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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

EXPOSIÇÃO DE BEATRIZ MILHAZES NO MAB

Beatriz Milhazes na abertura da exposição.
 Está aberta ao público no Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, até o dia vinte e seis de abril , de terça a domingo, das 10 às18 horas,  a primeira exposição individual em Salvador da artista carioca   Beatriz Milhazes chamada de 100 Sóis composta de telas em grandes formatos e um forte colorido. Quando você está diante de uma dessas imensas telas coloridas com a prevalência dos amarelos mergulha em mandalas gigantes, grandes círculos e rosáceas sente uma sensação positiva com a vibração das cores e das formas. São elementos geométricos que vão conduzindo o seu olhar e de repente retorna ao começo como que perdido num labirinto de formas, cores e tonalidades. O observador atento experimenta momentos de sensações positivas enquanto seu olhar é desviado para os florais e volutas que a artista utiliza para formar as suas composições.

Veja a variedade de rosáceas,florais e outros
 elementos que compõem esta bela obra
.
Segundo o curador Tiago Mesquita “a mostra é um recorte de três décadas da produção da artista e se inicia nos anos 90 quando passou a desenvolver a técnica criada por ela que a batizou de monotransfer.” Esta técnica consiste em transferir para a tela através de colagem e monotipia imagens pintadas numa folha de plástico, deixa secar e depois transfere para a tela através o decalque. A técnica permite criar camadas, texturas e formas precisas, facilitando a colagem e o reposicionamento dos elementos antes da fixação final. Para ele as obras expostas “revelam o percurso da artista em direção a um espaço abstrato de coordenação de diferenças, onde padrões, cortes diagonais e giros, mesmo tensos encontram equilíbrio. Um jardim de maravilhas, feito com a luz e 100 sóis, em que contrastes coexistem sem arestas, na voltagem máxima”.

Visitante observa com atenção uma obra da
exposição no MAB.
A artista nasceu em 1960 no Rio de Janeiro é gravadora e pintora reconhecida internacionalmente como um nome importante da arte contemporânea. Em 1981 formou-se em Comunicação Social e antes de se formar passou a frequentar o curso de Artes Plásticas, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Anos depois já estava lecionando e coordenando as atividades culturais. Consolidou sua carreira depois que realizou exposições no Carnegie International, (1995); bienal de Sydney (1998); bienal de São Paulo (1998, 2004); Bienal de Shangai (2006) e Bienal de Veneza (2003, 2024) e no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque – MOMA. Segundo a Fundação Itaú que patrocina a mostra através incentivos da Lei Rouanet aqui estão reunidas obras produzidas ao longo de trinta anos e representa um panorama da pesquisa da artista. A exposição é composta de pinturas históricas, trabalhos inéditos, colagens recentes e uma instalação.