 e revelou que três grandes coisas foram para ele muito importantes em sua vida profissional: Primeiro o relacionamento de seu pai em Feira de Santana onde ele fez o projeto do Feira Palace Hotel , com setenta apartamentos e o projeto de reforma e transformação da fábrica Phebo na UNEFO que hoje chamam de Retrofit que é um processo de modernização e requalificação de edificações ou equipamentos antigos atualizando suas funções sem a necessidade de demolição. Deu um up no Baneb onde fez 350 projetos de agências de tamanhos diversos desde o dia que o presidente do banco Renan Baleeiro lhe contratou. Passou lá dez anos projetando as agências. Salientou que no Baneb não tinha nenhum arquiteto trabalhando lá  e as obras das agências eram tocadas por dois engenheiros. Ao chegar verificou que os projetos das agências não tinham projetos complementares de ar-condicionado, elétrico, hidráulico etc. Ele passou a solicitar esses projetos e assim projetou  agências em Salvador, no interior do Estado e em outras cidades por este Brasil afora. O outro fato importante na sua carreira foi sua amizade com Alfredo Falcão conterrâneo e seu colega de pensão, são compadres . Ele montou uma incorporadora chamada Fiel. proporcionando que  Luiz Humberto projetasse dezenas de casas em Feira de Santana. O terceiro fato que impulsionou sua carreira foi através do empresário  Jair Santos Silva, dono da construtora Nordeste, que lhe contratou para fazer o projeto do Feira Pálace Hotel. Ressalta que nem tinha terminado ainda a sua graduação em Arquitetura, e foi um desafio, e hoje o prédio é uma referência arquitetônica na cidade.

O painel de Carybé no foyer do TCA que conta
a lenda de Moema. Abaixo a obra Moema
pintada por Victor Meirelles, em 1866
.
No trabalho de projetar as agências do Baneb descobriu que no almoxarifado do Patrimônio do banco existiam quinze obras do artista baiano Rubem Valentim. Solicitou estas obras  e colocou numa das agências que projetou. Outra curiosidade importante é sobre aquele belo e imponente painel que hoje decora o foyer do Teatro Castro Alves, foi encomendado ´por ele a Carybé para a agência que existia no térreo do Palácio da Aclamação, em Salvador. Lembrou que acertando os detalhes e o tema com o artista que a obra ia ficar em lugar de fluxo de público, e como o pessoal da limpeza costumava lavar o chão com produtos corrosivos resolvemos fazer o pé de concreto. "Carybé argumentou que o que perdura é religião e folclore . Citou o artista que um painel por exemplo  retratando os feitos de Santos Dumont está obsoleto porque já temos jatos. Para Carybé o que perdura é religião e folclore. Aí lembrou a lenda de Moema a amante de Caramaru. O português Diogo Álvares Correia, o Caramuru, que chegou aqui como náufrago e se apaixonou por Paraguaçu, a filha do cacique Taparica, da temida tribo dos tupinambás, que costumava devorar os prisioneiros. Depois de alguns anos ele resolveu voltar para a Europa com Paraguaçu, que foi batizada como Catarina de Paraguaçu. Conta a lenda que ele tinha uma amante chamada Moema que era  loucamente apaixonada por Caramuru. Quando ele partiu com Paraguaçu ela  saiu nadando atrás da caravela que levava o casal para a Europa até desaparecer nas águas do Atlântico. Foi assim que Carybé resolveu retratar esta lenda, além de esculpir no seu painel  vários orixás." Lembrei que tem uma obra fantástica de Victor Meirelles que retratou em 1866 a Moema deitada numa praia com semblante melancólico.

Com o artista Sante Scaldaferri encomendou  um painel para a agência do Baneb num prédio de um pequeno centro empresarial que fica defronte ao Iguatemi. Na agência do Baneb de São Pedro convidou Floriano Teixeira  que criou um painel com motivos históricos; em Feira de Santana o artista Emanoel Araújo fez um painel todo em branco, coisa que ele não fazia e  Celso Cunha fez um painel com uns Orixás, para uma agência da Baneb Corretora, no Rio de Janeiro.

