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| Beatriz Milhazes na abertura da exposição. |
Está aberta ao público no
Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, até o dia vinte e seis de abril
, de terça a domingo, das 10 às18 horas, a primeira exposição individual em Salvador da
artista carioca Beatriz Milhazes
chamada de 100 Sóis composta de telas em grandes formatos e um
forte colorido. Quando
você está diante de uma dessas imensas telas coloridas com a prevalência dos
amarelos mergulha em mandalas gigantes, grandes círculos e rosáceas sente uma
sensação positiva com a vibração das cores e das formas. São elementos
geométricos que vão conduzindo o seu olhar e de repente retorna ao começo como
que perdido num labirinto de formas, cores e tonalidades. O observador atento
experimenta momentos de sensações positivas enquanto seu olhar é desviado para
os florais e volutas que a artista utiliza para formar as suas composições.
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| Veja a variedade de rosáceas,florais e outros elementos que compõem esta bela obra . |
Segundo o curador Tiago
Mesquita “a mostra é um recorte de três décadas da produção da artista e se
inicia nos anos 90 quando passou a desenvolver a técnica criada por ela que a
batizou de monotransfer.” Esta técnica consiste em transferir para a tela
através de colagem e monotipia imagens pintadas numa folha de plástico, deixa
secar e depois transfere para a tela através o decalque. A técnica permite criar camadas, texturas e
formas precisas, facilitando a colagem e o reposicionamento dos elementos antes
da fixação final. Para ele as obras expostas “revelam o percurso da artista em
direção a um espaço abstrato de coordenação de diferenças, onde padrões, cortes
diagonais e giros, mesmo tensos encontram equilíbrio. Um jardim de maravilhas,
feito com a luz e 100 sóis, em que contrastes coexistem sem arestas, na
voltagem máxima”.
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| Visitante observa com atenção uma obra da exposição no MAB. |
A
artista nasceu em 1960 no Rio de Janeiro é gravadora e pintora reconhecida
internacionalmente como um nome importante da arte contemporânea. Em 1981 formou-se em
Comunicação Social e antes de se formar passou a frequentar o curso de Artes
Plásticas, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Anos depois já estava
lecionando e coordenando as atividades culturais.
Consolidou sua carreira depois que realizou
exposições no Carnegie International,
(1995); bienal de Sydney (1998); bienal de São Paulo (1998, 2004); Bienal de
Shangai (2006) e Bienal de Veneza (2003, 2024) e no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque – MOMA. Segundo a
Fundação Itaú que patrocina a mostra através incentivos da Lei Rouanet aqui
estão reunidas obras produzidas ao longo de trinta anos e representa um
panorama da pesquisa da artista. A exposição é composta de pinturas históricas,
trabalhos inéditos, colagens recentes e uma instalação.


