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Calasans Neto com uma matriz pintada que usava para fazer suas xilogravuras. |
Este ano completou duas décadas o falecimento do gravador, pintor, ilustrador e escultor Calasans Neto, ocorrido em primeiro de maio de 2006. É sempre bom relembrar o legado que os artistas modernistas baianos deixaram.
O festejado cineasta baiano Glauber Rocha
escreveu em abril de 1962 o ABC da Arte & do Amor de Calasans Gravador como
apresentação para uma exposição do artista. Assim usou todas as letras do
alfabeto para falar do amigo, do artista, do homem e da figura sempre cheia de
alegria que era o Calá. Tenho comigo o livro Calasans Neto Gravuras onde está
inserido o ABC escrito por Glauber Rocha com uma dedicatória carinhosa de Calá
que guardo com cuidado e carinho. “Reynivaldo você que tem feito tanto pelas
artes plásticas da Bahia um grande abraço deste seu amigo e leitor. Calá.
“Escolhi a letra C do ABC escrito pelo cineasta para reproduzir uma parte do
texto: “C - Calasans sorri muito, é excelente piadista - mas no fundo ele
“pensa” e não sei bem quais caminhos atingiu esta saída dramática para sua
arte; Calasans tem a propriedade quase exclusiva de comunicar, cada vez mais
gráfico, cada vez mais homem de jornal e de panfletos e cartazes – cada vez
mais participante. Creio que o convívio de quase dois anos com Lina Bo Bardi
abriu muitos caminhos para o gravador-gráfico :Lina Bardi é uma das poucas
pessoas no Brasil que coloca o nosso contexto cultural em termos....”
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Foto 1. A fachada do ateliê. Foto 2-Pracinha com escultura de Calá. Foto 3 - Painel dos pássaros noturnos de Abaeté .Foto 4.Sala com um tríptico. |
Voltei
na última quarta-feira, dia 22 de julho de 2026, a visitar o ateliê onde por várias vezes estive para entrevistar Calasans Neto sobre suas novas
xilos, monotipias, pinturas e andanças pelos Estados Unidos e
países europeus. Sempre ele aproveitava para fazer uma série de desenhos que
depois viravam suas xilogravuras, monotipias, pinturas , e em seguida eram expostas e comercializadas . Tem por exemplo
uma série de monotipias, que é fantástica, inspirada nos músicos de New Orleans,
antes da tragédia ocorrida no dia 29 de agosto
de 2005. A maré de tempestade do furacão Katrina causou danos em cinquenta e três pontos
diferentes na Grande New Orleans, submergindo oitenta por cento da cidade e
matando centenas de pessoas.
Uma
dessas entrevistas aconteceu em 1974 no seu ateliê, mas desta vez não era para
falar da obra de Calá, e sim de uma peça de teatro de seu amigo-irmão Vinicius
de Moraes. Foi o Calá quem me telefonou solicitando que entrevistasse seu
amigo e frequentador assíduo de sua casa e de seu ateliê na Rua das Amoreiras,9, no fim de linha
de Itapuã. Combinamos o dia e horário e lá fui para este encontro com o
poetinha. Chegando já estavam no ateliê o Calá e o Vina sentado numa dessas
cadeiras de lona, e no chão a seu lado, uma garrafa de
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Os padrinhos Calasans Neto /Auta Rosa e Jorge Amado e Zélia Gattai no sétimo casamento do poeta Vinicius de Moraes com Gessy Gesse na Bahia, em 1973. |
uísque e um copo já com
o precioso líquido, que ele tanto apreciava. Ainda encontrei a tal cadeira, só que a lona deve ter estragado e trocaram por outra, mas nos braços estavam as marcas do tempo e restos de tinta. O assunto a ser tratado era uma
peça de teatro que o poeta escreveu para ser levada por sua então amada Gessy
Gesse intitulada As Feras. Originalmente Vinicius tinha intitulado de Chacina em Barros Filho, e foi
apresentada num galpão em desuso que existia na Rua dos Ingleses, próximo ao
bairro do Campo Grande, em Salvador. A direção foi de Álvaro Guimarães e os
artistas eram os baianos Gessy Gesse, Fernando Lona, Jurandir Ferreira, Armindo
Bião, Mário Gadelha e Sonia dos Humildes. Foi escrita por Vinicius de Moraes em
1961. Trata-se de uma tragédia naturalista baseada num caso policial ocorrido
no Rio de Janeiro. A obra aborda o drama social e as duras condições de
migrantes nordestinos no sul do país. Lembro que Calá brincando disse “esta
porra está apaixonado outra vez e agora inventou mais esta”. Vinicius sempre
rindo só repetia “O que é isto Calasinho?”.
O
CALÁ QUE CONHECI
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Calasans Neto em seu carro esportivo no Farol de Itapuã com algumas obras ao fundo. |
O José Júlio de Calasans Neto nasceu em
Salvador, Bahia, no dia onze de novembro de 1932 e veio a falecer em primeiro
de maio de 2006. Era gravador, pintor, ilustrador, desenhista, cenógrafo e escultor. Filho de José Júlio de Calasans, que era médico psiquiatra e professor renomado
da Faculdade de Medicina da Bahia, e de Frieda Elisabeth Geiger de Calasans.