                                                 PRESERVAÇÃO

Quatro desenhos de Luiz Humberto de 
dois Cristos, a Baía de Todos os Santos e a
 Baiana  do Acarajé. Versatilidade!
Por exemplo, reclama que na Bahia perdura a mania de derrubar as edificações, a exemplo do Centro de Convenções. “Aquele prédio foi escolhido num concurso nacional e deveria ter sido preservado, como também tem que ser preservado o edifício do Instituto do Cacau, que fica no Comércio.” Na Pituba tem um loteamento chamado de Vela Branca, que foi projetado pelo arquiteto japonês Yoshiakira Katsuki que tinha umas áreas verdes comuns. Hoje está um pouco deturpado porque incorporaram em algumas dessas áreas verdes. O bairro do Itaigara também é projeto dele. O arquiteto  Katsuki residiu aqui nas décadas de 1960 a 1980, e foi uma figura central no desenvolvimento urbano e na arquitetura brutalista do estado, também projetou a estações rodoviárias de Feira de Santana, Itabuna e de Jequié. A arquitetura brutalista é um estilo que se destaca pelo uso expressivo do concreto armado aparente e de estruturas geométricas imponentes, sem revestimentos ou acabamentos disfarçados. 
Portanto, vemos que o arquiteto Luiz Humberto tem uma preocupação com a Cidade de Salvador e está atento às intervenções boas e ruins que ocorrem por problemas e soluções  criados por seus planejadores e administradores urbanos. Recentemente escreveu um artigo intitulado Salvador que chega : Arte, Estrutura e Cidade onde fez uma crítica pertinente aos planejadores da cidade. Em determinado parágrafo diz: "Entramos pela Bonocô , a Avenida Mário Leal Ferreira  - o grande idealizador e projetista das avenidas  de vale - hoje eixo dos transportes de massa: metrô, BRT e um volume considerável de veículos ( carros, ônibus). Nessa Bonocô, deparamo-nos com a principal linha do metrô, elevada sobre pilares de formas variadas, com capitéis diversos e estações de passageiros - tudo isto sobre um canteiro central que deveria ser um jardim desenhado para ser apreciado, atenuar o ruído do trânsito e cumprir outras funções ambientais urbanas". O artigo continua com críticas aos planejadores.

Azulejos com desenhos do arquiteto-
artista Luiz Humberto
.
O arquiteto Luiz Humberto  é bisneto de padre e muito religioso. Aconteceu que a mãe Carmem, do Terreiro do Gantois, lhe encomendou para fazer uma releitura da Fonte de Oxalá. Passou a frequentar o terreiro e pode sentir a proximidade da religião católica com o candomblé. Então foram surgindo além das imagens de santos passou a desenhar os orixás e hoje estão incorporados às suas manifestações artísticas sempre utilizando suportes modernos como o papel espelho e alumínio composto em seus grafismos e esculturas. 
Revelou  gostar de desafios e passou a falar de um projeto especial que fez para uma senhora que era doméstica na casa de uma prima aonde ele ia nos finais de semana filar o almoço quando morava nos pensionatos estudantis. Ela comprou um terreno de 4m x 9m numa dessas favelas, que hoje os responsáveis pelo planejamento social rebatizaram de comunidades, e Luiz Humberto conseguiu fazer um projeto linear colocando tudo que ela queria neste pequeno terreno. Sempre que vai visitar a casa de um cliente para fazer uma reforma  procura sempre respeitar a funcionalidade e o desejo do morador. Lembrou que há muitos anos uma cliente queria um arco ligando dois ambientes da casa e assim ele projetou. Também se orgulha do projeto que fez da casa de seus pais em Feira de Santana num terreno plano. Ele projetou uma casa horizontal e apenas dois quartos no piso superior atendendo ao desejo de sua mãe que disse que queria uma casa onde ela “tivesse que varrer o menos possível”, falou rindo lembrando das preferencias da mãe.

