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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

CARRANCAS DE ANA DO SÃO FRANCISCO

ARTES PLÁSTICAS - 16 DE FEVEREIRO DE 1974 - JORNAL A TARDE -SALVADOR-BAHIA-BRASIL


ALICE FAYE GANHA TELA COM IMAGENS DA BAHIA

ARTES PLÁSTICAS - 9 DE FEVEREIRO DE 1974 - JORNAL A TARDE - SALVADOR - BAHIA - BRASIL



JENNER AUGUSTO SERÁ HOMENAGEADO COM RETROSPECTIVA


JORNAL A TARDE - 23 DE FEVEREIRO DE 1974 - SALVADOR-BAHIA-BRASIL

ARTES PLÁSTICAS - PRIMEIRA COLUNA

JORNAL A TARDE - 2 DE FEVEREIRO DE 1974 - SALVADOR-BAHIA - BRASIL











sexta-feira, 10 de julho de 2015

FOTÓGRAFA MIRA AS FAMÍLIAS

Família Ting - Ting Feng, Vivian , Fifi e
 Valentina - imigrantes chineses
Será aberta hoje, dia 10, às 19 horas, no Centro Cultural dos Correios, no Terreiro de Jesus a exposição Origem - retratos de Família no Brasil da fotógrafa chinesa Fifi Tang.
Família Monfort - Carmen, Loly e Bianca -
imigrantes espanhóis.
 São 50 retratos de famílias, de etnias, níveis sociais e regiões diferentes, reunidos a partir de cerca de 15 anos de trabaho, em várias capitais do país, pela fotógrafa de origem chinesa Fifi Tong. A mostra, que é patrocinada pelos Correios, conta com curadoria de Diógenes Moura, reconhecido por seu trabalho focado na arte da fotografia.

Segundo Fifi Tong,  o projeto teve origem no ambiente doméstico. "Tudo começou com meu retrato de família. Revendo vestidos chineses  que eram de minha avó e minha mãe. Minha avó estava envelhecendo, achei que era uma oportunidade. Eram as gerações. Um retrato sem pretensão. Quando vi as fotos reveladas percebi que poderia ser um projeto significativo", lembra ela, que descende de chineses de Xangai.

Quem apresenta a exposição é  o premiado fotógrafo, pesquisador, crítico, curador, jornalista e professor Pedro Afonso Vasquez enaltece a capacidade da fotógrafa de tentar documentar o rosto de uma nação por intermédio de suas múltiplas faces individuais, privilegiando sobretudo o ser humano: “O Brasil é um pais tão singular e o brasileiro um ente tão plural que o trabalho de Fifi Tong apresenta um interesse especial para além de seus grandes méritos fotográficos, constituindo um fabuloso resumo da espécie humana. Tal como ela se aclimatou em terras tupiniquins, fortificando-se não pela subtração e sim pela adição, Fifi procurou formular uma resposta fotográfica para a célebre indagação utilizada por Gauguin como título de uma de suas telas do período taitiano: ‘Quem somos nós, de onde viemos, para onde vamos’.
Família Sá Moraes - Matilde,Maria de Fátima
e Clara, imigrantes portugueses.

O curador Diógenes Moura observa que o trabalho de Fifi Tong faz um paralelo entre a vida e a fotografia: “Como na fotografia ,a vida muda a cada instante. Os retratos surgiram porque um dia um homem ou uma mulher deixou o seu lugar de origem e entregou-se ao desconhecido em outras cidades e em outros países (...)Os retratos surgiram porque existe um lugar próximo ou muito distante chamado Brasil ”.
Em sua pesquisa, Fifi Tong enveredou pelas diversas origens do povo brasileiro. Conhecida no meio publicitário como  retratista , Fifi clicou filhos e netos de africanos, europeus e asiáticos. Um dos objetivos do livro é propor a discussão do valor da família. “Quero formar um grande banco de imagens e de dados das famílias brasileiras, e todo mundo pode participar”, explica.
Quando começou o seu projeto, a autora queria fotografar só mulheres. “Ao longo do projeto fui me abrindo: por quê não abrir para as misturas? Comecei bem devagar retratando outras famílias, por indicação de amigos. Conhecia as famílias, conversava, resolvia se ia fotografar ou não. Aí reparei como a maioria carregava traços no tempo e passei a buscar famílias com muitas gerações. A coisa foi se formando: a genética, a descendência, as famílias falando sobre elas mesmas.”