Foi acometido de poliomielite aos sete anos de idade, que deixou sequelas
significativas, mas nem por isto deixava de nadar, dirigia e enfrentava as
ladeiras de Salvador com galhardia, mesmo com as limitações que a vida lhe
impôs. Era uma das figuras mais alegres, piadista de primeira e sempre tinha
algo de engraçado para contar de seus amigos. Calá, como carinhosamente era
chamado, tinha uma capacidade incrível de agradar as pessoas que se acercavam
dele. A primeira vez que o avistei foi na frente de uma casa onde a família
morava na Avenida Joana Angélica, defronte ao Convento da Lapa. Já sabia que
andava com o pessoal ligado à cultura e com o Glauber Rocha que estava
despontando como grande cineasta. Não lembro o ano, mas acredito que foi na
década de 60. Quando já trabalhava como repórter do Jornal A Tarde foi que
passei e conhecê-lo pessoalmente e fiz algumas entrevistas com ele sobre sua arte e de seus
amigos. Ao seu lado estava a
inseparável Auta Rosa sempre atenta e com seu gatilho de sincericídio pronto
para defendê-lo de quaisquer coisas que surgisse. Viveram felizes por longos
anos no autodeclarado Principado Autônomo de Itapuã, vizinho de seu amigo Sante
Scaldaferri que juntamente com a sua Marina formavam uma dupla de casais,
exemplo de amizade e confiabilidade.
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Esta é a prensa onde Calasans Neto e seu impressor Vadeco tiravam as cópias de suas gravuras. Está necessitando de restauro. |
Foi
aluno de Mário Cravo Jr em suas aulas de gravura em metal e de pintura do
grande pintor e tapeceiro Genaro de Carvalho, na Escola de Belas Artes, da
Universidade Federal da Bahia. Em seguida no ateliê de Genaro que ele
começou a pintar. Anos depois abandonou por um bom tempo a pintura e se
dedicou à arte da gravura, onde se notabilizou, principalmente na xilogravura e monotipia. Juntamente com Glauber Rocha, Paulo Gil Soares, Sante Scaldaferri, Fernando
Rocha Peres criaram a Jogralesca que teatralizava poemas, além da revista Mapa
e a Editora Macunaíma. Nos anos 1956 a 1965 criou cenários
para os filmes de Glauber Rocha O Diabo na Terra do Sol e de Francisco
Guarnieri Eles Não Usam Black-Tie. Ilustrou dois romances do seu amigo e
padrinho Jorge Amado Tereza Batista Cansada de Guerra e Tieta do Agreste, e
História Natural de Pablo Neruda, de Vinícius de Moraes, e outros
livros de autores baianos.
Retornou
à pintura nos anos oitenta pintando suas cabras, baleias e os pássaros da noite
que sobrevoam a charmosa e misteriosa Lagoa do Abaeté, que fica próxima a casa
onde morou por décadas na Rua das Amoreiras,7 em Itapuã. Fez dezenas de
exposições no Brasil e no exterior, inclusive participou da 18ª Bienal
Internacional de São Paulo e da II Bienal de Havana, em 1986. Quando
falamos em gravadores baianos imediatamente surge o nome de Calasans Neto com
seus desenhos tirados de sua cabeça criativa e lembramos de animais mitológicos
que enriquecem a literatura universal. Ele produziu vários álbuns com suas
xilos e gravuras em metal. Também pintava algumas matrizes e comercializava, o
que é uma forma de mostrar e preservar a sua produção artística.
%20E%20IRENE%20OMURO%20AMIGOS%20DE%20CALASANS%20NETO%20E%20AUTA%20ROSA.jpg) |
Marina Scaldaferri ( de calça branca) viúva de Sante, teve uma convivência de vizinhança e amizade maior Calasans Neto e Auta Rosa. A ceramista Irene Omuro e seu esposo Luiz , falecido, foram muito amigos do casal. |
DE VOLTA AO ATELIÊDesta vez fui me encontrar com Marina Scaldaferri e
com Irene Omuro que tiveram uma convivência de grande amizade com Calasans Neto
e Auta Rosa. O namoro começou com um encontro ocasional
em 1963 no Teatro Castro Alves, cujo foyer servia de sede do recém-criado Museu
de Arte Moderna da Bahia, pela Lino Bo Bardi e lá permaneceu até 1968 . Contam
as amigas que inicialmente teria sido ela que se interessou pelo bardo. O
namoro evoluiu e passaram a ser vistos nos encontros com outros amigos. Mas, os
pais de Auta Rosa não aprovaram o namoro e certo dia o pai da moça encontrou os
namorados saindo do cinema Glória, que funcionava no prédio do jornal A Tarde,
no lado que dá para a Rua Rui Barbosa. Houve uma discussão e até empurrões, e o
Calá chegou a cair. Mas, Auta Rosa sempre foi uma pessoa decidida e resolveu
deixar a casa de seus pais e foi acolhida por sua amiga Maria das Dores Amorim,
a Dorinha, e lá permaneceu até casar-se em 30 de outubro de 1964. As coisas
foram melhorando até comprar o terreno na Rua da Amoreiras em Itapuã ,e
resolveram construir uma casa que levou o número 9. Na década de 70 o bairro de Itapuã
era uma vila de pescadores e tinham muitas casas de veranistas e os terrenos
ainda eram baratos.