                                                     CRIAÇÃO DE ARTE

Ele utiliza o computador como ferramenta para criar seus desenhos e em seguida encaminha com as especificações e detalhamento necessários para serem impressos em impressoras modernas conhecidas por router usando suportes específicos como papéis especiais a exemplo de papel espelho. As suas esculturas pequenas também manda fazer em 3D determinando inclusive os cortes e a profundidade desejada no alumínio composto. A chapa de ACM (Alumínio Composto) possui três camadas, tipo sanduiche é muito resistente e tem duas camadas de revestimento de alumínio, já no meio vem a camada de polietileno. Além disso, ainda tem a cor, que é uma super pintura de poliéster. Esse tipo de produto é utilizado em esculturas, fachadas comerciais de lojas, painéis de sinalização, letreiros e placas de propaganda externa. É um artista antenado com o surgimento de novas técnicas e ferramentas modernas para expressar a sua arte. Disse que começou detalhando seus desenhos e com a prática do desenho arquitetônico passou a ser mais livre.

                               EXPOSIÇÕES COLETIVAS E INDIVIDUAIS

Três esculturas do artista .
E1989 - ARQUITETARTE - A Arte vista pelos Arquitetos - Centro Cultural Amélio  Amorim, Feira de Santana-BA; Coleção de 10 esculturas - Acervo do Museu Regional de Arte de Feira de Santana - BA. 2007 - Galeria Prova do Artista-Exposição Arquitetos Artistas, Salvador-BA; Dez Orixá e seus Emblemas -Mosaicos-Tapetes-Esculturas no Museu da Misericórdia, Salvador- BA. 2009 - Exposição: Os 4 Olhares Feirenses, Feira de Santana-BA. 2010 - Exposição: Quatro Vitrines Feirenses, Feira de Santana-BA; Exposição Sant´Ana: Imagens seculares e uma história com novos olhares, Museu de Arte da Bahia, Salvador-BA; Exposição Quarttier: Imaginário do Sagrado, Quarttier, Lauro de Freitas-BA. 2011- Exposição Sant´Ana: Imagens seculares e uma história com novos olhares, Espaço Cultural Jornal A Tarde, Salvador-BA; Exposição Arquitetos Artistas, Museu Regional de Arte-CUCA, Feira de Santana-BA; Exposição Sant´Ana: Imagens seculares e uma história com novos olhares, Museu Regional de Arte-CUCA, Feira de Santana-BA. 2013 - Exposição Águas do Sagrado-Museu Da Misericórdia, Salvador-BA. 2014 - Exposição Sentar & Relaxar - Hotel Sotero, Salvador-BA. 2018 - Exposição Sentar - Um Casa - Feira de Santana – BA. 2019 -Exposição Retrospectiva de Luiz Humberto - Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira - Feira de Santana-BA ;  Exposição Minha Nossa Senhora - Igreja e Abadia Nossa Senhora da Graça, em Salvador-BA; Exposição Poéticas Concretas Soteropolitanas - Museu Da Misericórdia, Salvador-BA;  Exposição Salvador em Preto e Branco - Museu De Arte Sacra, Salvador-BA; Exposição Senhora Santana – Museu de Arte da Bahia, Salvador-BA.2025 -Exposição -Visões Contemporâneas Arquitetos / Artistas- Ernesto Bitencourt Galeria Salvador-BA. 2026 - Exposição Arquitetos Artistas - Tria Galeria de Arte- Salvador-BA; Exposição  A Última Porta: Arquiteturas do Acolhimento -Tribunal de Justiça da Bahia - exposição promovida pela ABAVI  
                         CURADORIA
Em 2019 - Exposição Poéticas Concretas Soteropolitanas - Museu Da Misericórdia, Salvador-BA ; Exposição Salvador em Preto e Branco - Museu De Arte Sacra, Salvador-BA. 2014Exposição Poesias Em Telas - Carlos Alberto Kruschewsky - Hotel Sotero, Salvador-BA; Exposição Senhora Santana – Museu de Arte da Bahia.