Quem é Fifi Tong

Fifi Tong é formada com o título de BFA em fotografia pelo Art Center College of Design, em Pasadena, Califórnia, nos Estados Unidos.  Em Los Angeles, iniciou sua carreira de fotógrafa, trabalhando no Trafficanda Studios. Trabalhou em Milão, como free lancer e também em estúdios de grandes agências brasileiras como a DPZ e a W/Brasil. Desde 1992 atua em estúdio próprio, realizando ensaios para moda, publicidade, catálogos e portraits





quinta-feira, 21 de maio de 2015

TOUSSAINT MUFRAGGI, ARTISTA FRANCÊS EM SALVADOR

A partir hoje,  dia 21, o pintor  Toussaint Mufraggi  estará expondo  25 pinturas em óleo sobre tela na Darzé Galeria de Arte, na Vitória. O artista francês Toussaint Mufraggi nasceu e vive na Córsega, inicia a temporada de exposições 2015. Para o crítico italiano Guido Curto,  nesta pintura estão “elementos das paisagens da sua Terra, solitária, dura, cheia de vento e belíssima. A parte preponderante da exposição é constituída pelos quadros do ciclo Memória, que são 17 telas criadas em 2014, nos quais o fundo branco é “poupado” e como uma folha cândida de papel se transforma na base sobre a qual se estendem pinceladas intensas, vibrantes, radicalmente abstratas. Abstratas no sentido etimológico de uma abstração que extrai formas essenciais da Natureza”.
Diz ainda  que num de seus quadros mais grandiosos e emblemáticos na mostra se intitula Terra mea  "o olhar do artista se estende entre céu e mar, na direção dos horizontes distantes e indefinidos com duas grandes obras dedicadas a Viaggi impossibili e a l’Enlevement d’Europe. "

Toussaint Mufraggi inicia  a prática do desenho e pintura no início da década de 70. Devido à falta de estrutura no ensino de artes em Córsega, estuda os grandes mestres e suas obras de arte presentes nos documentos disponíveis em sua terra natal. O artista, sem ter vontade nem necessidade de estudar no exterior, escolhe ficar em Córsega, onde todas suas criações foram feitas. No início, seu trabalho usa a representação figurativa de forma expressionista, tentando traduzir, através de paisagens e cenas bucólicas, os sentimentos e memórias de sua infância, acontecimentos em sua maioria na área de Villanova. Sua infância tem muita importância para ele, pois viveu lá os últimos momentos do estilo de vida agropastoril, baseado nas tradições do século 19, que o tocaram profundamente. Desse período, ele traz um gosto pela liberdade, pelo papel do mistério, dos sons, cheiros, pela comunhão entre o homem e a beleza selvagem da natureza, pela vida simples, pela ligação com os valores essenciais e com sua terra. E traduz esta sua fascinação através de pinturas coloridas, expressivas e líricas. Toussaint Mufraggi nasceu em 7 de fevereiro de 1948 em Ajaccio, Córsega, França. Sua obra está em coleções públicas e privadas internacionais - Estados Unidos, Espanha, Países Baixos, Alemanha, Itália, Suécia e Brasil.
 “A minha terra é, sempre, o sujeito eterno da minha inspiração. Porque se eu devo me exprimir com sinceridade, devo falar e escrever ou pintar temas nos quais eu estou totalmente imerso. Resta o fato de que eu vivo e trabalho no vilarejo de Villanova. Do meu atelier, todos os dias posso admirar o cenário eterno onde os meus antepassados passaram suas vidas trabalhosas, e onde faço uma pintura que aspira à própria eternidade. Meu desenvolvimento cultural ao longo dos anos me guiou, naturalmente, na direção do estudo de uma estética e de um mundo de ideias típicas do coração do Mare Nostrum (nosso mar: assim os antigos romanos denominavam o Mediterrâneo): a filosofia, a arte e o pensamento místico e, principalmente, o cenário de um mundo em que o Espírito se destrincha no meu espaço e a pintura participa de certo modo a ilustrar a perenidade dos mitos fundadores. De qualquer maneira, pinto com a sensação de ainda viver as vibrações que a terra me transmite e que percebo desde a minha infância, e minha pintura pode dar memória àquilo que passou ou desapareceu”, afirma Mufraggi.