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Esta era a casa de Calasans Neto, que hoje pertence a outra família. |
O
arquiteto escolhido para fazer o projeto foi o David Largman, que era seu amigo
e um dos donos da Maison de Móveis, uma casa de móveis que existia na Avenida
Sete de Setembro, em Salvador. Logo depois ele foi para o Rio de Janeiro,
onde faleceu. David Largman (Rio de Janeiro- RJ, 1928 - Rio de
Janeiro- RJ, 2005), foi um pintor, desenhista, artista visual e arquiteto
brasileiro. Formou-se em arquitetura pela Faculdade Nacional de Arquitetura. O
artista Calasans Neto e Auta Rosa depois
de morarem em imóveis alugados se mudaram para Itapuã e lá viveram o resto da
vida. Eles foram muito felizes e o casamento durou mais de quarenta e dois anos
até a morte de Calá em primeiro de maio de 2006. Logo depois Auta Rosa foi
acometida por um câncer e quando já estava doente decidiu doar a sua casa
para a amiga que a acolheu na época do namoro com Calasans Neto a Maria das
Dores Amorim, e para preservar o acervo e o ateliê do marido vendeu o ateliê e
parte do terreno e doou as matrizes para Eduardo Pinto Rozendo, que é filho de
uma prima que ela gostava muito. A Auta Rosa veio a falecer em dezenove de
novembro de 2018, aos oitenta e cinco anos de idade. Portanto, graças a Eduardo
Rosendo as matrizes, a prensa e painéis e outros pertences de Calasans Neto
estão preservados . A entrada é pela Rua Calasans Neto,número 10, e ainda não
está aberta à visitação pública. Posteriormente Dorinha veio a falecer e a casa
da Rua das Amoreiras, número 9, ficou com sua filha Ivana Amorim, que vendeu a
outra família.
Já
a ceramista Irene Omuro conheceu Calasans Neto numa exposição do
artista no Sauípe Grand Premium Brisa, em Sauípe, que fica no litoral
Norte da Bahia, município de Mata de São João. Na ocasião comprou uma monotipia
e ficaram amigos e ela terminou fazendo uma parceria quando ele a convidou para
aprender a fazer monotipias por volta do ano de 2004. Lembrou Irene que “ele
ficava lendo jornal ou fazendo outra coisa, e de vez em quando dava um pitaco.
Deixei de fazer porque tive um problema de alergia com o Varsol, que é um
removedor utilizado para limpeza das ferramentas. Mas, depois que ele faleceu
fiquei ainda vindo uns quinze dias para fazer companhia a Auta Rosa. Com o
falecimento de Vadeco, que era o impressor de Calasans Neto, terminei ficando
sem condições de continuar com as monotipias, mesmo porque não tenho prensa
para imprimir os trabalhos”. Tanto a Marina como a Irene Omuro elogiaram o
trabalho de conservação desenvolvido por Eduardo Rozendo Pinto que vem
preservando o acervo de Calasans Neto com muito zelo.
VIZINHANÇA
E CAMARADAGEM
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Esta é a casa construída por Sante Scaldaferri, que era vizinho de Calasans Neto. |
Logo que Calasans construiu a casa passou a chamar
Sante Scaldaferri para que ele comprasse o terreno vizinho para fazer uma casa.
A princípio Marina, esposa do Sante, não aprovou a ideia porque ela trabalhava
no Hospital Ana Nery, na Caixa D’água, e a distância era muito grande de
Itapuã. Mas, terminaram concordando e o Sante comprou o terreno, que também
tinha um preço acessível e foi o mesmo arquiteto carioca David Langerman, que
também era artista visual, quem fez o projeto. Portanto, os dois amigos dos tempos
de colégio e das atividades culturais foram morar juntos e foi uma amizade que
durou até a morte de ambos. A casa de Sante Scaldaferri está lá bem conservada
com mais de trezentas obras pela viúva Marina, que já tem noventa e cinco anos
e está lúcida e tocando muito bem o seu piano, nas tardes de Itapuã. Me disse
Eduardo Rozendo Pinto que “é muito prazeroso quando ele está na casa-ateliê que
foi de Calasans Neto porque a gente ouve os passarinhos cantando e a sonoridade
do piano da Marina, nossa vizinha querida”. Contou
ainda Marina Scaldaferri que o Calá gostava de falar que no local onde eles
construíram as casas tinha sido um cemitério de índio. Ele criava um casal de
cachorros. Um dia estava trabalhando quando olhou para um dos cachorros notou
que estava todo arrepiado. Ele parou, olhou novamente e já estava caindo a
tarde. Aí perguntou a Marina. Você ficava? Também não, saí apressado com medo,
e deu sua gargalhada inconfundível. Lembrou Irene Omuro que "ele
sempre tinha uma história ou piada para contar. Uma dessas disse que
estava ele e Glauber Rocha no Pelourinho defronte a um cartório quando um
senhor veio e perguntou se eles não poderiam assinar como testemunhas no
Registro de Nascimento de seu filho. Os dois prontamente aceitaram e assinaram
como testemunhas. Ninguém sabe quem é este felizardo ou felizarda."