OBRAS EM MUSEUS E COLEÇÕES PARTICULARES

Coleção de 10 esculturas – acervo do Museu Regional de Arte de Feira de Santana-BA;  Moringas de Maragogipinho - Museu da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Feira de Santana-BA;  Coleção de 10 esculturas – acervo do Museu da Misericórdia-Salvador-BA ; Esculturas/Murais Urbanas - Maria Quitéria - Feira de Santana-BA;  Reserva Murano - Feira de Santana-BA; Reserva Versatile - Feira de Santana-BA; Reserva Lumière  - Feira de Santana-BA ; Painel Clube de Campo Cajueiro - UNEF – Feira de Santana-BA;  Painel UNEF - Feira de Santana-BA;  Galeria da Via Sacra - Capela particular do Bispo da Arquidiocese de Salvador-BA. · Galeria da Via Sacra - Igreja de Nossa Senhora da Graça- Convento dos Beneditinos, bairro da Graça em Salvador-BA;  Monumento Jardim Brasil - Feira de Santana-BA; Escultura Mobilie - Hospital Santa Izabel, praça Renato Novis;  Escultura fonte luminosa do Hospital Santa Izabel da Bahia em Salvador-BA.

 ILUSTRAÇÕES DE LIVROS

Já ilustrou os livros Sonos, de autoria de Francisco Hora;  O Sorriso da Bola e  Novo Endereço, ambos de Ruy Botelho;  Comparsas, de Claudio Portugal e  Um Olhar Por Cima do Muro, de Ticiano Leony.

 

 

 

 

 

 

 


sábado, 29 de agosto de 2026

MARKUS SCHAAF MOSTRA SUA ARTE DA SUPERAÇÃO

Markus Schaaf - com uma das obras que está
pintando para sua próxima exposição.

O artista visual, músico de jazz, compositor alemão e "um observador da vida urbana" Markus Castelo Schaaf mora em Salvador, no final de linha do bairro de Itapuã desde 2000 e de lá para cá vinha fazendo apresentações com seu violão, compondo canções no estilo Bossa Nova e pintando suas telas. Afirma no seu portfólio de que sua produção teve início na arte abstrata, explorando a liberdades das formas através de uma linguagem de improviso jazzístico como fazia com seu violão. Passou pela figuração com uma estética quase cinematográfica inspirado na atmosfera da filmografia clássica de Fellini e Antonioni em tons cinzas/ sépias e traços fortes de carvão. São quase sempre cenas do cotidiano que ele criava e fixava nos suportes de papel e nas telas de vários formatos.  Afirma que  constrói uma "poética autônoma e universal, mantendo presença ativa na cena contemporânea".

Continua afirmando que sua prática pictórica tem mais de duas décadas de uma investigação contínua sobre a forma, a cor e a presença física do gesto. E que seu caminho a grandes transições estéticas intencionais - desde a abstração cromática inicial e a síntese monocromática até a volta à abstração tátil e a vibração orgânica atual com seus nus em completa liberdade. Finalmente revela que nesta sua "fase atual está rompendo com o rigor geométrico anterior para celebrar o corpo humano em um estado ritualístico e performático, através de uma paleta vibrante de cores". Quando ele fala em rompimento do rigor refere-se às suas criações que nos remetiam às obras de Paulo Klee e Wassly Kandinsky. Klee embora tenha nascido e crescido na Suíça, tem nacionalidade alemã. Era desenhista, pintor, poeta e professor e foi influenciado pelos movimentos dos expressionistas, cubistas e surrealistas. Já Wassily Wassilyevich Kandinsky, foi um artista plástico russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939.

Obra Tempos Felizes - Um tributo a Vinicius 
de Moraes, de 2007.
Vemos, portanto, algumas visões, coincidências e influências sofridas desses dois grandes artistas reconhecidos como mestres da pintura universal e suas influências na produção de Markus Schaaf, evidentemente guardando as devidas proporções. Após pintar àquelas formas geométricas de antes que exigiam mais precisão e paciência Markus passou a fazer uma pintura figurativa usando tons cinzas monocromáticos quase como takes de uma película cinematográfica. Estas obras trazem no seu conteúdo uma tristeza explícita e continuou se expressando desta forma até recentemente quando decidiu romper e fazer uma pintura mais alegre, com cores fortes e movimentos mais livres e rápidos.

 Continua afirmando que sua prática pictórica tem mais de duas décadas de uma investigação contínua sobre a forma , a cor e a presença física do gesto. E que seu caminho a grande transições estéticas intencionais - desde a abstração cromática inicial e a síntese monocromática até a volta à abstração tátil e a vibração orgânica atual com seus nus em completa liberdade. Finalmente revela que nesta sua fase atual está rompendo com o rigor geométrico anterior para celebrar o corpo humano em um estado ritualístico e performático, através de uma paleta vibrante de cores".

Ele vem com sua vontade de criar se adaptando às condições físicas que lhes permitem mostrar o seu grande talento. A figura mais detalhada esteve presente em uma fase importante de sua produção quando usava tons monocromáticos com tintas cinzas ou pretas para pintar suas figuras e cada obra conta uma história inspirada nos filmes clássicos que gosta de assistir se assemelham quase a histórias em quadrinhos e fatos do cotidiano. Portanto, este retorno à figuração foi tranquilo, e o que mudou é que agora as figuras são representações de mulheres e homens nus sem os detalhes das figuras de sua fase anterior e seus personagens estão mais soltas, se movimentando na tela.

Markus Schaaf tocando  guitarra.
O artista Markus Schaaf era um virtuoso do violão, reconhecido nos meios musicais de sua terra e daqui, mas está enfrentando um grave problema de saúde porque foi acometido pela doença de Parkinson que já provocou sequelas na sua fala e nos seus movimentos. Porém, mostra tenacidade, vontade de viver e criar e não se entrega, não fica naquele mimimi dos vitimistas. Ao contrário, ele teima em pedalar, fazer exercícios, tocar sua bateria e realizar os movimentos possíveis com seus braços e pernas. Com a ajuda da Inteligência Artificial vem fazendo seu portfólio nos intervalos em que vai criando as suas obras e espera concluir dentro em breve. Ele mostrou nove telas em branco de grande formato   que pretende pintar para uma futura exposição sendo que duas delas já estão em bem adiantadas. Pude ver que antes o artista faz um esboço e em seguida passa para a tela através de pinceladas fortes, rápidas, e com uso das espátulas. As cores são cruas e trazem grande luminosidade. Uma das razões que o artista disse ter deixado sua terra natal foi por causa do frio ele não suporta e pelos tons cinzas. “Aqui tem muita luz, calor e mais alegria.” É exatamente este clima de alegria que encantou este alemão criativo que mudou definitivamente para Salvador onde mora, constituiu família e tem um casal de filhos adultos. Esta sua opção pela predominância do gestual o artista Markus Schaaf, ele assina Chaf como se pronuncia, nominou de Libertação quando mostra o rompimento com as amarras geométricas e o rigor monocromático dos períodos anteriores para celebrar a figura humana em sua forma mais crua e orgânica. Escreveu que “o nu surge despido de artifícios, integrado a um espaço dinâmico onde tons quentes de terra e tangerina encontram a serenidade dos azuis e roxos. A pincelada se torna mais solta, expressiva e performática, transformando o ato de pintar em um ritual de expansão”.