Críticas
e opiniões
Várias personalidades do mundo cultural escreveram
sobre Calasans Neto. Somente no livro Gravuras tem uma poesia de Carlos
Drummond de Andrade e textos de Glauber Rocha, Quirino Campofiorito, Walmir
Ayala, Clarival Prado Valadares, Fernando Sabino, Carlos Heitor Cony, Jorge
Amado , Zelia Gattai, dentre muitos outros. A
poesia de Drummond: “Tardes. noites, manhãs / no mar, no céu,
na terra:/ Quantas Itapuãs / o meu olhar descerra/na arte de Calasans! / É um sonho da
Bahia, / alta visão povoada/de paixão, e magia/ a explodir em cada / forma de luz no dia!”
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Jorge Amado, Auta Rosa e Calasans Neto. A foto deve ser da Zélia Gattai.
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JORGE AMADO – “Calá e a madeira - Com sua
luz em preto e branco, explodindo vez por outra no vermelho, com sua luz cavada
no mistério da madeira, retirada de seu cerne, mestre Calasans Neto, que amamos
todos chamar simplesmente Calá, o bom Calá, ilumina nossa beleza baiana e a
engrandece.
Sem dúvida, nasceu artista e gravador,
entalhado, e sua missão ele a cumpriria de qualquer maneira, de qualquer jeito,
fosse como fosse. Para cumpri-la, porém, assim com tanta consciência, força e
sensibilidade, com essa grandeza, foi-lhe necessário somar ao talento e à
vocação os dotes de um caráter sem concessões. de um coração de homem generoso
e alegre. Ah! a alegria de viver de mestre Calá é uma lição de vida e esse
homem de pequena estatura se mede por sua coragem, sua fibra. seu sentimento
vital, seu amor aos seres e às coisas; e que grande homem!
Beleza de madeira, beleza da paisagem baiana, da
cidade, do mar e do rio: as praias quase abstratas de tão impossíveis, as
rochas como tartarugas, o grande sol e a doce lua, os saveiros, os navios no
rumo do Recôncavo, as pequenas cidades sonolentas, as igrejas de ouro ou de
pedra e o casario, as cabras e as baleias, eis as gravuras e as talhas de
Calasans Neto, filho e pai da Bahia, nascido de seu ventre e parindo sua
beleza. Ele nos acrescentou, nos deu algo de real nos fez mais ricos. Tomou de
nosso mistério e o recriou. tomou de nossa condição baiana e lhe deu termos de
arte, perenidade e universo
Gosto de vê-lo sorrir enternecido com um detalhe
qualquer, o salto de um gato, olhar do pequinês, gosto de vê-lo diante da
madeira a socavar, a retirar do vegetal a pedra e o cimento das casas, a luz e
o sol, a cabra e a baleia, e o nosso mar verde-azul de Iemanjá. Sua Iemanjá é
Auta Rosa, esposa e flor, nesga de aurora, e lá vai mestre Calá com sua
bem-amada pela mão. Riem os dois. contentes e dispostos. Mas mestre também O
drama: sua Bahia é Calá về a beleza e poética e dolorosa, mágica e pobre. Porque
Calasans Neto sabe toda a verdade da Bahia, é de sua terra e de seu tempo, nele
artista e homem são um ser único, indissolúvel ....”
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Calasans Neto brincando com o poeta Vinicius de Moraes, 1973. Este era o espírito alegre de Calá. |
VINICIUS DE MORAES – “Calasans Neto e as baleias:” Bem-amado
Calá,
Primeiro e Único. Príncipe de Itapuã, Duque das Amoreiras ,Conde do
Abaeté Barão do Coco Verde, Cavalheiro de Auta Rosa: dizei-me depressa o que é
aquela coisa gorda lá no horizonte que não é um barco e que não é um monte, que
não é um gêiser e que não é uma ilha mas que em todo caso é uma maravilha, pois
não sendo fonte ainda dá-se ao luxo de ter um esguicho que lhe sai do casco
igual a um repuxo?
- Aquilo, ó ignorante Aedo e súdito, é o cetáceo
mamífero do período eocênico a que chamam baleia, que sem ser bonita também não
é feia, eu diria mesmo que é engraçadinha, e com toda a pinta de
bem-educada, só de uma puxada come mil sardinhas.
- Calá, meu Príncipe, se ela for donzela eu
queria tanto me casar com ela...
- E muito bem obraria, sórdido Poeta, desse-lhe
eu tal ousadia, que lhe ordeno tire imediatamente de suas cogitações, pois
todas as baleias me pertencem, fazem parte do meu harém. E como a espécie está
em vias de extinção, devido à irrecorrível ambição dos homens, que as
transformam em óleo, âmbar espermacete, guano e carne comestível, eu procuro
perpetuá-las em madeira, com martelo, formão e goiva, de modo a que sejam
sempre lembradas como bicho mais materno da Criação, e ao mesmo tempo o mais
plácido, bem-humorado e cheio de dengo, a ponto de haver quem pense que
desmunheca feito essas bichas grandes e gordas que saem pulando e dando
gritinhos nos banhos de mar a fantasia, durante o Carnaval.
Que coisinha mais fofa! Eu estou inteiramente
vidrado, obnubilado, apaixonado por elas, ó poderoso Sultão, e muito honrado me
sentiria se, como prêmio aos meus esforços, me fosse dada em casamento a mão,
ou melhor, a nadadeira de uma dessas encantadoras e jovens mini baleias que o
formão do Mestre grava com tanta graça e poesia, quando vêm apreciar de longe
as belezas da cidade do Salvador.