                                                               TRAJETÓRIA

Antes ele pintava figuras geométricas com
composições  que lembram as obras
de Paulo Klee.
O artista Markus Castelo Branco Schaaf nasceu em dezoito de abril de 1961 na cidade de Menden, (Sauerland)) que é uma cidade da Alemanha localizada no estado de Renânia do Norte. É filho de Peter Schaaf que tinha a formação em engenharia civil e sua mãe d. Ingrid Hacheney Schaaf, dona de casa. Passou sua infância e adolescência nessa pequena cidade rural. De 1968 a 1972 estudou na escola Josefschule,  teve como professora a artista plástica Lucie Kaiser e  os primeiros contatos com a arte. Em seguida foi estudar o ginasial no Heilig-Geist-Gymmasium (Ginásio do Espírito Santo) e passou a ter semanalmente aulas de Artes Plásticas. As aulas constavam estudos de Desenho. Além dessas aulas a proximidade com as esculturas do artista  Wilhelm Hausmann, que tinha um ateliê na vizinhança passaram a despertar e a influenciar o seu interesse pelas artes visuais. Hausmann era pintor, escultor e mosaicista.

Escultura com  cabaça  
e elementos eletrônicos.
Voltando ao artista Markus Schaaf em 1985 foi morar na cidade de Dortmund e passou a frequentar galerias e museus das cidades de Köln, Düsseldorf e Berlim. Foi quando conheceu seu amigo argentino Daniel Santamaria ,que era uma espécie de produtor musical, e  o guitarrista também  colega de escola o alemão Ziggy Horn. Tempos depois  decidiram vir com Daniel conhecer Buenos Aires, onde passaram cerca de um ano e fizeram algumas apresentações. Em seguida vieram para a Bahia. Passou a se interessar pelas coisas do Brasil especialmente a Bossa Nova. Retorna à Alemanha e permanece até 1995 em Dortmund quando realiza a sua primeira exposição intitulada Objetos e Instalações – Índio do Ano 2000, com a curadoria do diretor do Museu da Arte Contemporânea de Dortmund o dr. Ingo Bartsch. Estudou violão clássico em Menden, na Musikschule Menden e guitarra jazz na Future Musik School de Frankfurt, onde se diplomou. Enquanto isto, passou a se apresentar em museus e galerias tocando violão durante exposições de arte e outros eventos culturais. Disse que era considerado um virtuoso com o seu violão compondo e se apresentando cantando suas músicas e de compositores brasileiros da Bossa Nova. Juntou algum dinheiro e decidiu vir morar em Salvador em 1995 e em 2000 comprou a casa onde reside, e tem o seu ateliê que chama de Casa do Lagarto, na pacata Colina de Itapuã, onde vive até hoje com sua mulher com quem teve um casal de filhos. 
Obra Água de Beber, inspirada na canção de 
Vinicius de Moraes
.
Chegando em Salvador passou a dar aulas e violão e  Inglês para sobreviver, mas atualmente  vive para sua pintura. Tem pouco tempo que foi obrigado a largar o seu violão porque a doença de Parkinson tirou parcialmente a coordenação de seus movimentos tão necessários para movimentar as cordas do instrumento. Quando lhe perguntei se ainda estava tocando violão seus olhos se encheram de lágrimas e revelou que tem uns trinta dias que percebeu que não consegue mais tocar como antes e preferiu deixar o instrumento de lado e vai continuar se expressando através de suas pinturas. Mas, a arte tem um papel importante no enfrentamento da doença e Markus Schaaf vai se adaptando como que driblando as barreiras que a doença impõe. Ele busca diariamente superar as limitações através de sua criatividade e do seu talento artístico.

 A Entrevista, mais uma obra monocromática
de 2008
.
Retornou algumas vezes à Alemanha e levava consigo cabaças, patuás, dentre outros materiais e até porções de areia da Lagoa de Abaeté para fazer suas instalações. Afirmou que suas instalações eram muito apreciadas. As esculturas e objetos foram feitos com a junção desses materiais levado daqui e  elementos  eletroeletrônicos que ele recolhia no lixo e incorporava às suas obras. Tive a oportunidade de ver uma dessas esculturas que ele expôs na Alemanha , que guarda em seu acervo.