-E se mal lhe pergunto, a que esforços se refere
o espúrio Bardo?,
- Aos de ter resistido às tentações do Demônio
configurado em homem de muito charme e filáucia, belo, canoso e cheio de
retórica: um misterioso aventureiro tido e havido como o Pirata do Rio Vermelho
que não se cansa de soprar-me ao ouvido o Poder e a Glória obtidos através de
um golpe para usurpar-vos o trono: um
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As baleias que no período colonial apareciam muito pelas bandas de Itapuã é tema de uma série de gravuras de Calá. |
flibusteiro de procedência árabe chamado
Caymmi, cujo único intento é apoderar-se do Principado de Itapuã, onde já
conquistou uma Praça, para seu gozo pessoal, porque, dono de bela voz e bom
tocador de alaúde, pretende destarte cativar com suas canções as ingênuas
baleias de vossos mares e, quem sabe, fazê-las dançar sambas-de-roda, lutar
capoeira e dar-se a outros desfrutes para seu único e pervertido deleite. Mas
eu soube resistir às suas melífluas insinuações e aqui me tendes, poderoso
Senhor, vosso servidor humilde e defensor até a morte do sacrossanto Brazão
deste falanstério, que fica representado desde já por duas sinuosas baleias
azuis tocando-se em V pelos rabos e ladeando um escudo em verde, tendo ao meio,
em negro, a figura de Iemanjá, pois diz ter ela renascido nestas águas, em cima,
em ouro, a semiesfera superior do Astro Rei- tudo isso sobre fundo branco e
sublinhado por um dístico em forma de fita dourada, de pontas unguladas, no
qual se lê, em caracteres negros, o doce nome de Itapuã: O Principado Livre e
Autônomo de Itapuã em todo o esplendor de suas cores o céu, o mar, a areia, a
luz e as águas negras do Abaeté!”.......
Exposições
Individuais: Em 1956 - Porto Alegre-RS - Gravuras e Monotipias, na
Galeria Dariano; Caxias do Sul-RS - Gravuras, na Associação de Cultura
Franco-Brasileira.1958 - Belo Horizonte MG - Xilogravuras,
na Galeria Interiores; Salvador BA - Série Velas, na Galeria Domus. 1959 -
Salvador BA - Individual, na Pequena Galeria da Biblioteca Pública.1960 -
Belo Horizonte MG - Individual, no MAP; Rio de Janeiro RJ - Individual, na
Galeria Macunaíma.1962 - Salvador BA - Individual, no
MAM/BA.1964 - Salvador BA - Série Taigara, na Galeria Querino.1965 -
Salvador BA - Xilogravuras, na Galeria Convivium.1966 - Rio
de Janeiro RJ - Matrizes de Xilogravuras, na Galeria Bonino; Salvador BA -
Matrizes, na Galeria Convivium.1968 - Rio de Janeiro RJ -
Gravuras do Álbum das Cabras, na Galeria Bonino; São Paulo SP - Matrizes, na A
Galeria.1969 - Rio de Janeiro RJ - Matrizes de Gravuras, na
Galeria da Praça.1973 - Lisboa (Portugal) - Gravuras do Livro Tereza Batista,
na Galeria da Editora Europa América.1974 - Londres
(Inglaterra) - 30 Wood-Engravings by Calasans Neto, na Kendal & Dent Ltda;
Washington (Estados Unidos) - Gravuras do Livro Tereza Batista, no The Library
of Congress, Hispanic Society Room. 1975 - Salvador BA
- Gravuras do Álbum Do Jazz e 10 Monotipias sobre o Tema, na Galeria ACBEU.1976 -
Washington (Estados Unidos) - Art Gallery of Brazilian, no Brazilian American
Cultural Institute.1978 - Natal RN -
 |
Ilustração exposta no Museu do Ceará -MUC, em 1981,
|
Onze Gravuras para o
Livro Tieta do Agreste, no Teatro Alberto Maranhão; Califórnia (Estados Unidos)
- Individual, na California State University; Fortaleza CE - Individual, no
Museu da Universidade do Ceará;- Resende RJ - Xilogravura, no MAM/Resende;
Goiânia GO - Matrizes, na Casa Grande Galeria de Arte; Brasília DF - Matrizes,
na Marchant Marlene Gastal; Lisboa (Portugal) - Xilogravura, na Biblioteca
Nacional de Lisboa.1979 - Salvador BA - Monotipias, no
Shopping Center Iguatemi.1980 - Quebec (Canadá) - Gravuras,
na Université Laval Cité Universitaire.1981 - Califórnia
(Estados Unidos) - Individual, na California State University. Em Washington
(Estados Unidos) - Paintings and Monoprints, na Washington World Gallery;
Fortaleza CE - Gravuras dos Álbuns Tereza Batista Cansada de Guerra e Itapuã,
no Museu da Universidade do Ceará; Nova York (Estados Unidos) - Color US
Brazilian, na W & J Sloane; Dacar (Senegal) - Semaine Culturelle de Bahia
au Theatre Daniel Sorano .1982 - Salvador BA - Gravuras do