Já em Salvador passou a frequentar os eventos artísticos aqui realizados. Em 2002 pinta sua primeira tela abstrata usando tinta acrílica.  Em 2006 decide se matricular na Escola de Arte de Waldo Robatto e através do saudoso artista baiano Edison da Luz participa de uma exposição coletiva reunindo Waldo Robatto, Espinhosa, Ieda Maria, Lina Miotta, Paulo Claussen e outros na Ecco Design, que fica no município de Lauro de Freitas, na Estrada do Coco.  Em agosto do mesmo ano  Chaf - assim que assina suas obras- volta a expor desta vez numa coletiva da empresa Dismel, que funcionava na Estrada do Coco,

Tríptico onde surgem
timidamente cores
.
no Litoral Norte da Bahia, quando e fez uma performance pintando ao vivo para os clientes e apreciadores da arte.  No mesmo ano participa de aulas de pintura clássica com a artista Lina Miotta e do Curso de Planejamento e Gestão da Produção de Exposições, ministrado do Gilberto Habib Oliveira, no Masp-Escola, através o Círculo – Recursos Humanos. Ainda no mês de novembro participa da exposição coletiva no átrio do prédio do Tribunal de Justiça da Bahia, no Centro Administrativo, em Salvador, com Lina Miotta, Paulo Claussen e Ligia Ferraz. Encerrando o ano participa como artista convidado da 12ª Exposição de Desenho e Pintura do Ateliê de Arte Lina Miotta no Shopping & Camping,na Estrada do Coco. Em 2007 integra a exposição coletiva na Portobello Shop, Lauro de Freitas ao lado de Juçara Freire, Rosana Prates, Theonillo Amorim, Paulo Claussen e Lina Miotta. Mostra seu estilo figurativo próprio “Catálogo de Artistas Plásticos, Artistas do Vernissage VII 2007-2008”, Rui Dominguez, Editora Domani, São Paulo recebendo o Certificado de Artista Catalogado 2007/2008 e Honra ao Mérito no” 1.º Salão de Arte do Catálogo Artistas do Vernissage”, artista. A publicação tem uma carta de Graça Ramos, artista plástica, doutora de Belas Artes, professora titular da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Em dezembro do mesmo ano  Expôs no Aeroporto o díptico “Homenagem a Tom e Vinicius” 90x230 cm), exposição coletiva da “Oficina de Arte – Waldo Robatto”. Participa também da exposição coletiva “Paisagens Urbanas– Intestino da Cidade III, curadoria de Graça Ramos, apoio UFBA, no Solução
Cartaz de uma exposição que
fez na Alemanha
.
Visual, bairro da Fazenda Garcia, em Salvador. Participantes: Anderson Marinho, Elizabeth Actis, Denise Pitágoras, Gilson Cardoso, Luiz Mario, Mario Britto e Nanci Novais entre outros. Em 2008 foi convidado por Edivaldo Gato, pinta ao vivo no porto da Barra no projeto Espicha Verão, parte do projeto 24hs, em convenio entre a ARPLAMB (Associação dos Artistas Plásticos Modernos da Bahia) e da Bahiatursa, contando com um catálogo do evento. A obra foi adquirida no “Leilão das Voluntárias Sociais da Bahia” que ocorreu no Museu Rodin - Palacete das Artes Maio 2008 Markus recebe o título Doctor Honoris Causa da Cultura, das Artes e da Saúde Social da Bahia pela Uni-A Universidade Corporativa das Américas, através da fundação Luiz Ademir-Flamir, EDC-Publicações, com apoio especial da fundação Iberoamericana ,escritório central do Brasil como “Artista Convidado”, Chaf participa da 14ª Exposição de Desenho e Pintura realizada de 15 a 27 de novembro no shopping Villas Boulevard , Villas do Atlântico –Lauro de Freitas, sobre a curadoria de Lina Miotta. É lançado um Catálogo. Em 2009 Obras de Chaf foram usados para decorar o showroom dos ambientes de Adriana Araújo e