Álbum Itapuã Sol, na Livraria Civilização Brasileira; Paris (França) -
Individual, no Hotel Inter Continental; Estoril (Portugal) -
Gravuras do Álbum Atlantis, na Galeria do Cassino Estoril .1983 -
Porto Alegre RS - Pinturas, na Galeria Modus Vivendi; Salvador BA - Pássaros
Noturnos do Abaeté, na Art Boulevard Galeria . 1984 -
Salvador BA - Monotipias para o Livro A Lenda do Pássaro que Roubou o Fogo, no
Núcleo de Arte do Desenbanco; Feira de Santana BA - Monotipias para o Livro A
Lenda do Pássaro que Roubou o Fogo, no Museu Regional de Feira de Santana; Rio
de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Antônio  |
| Cabras e pássaros do Abaeté, pintura. |
Bandeira; Luanda (Angola) -
Pinturas, na União de Artistas Plásticos. 1985 -
Salvador BA - Individual, no Escritório de Arte da Bahia. 1986 -
Maceió AL - Monotipias, na Fundação Pierre Chalita; João Pessoa PB -
Monotipias, na Galeria Gamela de Arte Ltda.1987 - Fortaleza
CE - Metamorfose, no Imperial Othon Palace; Brasília DF - Dualidade da
Metamorfose, na Galeria JBR ; Salvador BA - Dualidade da Metamorfose, na
Galeria Anarte. 1988 - Rio de Janeiro RJ - Simbologia
da Metamorfose, na Galeria Bonino; Brasília DF - Monotipias, na Casa Thomas
Jefferson. 1989 - Salvador BA - Monotipias, na Galeria
Cañizares. 1990 - Salvador BA - Fragmentos Urbanos, na
Ada Galeria de Arte.1991 - Salvador BA - Crônica em Oito
Tempos, na ACBEU.1992 - Salvador BA - Monotipias para o
Livro Os Deuses Lares, no Núcleo de Arte do Desenbanco; Lisboa (Portugal) -
Monotipias, na Lojas Quintão; Zurique (Suíça) - Metamorfose, no Wellenberg
Hotel; Salvador BA - Individual, na Roberto Alban Galeria de Arte; Salvador BA
- 25 Monotipias: Tereza Batista e Tieta. Exposição Comemorativa dos 80 Anos de
Jorge, na Fundação Casa de Jorge Amado. 1993 - Salvador
BA - Pinturas, na Galeria Prova do Artista/Hotel Sofitel. 1994 -
Salvador BA - Monotipias, na Galeria Companhia das Índias.1995 -
Fortaleza CE - Gravuras Ponta-Seca e Buril, na Galeria Jorge Amado da Aliança
Francesa; Campos do Jordão SP - Gravuras, na Casa da Xilogravura. 1996 -
Salvador BA - Gravuras do Livro História Natural de Pablo Neruda, de Vinicius
de Moraes, no MAM/BA. 1997 - Salvador BA - Gravuras
Ponta-Seca e Buril, na ACBEU; Salvador BA - Pinturas, no Espaço Calasans Neto ;
Bagé RS - Gravuras, no Museu da Gravura Brasileira; Cachoeira BA - Individual,
na Fundação Museu Hansen Bahia; Brasília DF - Gravuras Ponta-Seca e Buril, na
Casa Thomas Jefferson.1998 - Salvador BA - Frutaria. Monotipias, na
Associação Cultural Dante Alighieri; Salvador BA - Monotipias, na Galeria da
Fundação Casa de Jorge Amado; Salvador BA - Lagoa e Mar, no MAM/BA. 1999 -
Feira de Santana BA - Calasans Neto: pinturas, na Galeria de Arte Carlo
Barbosa. 2000 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA.
Coletivas – Calasans Neto participou de inúmeras coletivas e salões aqui e
no exterior. Veja algumas delas: Em 1952 -
Feira de Santana BA - 1ª Exposição de
 |
Pintura de Calá , mostrando sensualidade com poucos traços. |
Arte Moderna de Feira de Santana, no
Banco Econômico. 1956 - Salvador BA - Artistas Modernos
da Bahia, na Galeria Oxumaré.1958 - Belo Horizonte MG -
Gravura Brasileira, no MAP; Salvador BA - Pinturas, no Forte de Monte Serrat .1959 -
Salvador BA - Inauguração do Museu de Arte e História da Bahia .1960 -
Rio de Janeiro RJ - 9º Salão Nacional de Arte ; Rio de Janeiro RJ - Artistas
Novos da Bahia, na Galeria do Ibeu; Rio de Janeiro RJ - Três
Artistas Baianos, na Galeria Macunaíma; Salvador BA - Sete Artistas
Modernos da Bahia, no MAM/BA ; São Paulo SP - 9º Salão Paulista de
Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia. 1962 - Paris
(França) - 2ª Exposição Internacional de Cartazes de Cinema Contemporâneo; Rio
de Janeiro RJ - Artistas Novos da Bahia, na Galeria do Acbeu. 1963 -
Paris (França) - Jovens Gravadores Brasileiros, na Casa do
Brasil. Salvador BA - Artistas do Nordeste, no Museu de Arte Popular
do Unhão. 1964 - Rio de Janeiro RJ - Artistas da Bahia,
no Copacabana Palace; Salvador BA - Artistas Abstratos da Bahia, no Instituto
de Cultura Brasil-Alemanha. 1965 - Salvador BA - A
Gravura da Bahia, na Galeria Convivium. 1966 - Madri e
Barcelona (Espanha) - Artistas da Bahia, no Instituto de Cultura Hispânica;
Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas - sala especial; Washington
D. C. e Filadélfia (Estados Unidos) - Artistas Baianos. 1967 -
Rio de Janeiro RJ - Ciclo de Estudos da Arte Brasileira, na Galeria Macunaíma;
São Paulo SP - Artistas da Bahia, na A Galeria. 1968 -
Rio de Janeiro RJ - Cartazes de Cinema Internacional, no MAM/RJ; Salvador-BA -
Grande Leilão, na Galeria Renot. 1969 - Rio de Janeiro
RJ - Grandes da Bahia, na Galeria Irlandini. 1970 - São
Paulo SP - Artistas da Bahia, na A Galeria; São Paulo SP - Feira de Arte, na A
Galeria. 1971 - Fortaleza CE - Artistas da Bahia, na
Galeria Vila Rica; Rio de Janeiro RJ - Álbum de Gravura Sete Gravadores, na
Mini Gallery; Rio de Janeiro RJ - Arte Jovens da Bahia, na Galeria Voltaico;
Rio de Janeiro RJ - Artistas Plásticos da Bahia, no Teatro Castro Alves;
Salvador BA - Coletiva, no Banco Crefisul; São Paulo SP - 3º Panorama de Arte
Atual Brasileira, no MAM/SP; São Paulo SP - Artistas da Bahia, na A Galeria;
São Paulo SP - Entalhadores Baianos, na A Galeria. 1972 -
Belo Horizonte MG - Artistas Baianos, na Galeria Ami; Belo Horizonte MG - Três
Artistas da Bahia, na Galeria Guignard; Milão (Itália) - Artistas Baianos, na
Galeria Chettini; Salvador BA - Homenagem ao Livro Gente da Terra, de Antonio
Celestino, no MAM/BA; Salvador BA e Recife PE - Arte Bahia Hoje, no MAM/BA; São
Paulo SP - 50 Anos da Arte Moderna no Brasil da Semana de 22, na A Galeria; São
Paulo SP - Artistas da Bahia, na A Galeria; São Paulo SP - Gravadores, na A
Galeria. 1973 - Belo Horizonte MG - Jorge Amado e os
Artistas de Tereza Batista, na Galeria Ami Brasil;
 |
| Natureza morta com trutas, de sua autoria. |
a DF - Exposição 4 Baianos,
na Múltipla Galeria de Arte; Salvador BA - Exposição Didática de 22 Artistas
Baianos, na Fundação Patrimônio Cultural da Bahia; Salvador BA -
Homenagem a Genaro de Carvalho, na Galeria Berlinda.1974 -
Rio de Janeiro RJ - O Cartaz do Cinema Brasileiro, no MAM/RJ ; Rio
de Janeiro RJ - Pequena História da Pintura Brasileira, na Mini
Gallery; São Paulo SP - Artistas da Bahia, na A Galeria. 1975 -
Nova Orleans (Estados Unidos) - Álbum Do Jazz, no New Orleans Jazz Museum;
Salvador BA - Coletiva, na Galeria Tempo; Salvador BA - Festival da Arte Bahia,
na Galeria Cañizares; São Paulo SP - A Mulata Brasileira, na A Galeria;
Washington D. C. (Estados Unidos) - Quatro Artistas da Bahia, na Art Gallery of
the Brazillian American Cultural Institute. 1976 - Cachoeira BA - 1º Festival
de Inverno da Cidade de Cachoeira; Salvador BA - Acervo do Museu de Arte
Moderna da Bahia, no MAM/BA; Salvador BA - Coletiva, na Galeria Arco-Íris; Salvador BA - Coletiva, na Panorama Galeria Arte; São Paulo SP - Coletiva, na A
Galeria. 1977 - Natal RN - Coletiva, na Biblioteca
Câmara Cascudo; Salvador BA - A Gravura na Bahia, no
MAM/BA; Salvador BA - Centenário da Escola de Belas Artes da
Universidade da Bahia, no MAM/BA; Salvador BA - Coletiva, na Galeria Grossman; Salvador
BA - Coletiva, na Panorama Galeria Arte; São Paulo SP - 9º Panorama de Arte
Atual Brasileira, no MAM/SP. 1978 - Salvador BA - Bahia
Arte Versão 78, na Eucatexpo; Salvador BA - Coletiva, na Galeria
Grossman; Salvador BA - Exposição do Verde, no Centro de Turismo de
Natal; Salvador BA - Gravura Brasileira, na Galeria Grossman. 1979 -
Salvador BA - Coletiva, na sede do Citibank; São Paulo SP - Coletiva, na A
Galeria. 1980 - Estoril (Portugal) - Seis Artistas da
Bahia, na Semana da Bahia no Estoril; Fortaleza CE - 11 Artistas da Bahia, no
Museu de Arte da UFCE; Salvador BA - Coletiva, no Bistrô do Luiz; Salvador BA -
Gravura Arte Maior, no Museu Costa Pinto; São Paulo SP - Coletiva, na Galeria
Grossman. 1981 - Salvador BA - 1º Salão de Veteranos e
Novas, na Vilas do Atlântico; Salvador BA - 5 Artistas, no Hotel Le Merídien
Bahia; Salvador BA - Coletiva, na Época Galeria; São Paulo SP - Coletiva, na
Galeria Grossman. 1982 - Bilbao (Espanha) - Artender
82. Muestra Internacional de Arte Gráfico; Brasília DF - Três
Artistas da Bahia, na Casa Thomas Jefferson; Londres (Inglaterra) -
Brazilian Exhibition, no The Wraxall Gallery; Londrina PR - Coletiva,
na Galeria Bahiarte; Maracaibo (Venezuela) - 2ª Bienal del Grabado