Suzane Cabús na loja Efeito Home / Barra sobre curadoria de Monique Humbert no lançamento da grife Goya Lopes. Pinta ao vivo no Porto da Barra durante o  projeto “Espicha Verão”, parte do projeto 24hs, em convenio entre a ARPLAMB (Associação dos Artistas Plásticos Modernos da Bahia) e da Bahiatursa. Na pré-conferências setoriais de Cultura, Markus é eleito Delegado suplente no segmento Artes Visuais do Governo da Bahia / Secretaria da cultura. Em março 2010 participa de uma exposição coletiva no Espaço Cultural Bravna, Salvador, Rio Vermelho, sobre o tema “Visões do Feminino” junto com Catarina Argolo, Cesar 
Markus Schaaf no seu ateliê que chama de
Casa do Lagarto, em Itapuã, Salvador.
Romero, Denise Pitágoras, Inha Bastos, Jane Saült, Giuliani Otaviani, Graça Ramos, Rosa Alice França e outros sobre a curadoria de Graça Ramos. Em novembro 2011 expõe na Exporte - Feira Internacional de Artesanato, Arte, Cultura e Turismo no Centro de Convenções Salvador – Bahia. Em 2012 participa da mostra Entre Amigos no Foyer da Biblioteca Central da Bahia sobre a curadoria de Graça Ramos 2012 faz parte do Revista / Catálogo Comprarte tiragem de 10.000 exemplares dos diretores Selma Ferreira e Zete Davis com a participação de Matilde Matos e Menelaw Sete. Em 2014 Sobre a curadoria de Lita Limely, Chaf pinta ao vivo uma tampa de madeira com arte abstrata multicolorida para ACE, um espaço ambiental, cultural e esportivo na Rua Orlando Imbasshay, Stella Mares. A praça, transformada de um
lixão e hoje, apresenta artes plásticas, poesia e música consta hoje obras de Graça Ramos e do artista italiano Giuliani Ottaviani. Em 2016 foi convidado pela comunidade ACE (espaço Ambiental, Cultural e Esportivo), Rua Orlando Embasai, Stella Mares com a curadoria de Lita Limely. Chaf pinta um mural de arte abstrata 
Foto 1 - Universo Paralelo, 2005. Foto 2 -
Ânimo, 2022 .Foto 3 - Dreamtime,2023.
que também é divulgada através de uma camisa de malha. Em fevereiro, março 2017 participou da 6ª Edição Art Expo Salvador –Bahia convidado pela Curadoria de Lita Limley e do presidente fundador da Galleria d´arte Associazone Cultural Eclettica Giuliano Ottaviani. Em 2018 e anos seguintes participa da exposição coletiva de 100 artistas do Circuito da Moda e Arte, no shopping Salvador, curadoria Leonel Rocha Mattos. Em 2023 expõe na exposição em memória Um Tributo a Mestra Elisabeth Actis na Escola das Belas Artes,  na Sede da TV Pelourinho sobre a Curadoria de Graça Ramos. A obra de CHAF entra no acervo da instituição através da doação do artista; participa da 2ª Mostra Coletiva da Arte Dialógos Nordestinos – A Poesia de Um Brasil Profundo, sob a curadoria de Adenilse Romana ,em setembro 2024 sobre a curadoria de Adenilse Romana. Participa a 3ª Mostra de A
rte sobre o título Dialógos Nordestinos -  Tramas da Cultura)- no Centro Cultural da Câmara Salvador/Bahia reunindo artistas como Carmen Freaza, D´Cardel Aquarela, Katia Cunha, Paula Kalantã, Rina Dalence e Wagner Lacerda entre outros. No mesmo ano foi convidado pela artista plástica e curadora Albha Sampaio a participar da 3ª Exposição coletiva na Casa Amarela, Rua JJ Seabra, Brejões/Bahia. Em 2025 integra a 4.ª coletiva de Diálogos Nordestinos na Feira de São Joaquim uma celebração a ancestralidade à resistência no Centro Cultural Manuel Querino, curadoria Adenilse Romana;  convidado pela artista plástica e curadora Albha Sampaio, participa da 4ª Exposição coletiva na Casa Amarela, Brejões/Bahia.