da América, no Museu Municipal de Artes Gráficas; Salvador BA - A Bahia Vista
por Seus Artistas, no Shopping Itaigara; Salvador BA - Artistas Plásticos
Contemporâneos no 4º Encontro Monástico Latino-Americano; Salvador BA -
Artistas Baianos, na Galeria de Arte Alberto Bonfiglioli; Salvador BA - O
Espaço da Cultura, na Galeria de Arte Alberto Bonfiglioli; São Paulo
SP - 15ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show.1983 - Porto
Alegre RS - A Paisagem através de Artistas Brasileiros, na Galeria Modus
Vivendi; Salvador BA - Influência do Candomblé na Arte da Bahia. Comemoração
dos 90 Anos de Mãe Menininha do Gantois, no MAB; Salvador BA - Os Sertões de
Euclides da Cunha, no MAM/BA; São Paulo SP - Coletiva, no Chapel Art Show.1984 -
Curitiba PR - 6ª Mostra da Gravura Cidade de
.jpg) |
| Uma excelente monotipia de Calasans Neto. |
Curitiba - A Xilogravura na
História da Arte Brasileira, na Casa Romário Martins; Dacar (Senegal) -
Exposição Afro-Bahia, na A Galeria Nationale; Rio de Janeiro RJ - A Xilogravura
na História da Arte Brasileira, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet; Salvador BA
- 1ª Mostra Sul América de Arte Baiana, no Bahia Othon Palace; São Paulo SP -
15º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP; São Paulo SP - 17ª Exposição
de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show.1985 - Costa Rica
(América Central) - Arte Afrobaiana, no Temporales; Rio de Janeiro RJ -
Coletiva, na Way Galeria de Arte; Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de
Artes Plásticas, no MAM/RJ; São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional
de São Paulo, na Fundação Bienal. 1986 - Brasília DF -
Baianos em Brasília, na Casa da Manchete; Havana (Cuba) - 2ª Bienal
de Havana; Salvador BA - Bahia de Todas as Artes, Convenção Latino-Americana da
IBM, no Centro de Convenções da Bahia; Salvador BA - Reflexões, na Art Boulevard
Galeria.1987 - Itaparica BA - Coletiva, no Club
Mediterranée; Itaparica BA - Coletiva, no Galeão Sacramento; Salvador BA - 12
Artistas Brasileiros, na Anarte Galeria; Salvador BA - Coletiva, na Galeria
Rodin; São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show.1988 -
Estoril (Portugal) - Exposição Comemorativa dos 50 Anos de Vida Literária do
Escritor Fernando Zamora, no Cassino do Estoril; Porto Alegre RS - Coletiva, na
Sala Aurora de Arte; Salvador BA - Coletiva, na Galeria da Câmara Municipal;
Salvador BA - Coletiva, no Shopping Barra; Salvador BA - Os
Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge
Amado; Salvador BA - Projeto Verão, no MAM/BA; São Paulo SP - Semana
de Arte Baiana, no Hotel Transamérica. 1991 - Fortaleza
CE - Baianos Homenageando Floriano Teixeira, no Escritório de Arte do Ceará;
Salvador BA - Rosa Ibarra e Calasans Neto, na ACBEU. 1992 Rio
de Janeiro RJ - Eco Art, no MAM/RJ; Salvador BA - Interpretando a América, na
ACBEU; Salvador BA - Universo Amado, na Anarte Galeria. 1993 - João Pessoa PB -
Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc. 1994 - São Paulo SP - Xilogravura:
do cordel à galeria, no Metrô.1995 - Salvador BA - Artistas
Contemporâneos da Bahia, na Galeria Cañizares; São Paulo SP - Gravadores
Brasileiros na Tríade, no Clube da Gravura; 1996 - Salvador
BA - Homenagem ao Presidente do Chile Eduardo Frei, no MAM/BA .1997 -
Feira de Santana BA - Doze Artistas Brasileiros, no Espaço Cultural de Feira de
Santana; Rio de Janeiro RJ - Quinze Monotipias Semana da Bahia, no Hotel
Intercontinental; Salvador BA - Um Brinde ao Café, no Espaço
Cafelier. 1999 - Curitiba PR - Arte-Arte Salvador 450
Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão; Rio de Janeiro RJ -
Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro;
Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo
Museu Nacional de Belas Artes, no MABA; Salvador-BA - 100 Artistas Plásticos da
Bahia, no Museu de Arte Sacra; - Salvador BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no
MAM/BA. 2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura
Brasileira, no Itaú Cultural. 2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura
Brasileira, na Galeria Itaú Cultural; Penápolis
SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural.
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